Nome:Kahlil Affonso
Idade:17
3 Filmes de Drama
As Horas
A Cor Púrpura
O Poderoso Chefão 2
3 Filmes de Romance
Titanic
Ghost
O Segredo de Brokeback Mountain
3 Filmes de Aventura
Kill Bill
King Kong (2005)
De Volta Para o Futuro 2
3 Filmes de Ação
O Exterminador do Futuro 2
Matrix: Revolutions
Homem-Aranha 2
3 Filmes de Suspense
Psicose (1960)
Suspiria
O Chamado
3 Filmes de Terror
Abismo do Medo
Evil Dead
A Hora do Pesadelo
3 Filmes de Comédia
Meninas Malvadas
Brilho Eterno
A Princesa Prometida
3 Filmes de Animação
A Viagem de Chihiro
Os Incríveis
A Noiva-Cadáver
3 Filmes Musicais
Moulin Rouge!
Rocky Horror Picture Show
Grease
3 Filmes de Ficção Científica
Alies
Star Wars Espisódio V
O Quinto Elemento
Um Diretor: Dario Argento
Um Ator: Johnny Depp
Uma Atriz: Uma Thurman
Ruim
Razoável
Bom
Muito Bom
Excelente
19-Melhor Canção
In The Deep (Crash - No Limite)
Remains of the Day (A Noiva-Cadáver)
Magic Works (Harry Potter e o Cálice de Fogo)
This is the Night (Harry Potter e o Cálice de Fogo)
Wonderkind (As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa)
18-Melhores Efeitos Especiais
King Kong
Star Wars Ep. III - A Vingança dos Sith
Harry Potter e o Cálice de Fogo
As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
Guerra dos Mundos
17-Melhor Trilha Sonora
O Aviador
Batman Begins
King Kong
Star Wars Ep. III - A Vingança dos Sith
Harry Potter e o Cálice de Fogo
16-Melhor Edição de Som
King Kong
Star Wars Ep. III - A Vingança dos Sith
O Massacre da Serra Elétrica
Harry Potter e o Cálice de Fogo
Guerra dos Mundos
15-Melhor Som
O Aviador
Batman Begins
King Kong
Ray
Star Wars Ep. III - A Vingança dos Sith
14-Melhor Edição
O Aviador
Batman Begins
Crash - No Limite
O Jardineiro Fiel
King Kong
13-Melhor Maquiagem
Star Wars Ep. III - A Vingança dos Sith
Terra dos Mortos
Harry Potter e o Cálice de Fogo
A Fantástica Fábrica de Chocolates
As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
12-Melhor Direção de Arte
O Aviador
Batman Begins
King Kong
Harry Potter e o Cálice de Fogo
A Fantástica Fábrica de Chocolates
11-Melhor Figurino
O Aviador
Star Wars Ep. III - A Vingança dos Sith
Harry Potter e o Cálice de Fogo
A Fantástica Fábrica de Chocolates
As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
10-Melhor Fotografia
O Aviador
Batman Begins
King Kong
Eterno Amor
O Massacre da Serra Elétrica
9-Melhor Roteiro Adaptado
Batman Begins
O Jardineiro Fiel
Closer - Perto Demais
O Castelo Animado
Terra dos Mortos
8-Melhor Roteiro Original
O Aviador
Crash - No Limite
A Noiva-Cadáver
Caiu do Céu
2 Filhos de Francisco
7-Melhor Filme de Animação
O Castelo Animado
Madagascar
A Noiva Cadáver
Robôs
Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais
6-Melhor Atriz Coadjuvante
Cate Blanchett (O Aviador)
Thandie Newton (Crash - No Limite)
Rachel Weisz (O Jardineiro Fiel)
Natalie Portman (Closer - Perto Demais)
Maria Bello (Marcas da Violência)
5-Melhor Ator Coadjuvante
Matt Dillon (Crash - No Limite)
Jack Black (King Kong)
Clive Owen (Closer - Perto Demais)
Paul Giamatti (A Luta Pela Esperança)
Ian McDiarmid (Star Wars Ep. III - A Vingança dos Sith)
4-Melhor Atriz
Naomi Watts (King Kong)
Julia Roberts (Closer - Perto Demais)
Hilary Swank (Menina de Ouro)
Joan Allen (A Outra Face da Raiva)
Audrey Tautou (Eterno Amor)
3-Melhor Ator
Leonardo DiCaprio (O Aviador)
Christian Bale (Batman Begins)
Ralph Fiennes (O Jardineiro Fiel)
Jude Law (Closer - Perto Demais)
Jamie Foxx (Ray)
2-Melhor Diretor
Martin Scorsese (O Aviador)
Christopher Nolan (Batman Begins)
Fernando Meirelles (O Jardineiro Fiel)
Peter Jackson (King Kong)
Mike Nichols (Closer - Perto Demais)
1-Melhor Filme
O Aviador
Batman Begins
Crash - No Limite
O Jardineiro Fiel
King Kong
NÚMERO DE INDICAÇÕES E PRÊMIOS
11 INDICAÇÕES
O Aviador (2 Prêmios)
King Kong (8 Prêmios)
9 INDICAÇÕES
Batman Begins (1 Prêmio)
8 INDICAÇÕES
Harry Potter e o Cálice de Fogo (2 Prêmios)
7 INDICAÇÕES
Star Wars Ep. III - A Vingança dos Sith (1 Prêmio)
6 INDICAÇÕES
Crash - No Limite (4 Prêmios)
O Jardineiro Fiel
Closer - Perto Demais
4 INDICAÇÕES
As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
3 INDICAÇÕES
A Noiva Cadáver
A Fantástica Fábrica de Chocolates
2 INDICAÇÕES
Ray
Eterno Amor
O Castelo Animado (1 Prêmio)
Terra dos Mortos
O Massacre da Serra Elétrica
Guerra dos Mundos
1 INDICAÇÃO
Menina de Ouro
A Outra Face da Raiva
A Luta Pela Esperança
Marcas da Violência
Madagascar
Robôs
Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais
Caiu do Céu
2 Filhos de Francisco
JANEIRO
King Kong
Harry Potter e o Cálice de Fogo
Nanny McPhee
FEVEREIRO
- - -
MARÇO
- - -
ABRIL
- - -
MAIO
Missão: Impossível III
O Código Da Vinci
X-Men 3
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Pessoal
To largando esse blog e partindo pra outro
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Lá eu postei as criticas que eu escrevi em maio, mais a crítica para o filme "A Profecia".
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Hoje em dia cada vez mais filmes de ação são feitos, são o grande atrativo do público. Mas alguns deles simplesmente conseguiram se tornar os mais famosos no gênero justamente por possuir cenas de ação uma atrás da outra, conhecido como "Non-Stop Action". Veja abaixo a lista dos meus 10 + "Non-Stop Action".
10 - ALIENS - O RESGATE, de James Cameron
Com cenas de ação realmente impressionantes e suspense de alta qualidade "Aliens" não poderia faltar nessa lista. O filme transformou James Cameron em um grande diretor e Alien em uma das melhores cine-séries que existe. Certamente o melhor e mais emocionante episódio da série. Venceu 2 Oscars.
9 - KILL BILL VOL. 1, de Quentin Tarantino
Quentin Tarantino conseguiu criar um clássico intantâneo ao narrar a história de Beatrix Kiddo. O filme possui cenas de ação escandalosamente exageradas bem ao estilo Tarantino. Lutas inesquecíveis, e principalmente sangue jorrando para todo o lado acabaram se tornando marcas registradas deste excelente filme.
8 - O EXTERMINADOR DO FUTURO 3: A REBELIÃO DAS MÁQUINAS, de Jonathan Mostow
Pode até ser considerado o mais fraco da trilogia, mas é com certeza um daqueles filmes com grandes e impressionantes cenas de ação. O início é calmo, mas foi só Arnold se encontrar com a Terminatrix que começa a ação interminável. Carros explodindo, lutas realmente loucas entre os robôs fazem deste filme uma grande aventura.
7 - INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA, de Steven Spielberg
Indiana Jones é com certeza um clássico e tudo isso graças á excelente direção de Steven Spielberg que nos proporcionou os melhores momentos de aventura e emoção nos cinemas. Neste terceiro capítulo da série Indiana é contantemente perseguido e dos mais diversos modos, de barco, avião, tanque de guerra e outros mais. Tudo isso no meio de muitas piadas originais e extremamente engraçadas. Steven Conseguiu criar um realmente divertido. Venceu 1 Oscar.
6 - OS INCRÍVEIS, de Brad Bird
Provavelmente o único desenho animado que pode realmente ser considerado um filme de ação. Explosões, carros sendo detonados, perseguições, lutas e muito mais fazem de "Os Incríveis" um dos filmes mais divertidos que existe. Brad Bird, o diretor, conseguiu criar uma história realmente original no meio de tantas cenas de ação que em nenhum momento deixa o filme cansativo ou inapropriado para crianças. É um filme feito tanto para crianças quanto para adultos. Realmente exclenete. Venceu 2 Oscars.
5 - JURASSIC PARK, de Steven Spielberg
O início pode até ser um pouco lento, mas assim que o Tiranossauro Rex aparece na tela, o filme "Jurassic Park" acaba se tornando uma das coisas mais divertidas que o cinema nos proporcionou. Além de conter efeitos especiais realmente perfeitos (não esqueçam que o filme foi feito em 1992 e 1993) o roteiro é bastante inteligente ao desenvolver a história no meio de toda aquela ação sem que se torne algo confuso. "Jurassic Park" é um clássico, isso é fato, mas é mais que isso, é um verdadeiro parque de diversões, com cenas de ação alucinantes que somente Spielberg poderia nos proporcionar. Venceu 3 Oscars.
4 - INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO, de Steven Spielberg
E Steven volta com a série Indiana Jones quase no topo da lista. "Indiana Jones e o Templo da Perdição" é praticamente ação do início ao fim. Com cenas escandalosamente impossíveis de acontecer, este filme proporciona momentos de extrema emoção e aventura. A fascinante perseguição nos carrinhos de trilho já virou clássica e é com certeza o grande ponto alto do filme. Venceu 1 Oscar.
3 - O EXTERMINADOR DO FUTURO 2: O JULGAMENTO FINAL, de James Cameron
James aparece aqui novamente entre os 3 filmes considerados por mim como os que possuem mais ação. Esse pode ser considerado o Pai de todos os filmes de ação. Cada frame de cada cena de ação executada no filme já são clássicos e cada frase dita pelos personagens já fazem parte da história do cinema. Além de revolucionar os efeitos especiais com esse filme, James conseguiu nos proporcionar 130 minutos de puro entretenimento e diversão, tudo isso em meio á um história realmente emocionante e original, com personagens inesquecíveis. Brilhante! Venceu 4 Oscars.
2 - STAR WARS EP. V - O IMPÉRIO CONTRA-ATACA, de Irvin Kershner
A se quência de talvez o filme mais revolucionário de todos os tempos foi com certeza bastante superior ao original em termos de aventura e cenas de ação. Muito mais territórios são explorados e as cenas de ação nos são apresentadas de minuto em minuto. Desde os primeiros minutos de filme já tem uma incrível batalha e logo após grande perseguições no espaço. Com certeza um filme que foi um marco na história e que é uma grande aventura. Venceu 1 Oscar.
1 - KING KONG, de Peter Jackson
A refilmagem do clássico de 1933 deu o que falar. Depois de fazer 3 filmes com 3 ou mais de 3 horas de duração, Peter Jackson apresenta King Kong, um filme que não precisava, mas que teve mais de 3 horas de duração. O filme além de desenvolver a história muito bem nos apresenta as cenas de ação mais loucas e insanas. Perseguições de dinossauros, lutas entre um gorila gigante e 3 tiranossauro Rex, a destruição de Nova York pelas mãos do gorila gigante e muito mais. Peter Jackson preenche essas 3 horas com nada mais do que pura emoção e aventura, tudo isso combinado á uma grande e comvente história com grandes atuações. Realmente um dos filmes mais divertidos e emocionantes que existem. Venceu 3 Oscars.
X-MEN: O CONFRONTO FINAL (X-Men: The Last Stand, 2006)
De Brett Ratner. Com Hugh Jackman, Halle Berry, Ian McKellen, Famke Janssen, Anna Paquin, Kelsey Grammer, Rebecca Romijn, James Marsden, Shawn Ashmore, Aaron Stanford, Vinnie Jones, Ben Foster e Patrick Stewart. Aventura. 104 min.
Brian Singer fez um belo trabalho em "X-Men" e impressionantemente conseguiu fazer um trabalho melhor ainda em "X2", mas infelizmente o diretor Brett Ratner consegue fazer um trabalho apenas médio, que apesar de ser um filme bom, não consegue superar os outros 2.
É descoberta uma cura para os mutantes, que agora podem optar por manter seus poderes ou se tornarem seres humanos normais. A descoberta põe em campos opostos Magneto (Ian McKellen), que acredita que esta cura se tornará uma arma contra os mutantes, e os X-Men, liderados pelo professor Charles Xavier (Patrick Stewart).
O diretor consegue criar excelentes cenas de ação, com efeitos especiais muito bem feitos, mas me pareceu que boa parte do filme ele praticamente tenta encher linguiça. O filme já é o mais curto dos 3 e ainda por cima muita coisa ali poderia ter sido cortada por simplesmente não cooperar para o desenvolvimento da narrativa.
Zak Penn e Simon Kinberg escreveram o roteiro, mas embora a estória seja muito boa, os personagens são pouco desenvolvidos e alguns deles simplesmente não fazem nada de útil no filme. Mas também devo ressaltar que decidir focar esse terceiro filme na mudança da personagem Jean Gray foi com certeza a melhor coisa do filme. É realmente emocionante ver a mocinha dos 2 filmes anteriores se tornar a grande vilã desse terceiro... E QUE VILÃ!!! Além de estar belíssima no papel da Fênix, Famke consegue se tornar um daqueles vilões sem dó nem piedade, embora sua "parte boa" esteja constantemente tentando assumir o controle. O desenvolvimento dos personagens Magneto e Xavier também foram excelentes. Os roteiristas ainda se preocuparam em mostrar que existe um respeito mútuo entre esses dois personagens, o que foi muito legal de se assistir nesse capítulo.
Hugh Jackman está como sempre esteve, é um bom ator, mas não excelente. A maioria das suas piadas não provocam o efeitos que deveria provocar. Halle Berry está melhor do que nos outros 2 filmes e acho que esse poderia ser um dos personagens a serem explorados. Outro que poderia ter sido mais explorado é o personagem Anjo. Muito bem feito graficamente, com asas digitais que proporcionam belos momentos, mas todos acompanhados pela terrível e tosca trilha sonora de John Powell. A Vampira também não teve muita participação neste aqui, embora fosse um dos personagens principais non 1° filme. O melhor do filme fica mesmo com Fênix, Xavier e Magneto, um trio que realmente proporciona grandes cenas de ação e excelentes momentos de revelação para o futuro da trama (Sim, esqueça o "Final" que é apresentado no título do filme).
Como eu disse anteriormente, os efeitos de "X3" são excelentes, superando os efeitos dos outros 2 filmes. a cena da ponte é com certeza o ponto alto do filme e não descarto uma possibilidade de indicação ao Oscar nessa categoria. A qualidade do som neste filme também é muito boa. Efeitos sonoros muito bem produzidos coneguem passar o efeito necessário para os poderes de cada mutante. Mas talvez o ponto alto do filme seja sua maquiagem. A Mística, como sempre, algo realmente espantoso em termos de maquiagem. Temos também a Fera que apresenta pêlos e pele azul. Ou então as asas do Anjo em certos momentos do filme. Sem contar todos os outros mutantes que possuem algum efeitos de maquiagem. O filme possui uma qualidade técnica quase perfeita. Quase! Se não fosse pela trilha sonora muito fraca de John Powell. A trilha apela para temas extremamente clichês que comprometem para a seriedade da trama. A trilha dos outros 2 filmes também não foram das melhores, mas John Powell conseguiu algo realmente grotesco.
O filme possui muitas falhas, mas o final realmente inteligente e cheio de perguntas faz o pública ficar esperando pelo próximo filme, e quando o filme consegue realizar esse desejo de "quero mais" é porque conseguiu o que queria: prender a atenção do espectador. É um filme bastante divertido, com cenas de ação bem feitas, e apesar de possuir um desenvolvimento fraco, ele é bastante plausível e coerente com o que havia sido apresentado nos outros 2 filmes. Se a FOX se propusesse a esperar apenas 1 ano para ter Bryan Singer, creio que teríamos quase uma obra-prima, mas mesmo assim, "X3" é um filme que merece ser visto.
Nota: 7,5
Filmes vistos recentemente
OLIVER TWIST (Oliver Twist, 2005) De Roman Polanski. Drama/Aventura. 130 min.
O filme não fez muito sucesso e a crítica não foi muito favorável. Na minha opinião esse é um filme belíssimo, talvez um pouco demorado, mas isso não implica muito em sua qualidade. Possui uma bela fotografia e uma direção de arte primorosa. A trilha sonora do filme é excelente. As atuação são quase perfeitas, detalhe para a atuação de Ben Kingsley.
Nota: 9
POSSUÍDA 2 (Ginger Snaps 2: Unleashed, 2004) De Brett Sullivan. Terror/Suspense. 94 min.
O filme "Possuída" foi um grande marco, não só por contar a estória de um lobisomem mulher, mas sim por ser um dos melhores filmes de lobisomem de todos os tempos. Por incrível que pareça, "Possuída 2" consegue ser melhor do que ser antecessor, indo mais afundo nas personagens e contando uma estória totalmente nova e original. Excelente!
Nota: 9
O MELHOR JOGO DA HISTÓRIA (The Greatest Game Ever Played, 2005) De Bill Paxton. Drama. 120 min.
Bill Paxton já havia criado um belo filme de suspense com "A Mão do Diabo", agora ele volta á direção neste fraco "O Melhor Jogo da História". O filme é belíssimamente fotografado, possuí figurinos de primeira e uma direção de arte excelente. A trilha sonora também merece destaque, mas mesmo que esta seja uma história real, o filme é cheio de clichês e totalmente previsível. É possível saber quais partidas de Golfe o tal Fransic Ouimet vai ganhar e perder. Outra coisa que me incomodou foi o excesso de efeitos especiais, principalmente os do tipo que seguem a bola de golfe até o buraco. Totalmente dispensáveis.
Nota: 6,5
PAPAI NOEL ÁS AVESSAS (Bad Santa, 2003) De Terry Zwigoff. Comédia. 91 min.
Esse é uma das melhores comédias que vi nos últimos anos. O filme além de apresentar uma belíssima e engraçadíssima performance de Billy Bob Thorton (Que foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia) nos trás uma estória que vai fundo nos sentimentos dos personagens mostrando que nem tudo o que parece ser na verdade é.
Nota: 8
OLHOS FAMINTOS (Jeepers Creepers, 2001) De Victor Salva. Terror/Suspense. 90 min.
Victor Salva é um dos melhores diretores de terror e um dos mais polêmicos (Ele foi envolvido com abuso sexual infantil nas filmagens de "Palhaço Assassino" produzido por Francis Ford Coppola). Aqui ele cria um excelente suspense que vai nos levando em uma incrível aventura, e a cada minuto que passa, você vai descobrindo cada vez mais coisas e cada uma dessas coisas te deixa cada vez mais espantado. As cenas de terror e morte são altamente originas e assustadoras. Um filme muito bom, pena que Victor não conseguiu fazer o mesmo com sua sequência.
Nota: 8
O CÓDIGO DA VINCI (The Da Vinci Code, 2006)
De Ron Howard. Com Tom Hanks, Audrey Tautou, Ian McKellen, Paul Bettany, Jean Reno, Alfred Molina e Jürgen Prochnow. Drama/Suspense/Aventura. 152 min.
Talvez esse seja um dos filmes mais polêmicos que já se tenha feito. Por quê? Bom, porque o autor que escreveu o livro em que se baseia o filme vem alegando que as informações contidas no livro são das mais puras e verdadeiras fontes. Bom, isso já é o bastante para causar uma boa polêmica, ainda sendo que o filme alega que a igreja esconde sérios e importantíssimos segredos. Então temos desde então um grande debate sobre o que é verdade, o que não é, e até onde uma pessoa pode ir para ganhar dinheiro. Sendo verdade ou não, o filme "O Código Da Vinci" é um suspense que antes de tudo, só pensa em entreter o expectador.
Robert Langdon (Tom Hanks) é um famoso simbologista, que foi convocado a comparecer no Museu do Louvre após o assassinato de um curador. A morte deixou uma série de pistas e símbolos estranhos, os quais Langdon precisa decifrar. Em seu trabalho ele conta com a ajuda de Sophie Neveu (Audrey Tautou), criptógrafa da polícia. Porém o que Langdon não esperava era que suas investigações o levassem a uma série de mensagens ocultas nas obras de Leonardo Da Vinci, que indicam a existência de uma sociedade secreta que tem por missão guardar um segredo que já dura mais de 2 mil anos.
Ron Howard é um bom diretor. Fez alguns filmes muito bons e que foram bem aceitos pela crítica como "Cocoon", "Apollo 13", "Uma Mente Brilhante", e o recente "A Luta Pela Esperança", mas devo confessar que talvez esse filme não seja bem o seu estilo. Acho que os produtores deveriam ter trazido alguém mais maduro e mais competente com a adaptação. Na minha opinião Stephen Daldry, diretor de "As Horas", seria um diretor perfeito para esse tipo de filme.
No elenco temos como protagonistas Tom Hanks e Audrey Tautou que não apresentam uma boa química durante o filme. Tom Hanks, embora seja um dos maiores e melhores atores de Hollywood, não faz uma boa interpretação neste filme. Seu personagem não parece estar sendo conduzido pela curiosidade ou então pela paixão por enigmas, parece que ele está apenas fazendo mais um trabalho, como se tivessem pago ele para descobrir um segredo. Audrey Tautou está bem no papel da Francesa Sophie. Ela realmente parece estar interessada em saber o segredo e além de se mostrar uma personagem bastante competente e bastante envolvida emocionalmente com toda a história. Mas as grandes atuações deste filme ficam por conta dos coadjuvantes. Ian McKellen está soberbo como Sir Leigh Teabing, um personagem bastante misterioso e igualmente inteligente. A sua primeira cena, na sua casa, é com certeza a melhor do filme. Também temos Paul Bettany como um dos vilões do filme, interpretando Silas, um assassino trabalhando para descobrir algumas coisinha... hahahahahahaha. Pois bem, é um elenco bom, com excelentes atores, mas alguns deles com uma atuação fraca mas nada que seja terrível. De jeito nenhum!
O filme possui uma qualidade técnica muito boa, o que já era de se esperar vindo de uma produção como esta. A direção de arte do filme talvez seja sua melhor qualidade. Excelentes cenários, muito bem construídos e locações maravilhosas. A fotografia é bastante bonita, mas acho que se tratando o tema, as locações e o diretor, eles poderia ter feito algo mais bonito e com ângulos mais épicos. A trilha de Hans Zimmer é simplismente ALGO. Extremamente clássica e com excelentes toques de coro, essa trilha pode ser considerada como uma das melhores do compositor.
A crítica americana vem reclamando que "O Código Da Vinci" possui uma duração longa demais, 152 minutos. Mas vejamos, "Harry Potter e a Câmara Secreta", que foi dirigido por Chris Columbus com a clara intenção de dirigí-lo para o público infantil possui 162 minutos e não vi ninguém reclamando disso. Sem falar que adaptações de livros normalmente geram filmes longos, ainda mais um livro extremamente complexo e bastante grosso como "O Código Da Vinci".
O que tenho a dizer é que Dan Brown criou essa história com um olhar bastante crítico e sério, enquanto Ron Howard apenas quis que seu público se divertisse com um bom suspense, com belas cenas de ação e com um enredo interessantíssimo. Ron Howard estava certo nesse ponto. "O Código Da Vinci" é primeiramente puro ENTRETENIMENTO!
PS: Eu fiquei desconfiando o filme inteiro e eis que eu estava certo. Robert realmente usa um relógio com a figura do Mickey Mouse!!! HAHAHAHAHA... adorei
NOTA: 8,5
FILMES VISTOS E REVISTOS RECENTEMENTE
Premonição 3 (Final Destination 3, 2006) -
Vôo 93 (United 93, 2006) -
Dança dos Mortos (Dance of the Dead, 2005) -
O Exorcismo de Emily Rose (The Exorcism of Emily Rose, 2005) -
Marcas da Violência (A History of Violence, 2005) -
MISSÃO: IMPOSSÍVEL 3 (Mission: Impossible 3, 2006)
De J.J. Abrams. Com Tom Cruise, Ving Rhames, Keri Russell, Philip Seymour Hoffman, Laurence Fishburne, Billy Crudup, Simon Pegg, Michelle Monaghan, Jonathan Rhys Meyers e Maggie Q. Ação. 126 min.
Brian DePalma apresentou em 1996 um excelente suspense baseado no seriado criado por Bruce Geller. Em 2000, John Woo nos trouxe uma sequência do filme com cenas de ação bem feitas, mas ás vezes bastante forçadas. O filme não atingiu as espectativas, mas tb não é um péssimo filme. Agora em 2006, 10 anos após o lançamento do primeiro filme, J.J. Abrams (criador de séries como Alias e Lost) traz sua visão para o mundo de Missão: Impossível, misturando excelentes cenas de puro suspense (DePalma) com excitantes e emocionantes cenas de ação (Woo).
O agente Ethan Hunt (Tom Cruise) está afastado do trabalho de campo para a IMF, trabalhando apenas como treinador de novos agentes. Ele agora leva uma vida tranquila com Julia (Michelle Monaghan), com quem pretende se casar e que nada sabe sobre seu verdadeiro trabalho. Entretanto Ethan é chamado de volta à ativa quando uma de suas pupilas, Lindsey (Keri Russell), é capturada por Owen Davian (Philip Seymour Hoffman), um negociante de armas sem escrúpulos. Para resgatá-la é reunida uma nova equipe, formada por seu velho amigo Luther Stickell (Ving Rhames), o especialista em transportes Declan (Jonathan Rhys Meyers) e Zhen (Maggie Q).
O diretor J.J. Abrams que até então só havia dirigido episódios de seriado se saiu muito bem em seu primeiro longa-metragem para o cinema. Conseguiu criar um clima de pura tensão e perigo e também conseguiu realizar cenas de ação de tirar o fôlego. Assim como em ambos "Missão: Impossível" anteriores, este apresenta algumas cenas de ação um pouco forçadas, assim como alguns diálogos, mas isso é realmente a minoria.
Abrams escreveu o roteiro juntamente com Alex Kurtzman (Alias, A Ilha, A Lenda de Zorro) e Roberto Orci (Alias), que fizeram um trabalho bastante bom, não excelente, mas bom. O filme inicia com Ethan Hunt preso em uma cadeira enquanto Owen Davian, com uma arma apontada para a cabeça da esposa de Hunt, fica constantemente perguntando onde está o "Pé-de-Coelho". Ele vai contando, do 1 ao 10, e quando chega ao número 10 ouve-se um disparo, um berro de Ethan e começa os créditos iniciais com o clássico tema de Missão: Impossíve. Então o filme começa como qualquer outro. O problema desse roteiro está na história. Bastante simples e sem sal, digamos assim. Cerca de 80% do filme são cenas clássicas de filmes de espiões como explosões, resgates, roubos e agentes infiltrados com maquiagem ou roupas totalmente diferentes. Os últimos momentos do filme também são um pouco decepcionante (SPOILER!!!!) o filme não se preocupa em dizer do que trata o maldito "Pé-de-Coelho". Ou seja, depois de tudo aquilo ele não sabia pra que servia aquela maldita coisa que quase matou sua esposa. Esse é o maior erro do roteiro.
Esse terceiro filme meche com os sentimentos do próprio personagem, no momento em que sua esposa é sequestrada pelo vilão. Em nenhum dos outros 2 filmes, a vida pessoal de Ethan havia tido posta em perigo. Isso é excelente para um filme de ação, pois mostra que o personagem não é só aquilo que aparenta ser, um cara que vive atirando, explodindo coisas e se salvando milagrosamente das mais impressionantes armadilhas.
Outra coisa que me chamou a atenção foi o quão parecido esse filme é com a série Alias em alguns aspectos. A cena em que Ethan fala com seu "contato" em um super-mercado acontecia praticamente em todo capítulo de Alias. O personagem de Simon Pegg é simplesmente igual ao Marshall de Alias. Um nerd totalmente aficcionado por informática e muito atrapalhado. Existem outras semelhanças como se referir á IMF como a "Agência" e outras coisas do tipo. Mas em alguns momentos essas semelhanças até ajudam o filme.
O elenco está excelente. Tom Cruise consegue mostrar dor e sofrimento durante o filme todo. Ele é um excelente ator e demosntrar sofrimento é uma de suas melhor qualidades como ator. Porém, o jeito que ele corre é... digamos assim... estranho. Ele corre de uma maneira como se o mundo fosse acabar, com uma cara de pavor constante em todas as vezes em que ele corre. Sem falar que ele estufa o peito e corre de um jeito bastante esranho, só vendo. Philip Seymour Hoffman interpreta um vilão sem medo de dizer o que não deve e com muita coragem pra não dizer o que deveria. Suas falas são um dos melhores momentos do filme e sua auto-confiança realmente impressiona. Certamnete o melhor vilão dos 3 filmes. O resto do elenco faz um trabalho muito bem, nenhum está muito abaixo.
Esse filme possui uma série de efeitos especiais, mais do que os 2 anteriores, e são todos executados com perfeição. O momento em que é mostrado como é feita aquela famosa máscara á la Missão: Impossível é um dos grandes momentos. O filme também apresenta uma edição formidável, digna dos grandes filmes de ação hollywoodiano. Com cenas de ação muito bem editadas e tudo mais. Mas é impossível não comentar a excelente trilha sonora de Michael Giaccino que trabalha com Abrams em Alias e Lost. Michael fez a trilha sonora de Os Incríveis, e nesse filme ele dá um passo a mais em sua carreira mostrando que é um grande compositor. Sua trilha para Missão: Impossível não se preocupa em ficar tocando o famoso tema o tempo inteiro, embora alguns acham que faltou em algumas cenas, mas o compositor usa algumas notas em alguns momentos em que se encaixam perfeitamente.
Missão: Impossível 3 é um filme realmente emocionante, com cenas de ação muito bem feitas e com uma história aceitável. Um filme que com certeza irá divertir grande parte do público.
NOTA: 8,5
VEJA ABAIXO OS VENCEDORES DO PRÊMIO VÊNUS 2006
1-Melhor Filme: King Kong
2-Melhor Diretor: Peter Jackson (King Kong)
3-Melhor Ator: Leonardo DiCaprio (O Aviador)
4-Melhor Atriz: Naomi Watts (King Kong)
5-Melhor Ator Coadjuvante: Matt Dillon (Crash - No Limite)
6-Melhor Atriz Coadjuvante: Thandie Newton (Crash - No Limite)
7-Melhor Filme de Animação: O Castelo Animado
8-Melhor Roteiro Original: Crash - No Limite
9-Melhor Roteiro Adaptado: Batman Begins
10-Melhor Fotografia: King Kong
11-Melhor Figurino: Harry Potter e o Cálice de Fogo
12-Melhor Direção de Arte: Harry Potter e o Cálice de Fogo
13-Melhor Maquiagem: Star Wars Ep. III: A Vingança dos Sith
14-Melhor Edição: O Aviador
15-Melhor Som: King Kong
16-Melhor Edição de Som: King Kong
17-Melhor Trilha Sonora: King Kong
18-Melhores Efeitos Especiais: King Kong
19-Melhor Canção: In The Deep (Crash - No Limite)
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King Kong - 8 Prêmios
Crash - No Limite - 4 Prêmios
O Aviador - 2 Prêmios
Harry Potter e o Cálice de Fogo - 2 Prêmios
Batman Begins - 1 Prêmio
O Castelo Animado - 1 Prêmio
Star Wars Ep. III: A Vingança dos Sith - 1 Prêmio
NA CAMA COM MADONNA (In Bed With Madonna - Madonna: Truth or Dare)
De Alek Keshishian. Documentário. 117 min.
Esse documentário poderia mto bem destruir a carreira de Madonna se fosse lançado hoje. Mas como todos sabem, Madonna teve sua fase "putinha" e quando esse documentário foi lançado, não mostrava nada mais do que apenas a Madonna que todos conheciam em meados de 90.
O documentário mostra os bastidores da turnê "Blond Ambition" considerada uma das mais polêmicas turnês da Madonna. O filme não se preocupa que Madonna teve pra criar o espetáculo, mas sim tudo que dava de errado nele e todas as coisas pôlemicas que Madonna fez nesse meio tempo. No show, enquanto cantava a música "Like a Virgin", Madonna simulava uma cena de masturbação e orgasmo. Em uma das cidades em que ela apresentaria o show, policiais foram até o estádio e disseram para Madonna que se ela executasse a cena ela seria presa ao término do show. Madonna fez a tal cena, mas não foi presa. O filme mostra ainda as cantadas de Madonna em Antonio Banderas e o grande escândalo sexual que envolveu um dançarino dela.
O filme foi dirigido por Alek Keshishian um cineasta com pouca experiência em sem fama alguma. Apesar disso o cineasta faz um belo filme mostrando tudo que uma simples reportagem sobre Madonna não mostraria. Madonna é mostrada daquele jeito irreverente e brincalhona, sempre falando palavrões e sempre pensando em sexo. Ela admite ainda ter feito sexo com mulheres e que adora ver gays se beijando... e que isso a deixa excitada. Ou seja, Alek Keshishian, não teve problemas em querer esconder os podres da Madonna.
O filme é muito bem editado se considerar que foi filmada todos os shows e tudo que acontecia durante essa turne que durou meses. A edição dessas "poucas" horas filmagem acabaram se tornano em 2 horas de puro entretenimento. O documentário ainda apresenta algumas partes do show da turne "Blond Amnition" como a polêmica cena da masturbação em "Like a Virgin", ou então a clássica coreografia de "Vogue" e os erros que deram no microfone dela em algumas canções, que fizeram ela quase desistir de apresentar o show.
"Na Cama com Madonna" é um documentário excelente que até mesmo aqueles que detestam a Madonna teram prazer em assistí-lo. É um documentário poderoso e bastante divertido. Excelente!!!
NOTA: 9,5
PESADELO MORTAL (Cigarette Burns)
De John Carenter. Com Norman Reedus, Christopher Britton, Julius Chapple, Colin Foo, Rikki Gagne, Chris Gauthier, Gary Hetherington, Brad Kelly e Udo Kier. Terror. 58 min.
"Pesadelo Mortal" é um dos 13 capítulos que compõe a série "Mestres do Terror" que agora está sendo lançada em DVD pela Paris Filmes. Eu já havia comentado aqui os 2 primeiros episódios da série, mas infelizmente parei de ver. Este capítulo intitulado "Cigarette Burns" foi dirigido pelo lendário John Carpenter que criou obras primas como "Halloween" e "O Enigma do Outro Mundo".
Dono de um cinema, Kirby Sweetman é contratado pelo Sr. Ballinger para encontrar o filme "Le Fin Absolute du Monde", um filme que teve apenas uma única exibição e que fez o público cair em violência. O filme desde então esteve desaparecido e quanto mais Kirby descobre sobre o filme, mais coisas estranhas vão acontecendo em sua vida.
John Carpente realiza um grande filme, ainda mais por ter uma história tão interessante e ser tão bem contada em seus rápidos 58 minutos. John realiza um de seus melhore trabalhos, mexendo com a cabeça do espectador e mostrando deliciosas cenas de violência e coisas bizarras. Pode-se dizer que este é um dos melhores trabalhos de no horror atual.
O roteiro foi escrito por roteiristas iniciantes, que em pouco tinham ou até mesmo nada tinham trabalhado anteriormente. O roteiro é tão bem contruido que da vontade de ver esse filme como um longa-metragem de cinema. Parece que os 58 minutos de filme não bastam, e infelizmente essa é a verdade. Toda a história do filme cabe direitinho nesses 58, mas de tão boa e bem escrita que essa história é, tu fica desejando mais. O roteiro é brilhante, não se preocupa em apenas mostrar uma busca, ele vai mais fundo. Invade a mente dos personagens e mostra o que fizeram deles o que eles são agora, no momento presente onde se passa a história.
O filme apresenta um elenco pouco conhecido do grande público, mas que faz um excelente trabalho. Todos no elenco estão formidaveis. Destaque para a cena final no projetor com o Sr. Ballinger, excelente atuação.
Para um seriado de televisão, essa série consegui coisas que nenhum outro seriado de terror conseguiu até o momento. Além de ser muito bem produzido, o seriado conta com grandes nomes e uma excelente equipe técnica. Os maquiadores são os vencedores do Oscar desse ano, e devo admitir que a maquiagem desse episódio é algo extraordinário. O anjo é uma criatura muito bem construida e a maquiagem no corpo de Fung é excelente. A trilha sonora é de Cody Carpenter e possui temas muito bem arranjados e cheios de tons sinistros.
"Pesadelo Mortal" é um daqueles raros feitos no mundo do horror onde o filme brinca com a mente humana e nos presenteia com belíssimas imagens apresentando uma belíssima e super inteligente história que consegue se desenvolver com esplendor no pouco espaço de tempo. John Carpenter realizou desde já um clássico.
NOTA: 9,5
Filmes assistidos em DVD recentemente.
KING KONG
O grande vencedor do Prêmio Vênus desse ano continua a cada vez que assisto me surpreendendo. Peter Jackson conseguiu criar um grandioso épico e transformar o que poderia ser apenas mais um filme pipoca em um dos melhores, senão o melhor filme do ano. A WETA Digital é indiscutivelmente a melhor empresa de efeitos especiais em atividade atualmente e seu trabalho em King Kong supera até mesmo o trabalho mostrado em O Senhor dos Anéis. Os efeitos especiais do filme são simplesmente perfeitos. Assistir á King Kong no DVD é apenas mais um modo á recorrer a esse grandioso filme, pois ele deveria ser assistido no cinema mesmo.
NOTA: 9,5
- Ganhou 8 Prêmios Vênus: Melhor Filme, Melhor Diretor (Peter Jackson), Melhor Atriz (Naomi Watts), Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Edição de Som, Melhor Trilha Sonora e Melhores Efeitos Especiais.
- Recebeu ainda outras 3 indicações: Melhor Ator Coadjuvante (Jack Black), Melhor Direção de Arte e Melhor Edição.
O SENHOR DAS ARMAS
Esse é um filme poderosíssimo. Nicholas Cage está perfeito no papel que foi escrito por Andrew Niccol. Andrew consegue criar mais um longa super inteligente e que com questões bastante sociais. O filme possui um roteiro excelente e consegue captar a atenção do espectador durante suas 2 horas de filme. O filme é muito bem fotografado e possui uma edição de som de dar inveja em outros filmes. Muito bem editado O Senhor das Armas é excelente.
NOTA: 9,5
- Recebeu 4 Indicações ao Prêmio Vênus: Melhor Ator (Nicholas Cage), Melhor Roteiro Original, Melhor Edição e Melhor Edição de Som.
O ALBERGUE (Hostel)
De Eli Roth. Com Jay Hernandez, Derek Richardson, Eythor Gudjonsson, Barbara Nedeljakova, Jana Kaderabkova e Keiko Seiko. Terror/Suspense. 95 min.
A melhor coisa em Eli Roth é que ele resgata aquelas coisas típicas em filmes de terror dos anos 80 e acrescenta muito sofrimento e estórias tão inteligentes e boas que chegam a botar grandes diretores de horror no chão. Em seus dois filmes Eli Roth cria um filme em que o vilão é praticamente impossível de ser vencido. Enquanto em "Cabana do Inferno" tínhamos uma doença desconhecida como vilã, aqui temos uma espécie de congregação, uma sociedade secreta de pessoas que gostam de fazer outros sofrerem. O personagem principal possui o seu vilão, mas a sociedade secreta como um todo é praticamente indestrutível.
Paxton (Jay Hernandez) e Josh (Derek Richardson) são dois mochileiros universitários americanos, que decidem viajar pela Europa em busca de experiências que entorpeçam os sentidos e a memória. Durante a viagem eles conhecem Oli (Eythor Gudjonsson), um islandês que passa a acompanhá-los. Seduzidos pelos relatos de outro viajante, eles decidem ir a um albergue particular em uma cidade desconhecida da Eslováquia que é descrito como um verdadeiro nirvana. Lá eles conhecem Natalya (Barbara Nadeljakova) e Svetlana (Jana Kaderabkova), duas beldades locais que se interessam por Paxton e Josh. Empolgados com as experiências novas que vivem, eles logo descobrem que nem tudo na cidade é a maravilha aparente.
Como disse acima, Eli Roth possui uma capacibilidade muito grande em adicionar tudo que existia de bom em filmes de torror dos anos 80 (sexo, drogas, rock, violência, dor, sofrimento) juntamente com estórias que prendem a nossa atenção e que conseguem superar os mais famosos e grandes projetos de horror em Hollywood. Esse é apenas seu segundo trabalho. Gostei bastante de "Cabana do Inferno" mas confesso que o sentimento de claustrofobia e sofrimento mostrado em "O Albergue" foi muito mais assustador do que o primeiro filme do cineasta.
Eli Roth consegue escalar atores sem a menor fama em Hollywood mas também ele consegue tirar excelentes atuações deles. Jay Hernandez que interpreta o mocinho do filme está muito bem. Esse não é seu primeiro filme, mas é o primeiro filme que recebe uma grande aclamação mundial. Jay consegue nos passar mto bem as sensações de medo e sofrimento na metade final do filme, algo que muitos atores não conseguem. Barbara Nedeljakova que interpreta uma das garotas do albergue também está excelente, assim como sua colega de trabalho Jana Kaderabkova que também esta muito bem.
"O Albergue" é um filme barato mas isso não impede que o filme possua grandes efeitos de maquiagem, cenários gigantescos e apavorantes e uma trilha sonora excelente. O filme é muito bem fotografado e tons escuros. A direção de arte é primorosa e dá aquela sensação de claustrofobia e pavor. A edição do filme é excelente, sem apelar para cortes muito rápidos nas cenas de ação. Em um filme de terror som é tudo e com "O Albergue" a qualidade do som não poderia ser melhor. Em certo momento do filme vemos o personagem principal sentado em uma cadeira e amarrado pelas mãos e pés. A câmera se fixa nos pés da cadeira e de repente começamos a ouvir um terrível som de serra elétrica juntamente com uma trilha sonora com acordes excelentes. A câmera sobe e mostra a cara de pavor do personagem. Essa cena ficou simplesmente perfeita graças a edição de som e trilha sonora do filme. São essas pequenas coisas que impressionam.
Eli Roth é um diretor notável e que se inspira bastante nos anos 70 e 80 para fazer seus filmes. Fazia tempos que eu não me divertia tanto assistindo um verdadeiro filme de horror, com grandes cenas de violência e sangue. Um dos melhores filmes de horror do ano!
NOTA: 8,5
PS: Não deixem de conferir os vencedores do Prêmio Vênus 07 logo abaixo.
1-Melhor Filme: Crash - No Limite
Quem eu achava que venceria: O Segredo de brokeback Mountain
Quem eu queria que vencesse: O Segredo de Brokeback Mountain
2-Melhor Diretor: Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain)
Quem eu achava que venceria: Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain)
Quem eu queria que vencesse: Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain)
3-Melhor Ator: Philip Seymour Hoffman (Capote)
Quem eu achava que venceria: Philip Seymour Hoffman (Capote)
Quem eu queria que vencesse: Philip Seymour Hoffman (Capote)
4-Melhor Atriz: Reese Witherspoon (Johnny e June)
Quem eu achava que venceria: Reese Witherspoon (Johnny e June)
Quem eu queria que vencesse: Reese Witherspoon (Johnny e June)
5-Melhor Ator Coadjuvante: George Clooney (Syriana)
Quem eu achava que venceria: Paul Giamatti (A Luta Pela Esperança)
Quem eu queria que vencesse: Jake Gyllenhaal (O Segredo de Brokeback Mountain)
6-Melhor Roteiro Original: Crash - No Limite
Quem eu achava que venceria: Crash - No Limite
Quem eu queria que vencesse: Crash - No Limite
7-Melhor Roteiro Adaptado: O Segredo de Brokeback Mountain
Quem eu achava que venceria: O Segredo de Brokeback Mountai
Quem eu queria que vencesse: O Segredo de Brokeback Mountain
8-Melhor Filme Estrangeiro: Tsotsi
Quem eu achava que venceria: Paradise Now
Quem eu queria que vencesse: Paradise Now
9-Melhor Filme de Animação: Wallace e Gromit
Quem eu achava que venceria: Wallace e Gromit
Quem eu queria que vencesse: O Castelo Animado
10-Melhor Fotografia: Memórias de uma Gueixa
Quem eu achava que venceria: Memórias de uma Gueixa
Quem eu queria que vencesse: King Kong, mas como não indicado então fico com... Memórias de uma Gueixa
11-Melhor Figurino: Memórias de uma Gueixa
Quem eu achava que venceria: Memórias de uma Gueixa
Quem eu queria que vencesse: A Fantástica Fábrica de Chocolates
12-Melhor Direção de Arte: Memórias de uma Gueixa
Quem eu achava que venceria: Memórias de uma Gueixa
Quem eu queria que vencesse: Harry Potter e o Cálice de Fogo
13-Melhor Maquiagem: As Crônicas de Nárnia
Quem eu achava que venceria: As Crônicas de Nárnia
Quem eu queria que vencesse: Star Wars Episódio III
14-Melhor Edição: Crash - No Limite
Quem eu achava que venceria: Crash - No Limite
Quem eu queria que vencesse: Crash - No Limite
15-Melhor Som: King Kong
Quem eu achava que venceria: Johnny e June
Quem eu queria que vencesse: King Kong
16-Melhor Edição de Som: King Kong
Quem eu achava que venceria: King Kong
Quem eu queria que vencesse: King Kong
17-Melhor Trilha Sonora: O Segredo de Brokeback Mountain
Quem eu achava que venceria: O Segredo de Brokeback Mountain
Quem eu queria que vencesse: King Kong, mas como nem sequer foi indicado fico então com... O Segredo de Brokeback Mountain
18-Melhores Efeitos Especiais: King Kong
Quem eu achava que venceria: King Kong
Quem eu queria que vencesse: King Kong
19-Melhor Canção: It's Hard Out There For a Pimp (Ritmo de um Sonho)
Quem eu achava que venceria: It's Hard Out There For a Pimp (Ritmo de um Sonho)
Quem eu queria que vencesse: In the Deep (Crash - No Limite)
Acertei 16
Errei: 3
3 PRÊMIOS
Crash - No Limite
O Segredo de Brokeback Mountain
Memórias de uma Gueixa
King Kong
1 PRÊMIO
Capote
Johnny e June
Syriana
O Jardineiro Fiel
Tsotsi
Wallace e Gromit
As Crônicas de Nárnia
COMENTÁRIOS:
Na maioria das categorias, o Oscar deste anos foi bastante previsível. Mas os prêmios que não eram esperados, foram justamente os que mais espantaram. O favoritismo de "Johnny e June" em Melhor Som já era algo quase certo. O filme havia vencido o "Cinema Audio Society" e o BAFTA de Melhor Som, só falatava o Oscar. O prêmio foi para "King Kong", que era o filme que eu queria que vencesse, mas não achava que de fato venceria. Em Melhor Filme Estrangeiro, o Oscar já começou a se mostrar um tanto preconceituosa ao não premiar o badalado "Paradise Now" que trata de um assunto bastante polêmico e vem de um país "rival" em termos políticos, ou se esqueceram que a Palestina possui sérios problemas com os EUA.
Em Melhor Ator Coadjuvante, a briga estava feia. George Clooney havia vencido o Globo de Ouro, porém Paul Giamatti havia vencido o SAG e logo depois, considerado uma zebra, vinha Jake Gyllenhaal com uma atuação que poderia surpreender na noite do Oscar. Foi uma categoria difícil, mas o Oscar acabou indo para George Clooney e creio que esse foi o anual Oscar de Consolação. Todo ano tem uma categoria que deixa de premiar o merecido, para premiar aquele que talvez precise mais do prêmio. Acho que Jake ou Paul seriam escolhas mais justas.
Chegamos então finalmente á Melhor Filme, onde o Oscar é entregue á "Crash - No Limite", a maior surpresa da noite em muitos anos. Apesar de não ganhar em Melhor Diretor, o filme ganhou em Melhor Roteiro Original e Melhor Edição (que é a categoria técnica mais importante). Mas por outro lado, "O Segredo de Brokeback Mountain" já havia ganho Melhor Trilha Sobora, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Diretor. Só por vencer Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Diretor, acho que o filme já merecia o de Melhor Filme.
Nessa última categoria o Oscar se provou ser aquilo que eu disse lá em cima quando deixaram de premiar "Paradise Now": PRECONCEITUOSO. Só porque um bando de velhos não aprovam a mensagem do filme, não quer dizer que ele não seja o melhor do ano. Não é a mensagem de faz um filme, mas sim o filme or inteiro. Talvez eles tenham pensado "só chegar a ser indicado já foi grande coisa" pois na minha opinião era obrigação deles colocar Brokeback em Melhor Filme, e olha que ainda acho que o filme deveria receber indicações de Melhor Edição e Melhor Canção. "Crash - No Limite" é um excelente filme, mas não o melhor do ano.
Desde que foi anunciado os indicados "O segredo de Brokeback Mountain" esteve com favorito. O segundo lugar foi ocupado por "Munique" depois por "Boa Noite e Boa Sorte" e nos últimos dias por "Crash - No Limite", "Capote" nem chegou a ser considerado um azarão, era menos que isso, era uma vitória que nunca aconteceria, embora eu tenha adorado o filme. O falatório que teve sobre a vitória de "Crash - No Limite" nos últimos dias era tanto mas eu ainda tinha grandíssimas esperanças de que "Brokeback Mountain" fosse ganhar. Ao conversar com um amigo meu durante a cerimônia perguntei:
[00:07:33] kahlil - I G: será que crash vence melhor filme?
[00:07:42] kahlil - I G: tem muita gente falando agora... to com medo
[00:07:52] kahlil - I G: se vencer, vai ser injusto... eu acho
[00:08:08] _СËgÜ_¿|-|ë: nah axo q nah eu ia gostar
[00:08:09] _СËgÜ_¿|-|ë: mas nah
[00:08:18] _СËgÜ_¿|-|ë: axo q Brokeback ou Munique
Pois bem... como vocês viram, na metade da cerimônia eu comecei a ficar com medo da possível vitória de "Crash - No Limite" e infelizmente aconteceu. Ano passado o Oscar deixou de premiar "O Aviador" que na minha opinião era o melhor entre os 5, mas um prêmio para "Menina de Ouro" foi bastante justo. Imagine você, fanático por "Menina de Ouro" ou "O Aviador" que de repente ve "Ray" saindo vencedor do Oscar. É algo triste, e é exatamente assim como estou. PASMO! Suspeitei, mas não achei que eles realmente fariam, mas fizeram e por isso o Oscar deixou de ser um dos maiores prêmios pra ser o prêmio mais preconceituoso do cinema mundial.
Veja os vencedores do 1° Prêmio Cinéfilo de Terror e Suspense!!!/
18-Melhor Filme Lançado Diretamente em Vídeo/DVD
A Casa dos 1000 Corpos, de Rob Zombie
17-Melhores Efeitos Especiais
Terra dos Mortos
16-Melhor Trilha Sonora
O Chamado 2, por Hans Zimmer
15-Melhor Edição de Som
O Massacre da Serra Elétrica
14-Melhor Som
O Massacre da Serra Elétrica
13-Melhor Edição
Jogos Mortais 2, por Kevin Greutert
12-Melhor Maquiagem
Terra dos Mortos, por Howard Berger e Gregory Nicotero
11-Melhor Direção de Arte
A Casa de Cera, por Grace Walker, Brian Edmonds, Nicholas McCallum e Beverley Dunn
10-Melhor Figurino
Horror em Amityville, por David C. Robinson
9-Melhor Fotografia
O Massacre da Serra Elétrica, por Daniel Pearl
8-Melhor Roteiro Adaptado
Terra dos Mortos, por George A. Romero
7-Melhor Roteiro Original
Jogos Mortais, por Leigh Whannell
6-Melhor Atriz Coadjuvante
Gena Rowlands (A Chave Mestra)
5-Melhor Ator Coadjuvante
Cary Elwes (Jogos Mortais)
4-Melhor Atriz
Laura Linney (O Exorcismo de Emily Rose)
3-Melhor Ator
Leigh Whannell (Jogos Mortais)
2-Melhor Diretor
George A. Romero (Terra dos Mortos)
1-Melhor Filme
Jogos Mortais
Filmes de horror são os que menos são indicados á prêmios e quando são indicados, raramente vencem. Os filmes de horror cada vez mais tem seus roteiros escritos com tamanha inteligência que muitos ficam muito mais do que impressionados. O horror também é uma área onde a equipe técnica sempre faz um belo trabalho. Em um filme de terror som é tudo, então a qualidade do som e da edição de som dos filmes de horror são surpreendentes. A trilha sonora de um filme de horror sempre é cheia de tons clássicos e ao mesmo tempo emocionantes. A direção de arte desses filmes tem que fazer jus ao seu estilo, ou seja, os cenários precisam passar a sensação de medo e pavor. Então, devido á tudo isso, decidi criar uma pequena premiação para escolher os melhores do horror no ano. Cada categoria terá 3 indicados e apenas 1 será escolhido o melhor de cada uma das 18 categorias. Veja abaixo os indicados da primeira edição.
1-Melhor Filme
A Chave Mestra
Jogos Mortais
Terra dos Mortos
2-Melhor Diretor
James Wan (Jogos Mortais)
George A. Romero (Terra dos Mortos)
Wes Craven (Vôo Noturno)
3-Melhor Ator
Simon Baker (Terra dos Mortos)
Cillian Murphy (Vôo Noturno)
Leigh Whannell (Jogos Mortais)
4-Melhor Atriz
Kate Hudson (A Chave Mestra)
Rachel McAdams (Vôo Noturno)
Laura Linney (O Exorcismo de Emily Rose)
5-Melhor Ator Coadjuvante
Cary Elwes (Jogos Mortais)
Tom Wilkinson (O Exorcismo de Emily Rose)
R. Lee Ermey (O Massacre da Serra Elétrica)
6-Melhor Atriz Coadjuvante
Gena Rowlands (A Chave Mestra)
Asia Argento (Terra dos Mortos)
Shawnee Smith (Jogos Mortais 2)
7-Melhor Roteiro Original
A Chave Mestra
Jogos Mortais
Vôo Noturno
8-Melhor Roteiro Adaptado
Terra dos Mortos
Jogos Mortais 2
Água Negra
9-Melhor Fotografia
O Massacre da Serra Elétrica
Horror em Amityville
A Casa de Cera
10-Melhor Figurino
Terra dos Mortos
O Exorcismo de Emily Rose
Horror em Amityville
11-Melhor Direção de Arte
O Massacre da Serra Elétrica
Horror em Amityville
A Casa de Cera
12-Melhor Maquiagem
Terra dos Mortos
Horror em Amityville
A Casa de Cera
13-Melhor Edição
Terra dos Mortos
Jogos Mortais 2
O Massacre da Serra Elétrica
14-Melhor Som
Terra dos Mortos
O Massacre da Serra Elétrica
A Casa de Cera
15-Melhor Edição de Som
Terra dos Mortos
O Massacre da Serra Elétrica
Horror em Amityville
16-Melhor Trilha Sonora
A Casa de Cera
O Chamado 2
Água Negra
17-Melhores Efeitos Especiais
Terra dos Mortos
Horror em Amityville
O Chamado 2
18-Melhor Filme Lançado Diretamente em Vídeo/DVD
A Mansão Marsten
A Casa dos 1000 Corpos
Cubo: Zero
NÚMERO DE INDICAÇÕES E PRÊMIOS
11 INDICAÇÕES
Terra dos Mortos*
6 INDICAÇÕES
O Massacre da Serra Elétrica
5 INDICAÇÕES
Jogos Mortais*
Horror em Amityville
A Casa de Cera
4 INDICAÇÕES
A Chave Mestra*
Vôo Noturno
3 INDICAÇÕES
O Exorcismo de Emily Rose
Jogos Mortais 2
2 INDICAÇÕES
Água Negra
O Chamado 2
1 INDICAÇÃO
A Mansão Marsten
A Casa dos 1000 Corpos
Cubo: Zero
* - Indicado á Melhor Filme
O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN (Brokeback Mountain, 2005)
De Ang Lee. Com Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Michelle Williams e Anne Hathaway. Drama/Romance. 134 min.
"O Segredo de Brokeback Mountain" pode muito bem ser considerado um filme revolucionário, levando uma história "gay" aonde ela nunca foi levada. Um belo romance e um lindo drama fazem deste "O Segredo de Brokeback Mountain" um dos melhor filmes do ano.
Jack Twist (Jake Gyllenhaal) e Ennie Del Mar (Heath Ledger) são dois jovens que se conhecem no verão de 1963, após serem contratados para cuidar das ovelhas de Joe Aguirre (Randy Quaid) em Brokeback Mountain. Jack deseja ser cowboy e está trabalhando no local pelo 2º ano seguido, enquanto que Ennie pretende se casar com Alma (Michelle Williams) tão logo o verão acabe. Vivendo isolados por semanas, eles se tornam cada vez mais amigos e iniciam um relacionamento amoroso. Ao término do verão cada um segue sua vida, mas o período vivido naquele verão irá marcar suas vidas para sempre.
Dirigido por Ang Lee (Indicado ao Oscar de Melhor Diretor por "O Tigre e o Dragão"), o filme vai fundo nas emoções de cada um e assim criando um clima bastante intenso. Ang consegue tirar grandes atuações de cada ator presente no filme, tanto que muitos acham que esses personagens forma os mais bem interpretados de suas carreiras. Ang comanda a história como se fosse mais um filme sobre um amor impossível, onde o problema aqui não é a família, nem o dinheiro, mas sim a opção sexual e esse é um tema que pouco foi tratado com tamanho esplendor e dignidade. Ang criou um dos melhor filmes dos últimos tempos.
O roteiro foi escrito por Larry McMurtry e Diana Ossana baseado em uma estória de Annie Proulx publicada em um jornal americano em 1997. O conto foi adaptado no final da década de 90, mas somente agora o filme foi feito. E agora, com o filme pronto vemos que essa dupla conseguiu criar uma estória envolvente e emocionante, contando os encontros e desencontros desses 2 protagonistas que com o tempo vão percebendo que é impossível passar uma vida simples e tranquila um ao lado do outro, justamente por causa do preconceito. Larry já foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 1979 por "The Last Picture Show", mas trabalhou mais escrevendo coisas para a televisão. Já Diana tem um currículo bastante pequeno, se limitando apenas á roteiros para a televisão. A junção de um veterano com uma novata deu em um dos mais brilhantes e emocionantes roteiros já adaptados. O interessante é que o roteiro não se preocupa em contar apenas a estória de amor entre os caubóis, temos também extensas cenas que mostram como são suas vidas distantes um do outro. Como é seu lar, sua relação com a família e coisas do tipo.
Interpretando o casal principal temo Heath Ledger e Jake Gyllenhaal como Ennis Del Mar e Jack Twist respectivamente. Ambos estão mais do que perfeitos na pele dos bissexuais (]Sim, bissexuais e não homossexuais). Ennis logo de cara parece ser um homem de pura testosterona. Com aquele tom grave na voz, bastante quieto e nada brincalhão, já Jack parece ser mais espontâneo e mais tarde vemos que é ele quem dá o pé inicial nessa relação. Heath está realmente perfeito, o que foi uma grande surpresa vindo de um ator que até então havia feito alguns filmes que ficaram muito abaixo da média. Ennis é um personagem que é marcado pela sua masculinidade, não tem um traço sequer que mostre seu lado gay, e Heath conseguiu passar isso com tamanha confiança que passamos a acreditar que não existe Heath Ledger, mas sim Ennis Del Mar. O sotaque também foi algo muito importante, dá um tom muito mais másculo ao seu personagem. Ao seu lado temo Jake como Jack Twist que na minha opinião está fantástico e merece ganhar o oscar de ator coadjuvante. Acho que o personagem de Jake já deve ter sentido atração por outros homens, mas nunca se relacionado com um, tanto que aparece no filme algumas cenas que mostram o quão ruim ele é em dar cantadas em homens, tendo que em certo momento pagar para um rapaz ter relação sexual com ele. Jack é um garoto que deseja construir uma família com Ennis, mas por outro lado este não quer. Jack vive um drama pessoal com a rejeição de Ennis e com a família de sua esposa, principalmente com o pai dela. Por falar em esposas, temos Michelle Williams que interpreta a esposa de Ennis Del Mar. Michelle logo nos primeiros minutos de sua aparição na tela já descobre sobre o caso que seu marido tem com Jack Twist, mas esta nada fala a ele. É uma atuação belíssima e ao mesmo tempo triste pois você vê o drama que aquela mulher está passando e o pior de tudo é que ela guarda tudo para si, deixa tudo trancado dentro de si e isso vai a encomodando até que ela decide contar á Ennis que ela sabe do caso deles, e esta é uma das cenas mais bem feitas que já vi na minha vida inteira. A outra esposa presente no filme é Anne Hathaway, que no filme é casada com Jack Twist. Anne está linda no filme, interpretando uma esposa que ve um triste conflito dentro de sua casa, entre seu marido e seu pai. O filme retrata muito bem a ausência de Jack twist na vida dela, está sempre de saída para se encontrar com Ennis que quase não tem tempo para com a sua esposa e sua filha. Anne está fabulosa, uma pena não ter sido indicada junto com Michelle.
O filme possui uma bela fotografia, sempre preferindo mostrar as belas paisagens do Texas e da montanha Brokeback. Realmente, algo muito bonito e um trabalho muito bem feito. A trilha sonora do filme também é belíssima. Com pouca coisa clássica, a trilha puxa mais para algo mais contamporâneo, fazendo o filme parecer bastante atual.
Agora quero dizer algo que vem me incomodando á algum tempo. Todos estão rotulando o filme como uma estória de amor entre dois homossexuais, mas eu acho que isso está totalmente errado. Os 2 personagens principais masculinos deste filme são bissexuais, ou seja, gostam de ter relações com ambos os sexos. Se não fosse assim, Jack Twist não teria tido aquela fantástica transa com Laureen dentro do carro e Ennis Del Mar não teria ficado noivo, casado e tido filhos com Alma. Ao longo do filme, Ennis ainda tem relação com outra mulher, o que comprova mais ainda essa minha afirmação. Pode até ser que o personagem de Jack Twist tenha passado de bissexual á gay durante o filme, mas uma coisa é certa, esses dois rapazes sentiam atração pelos dois sexos, fazendo deles bissexuais e não homossexuais.
Também vi pessoas reclamando que não houve paquera antes daquela cena da transa na cabana e que isso os encomodou. Acho que não era pra haver paquera. No início do filme, nota-se que Jack Twist ficava olhando para Ennis pelo espelho do carro, admirando-o. Talvez a paquera tenha vindo apenas da parte dele, já que no início do filme Ennis é tido como um completo hétero. Então por que ele não resistiu aos encantos de Jack Twist já que ele é hétero? Bom, foi uma coisa de momento como mostra o filme. Foi tudo muito rápido e no dia seguinte, Ennis se refugia no topo da montanha e fica lá pensando no que havia acontecido. Isso é normal quando um homem que tinha certeza de sua preferência sexual de repente se ve gostando de uma pessoa do mesmo sexo. A paixão e o amor não tem limites e é nesse temo que Ennis passa na montanha que ele nota que ele está sentindo alguma coisa por Jack. Na sua primeira transa com Jack, não havia amor nem mesmo paixão nem desejo, havia apenas por parte de Jack Twist, mas não por parte de Ennis. O amor e tudo mais veio depois e isso fica muito claro durante o filme.
"O Segredo de Brokeback Mountain" é um excelente filme, que pode até apresentar minúsculas falhas, mas nenhuma que tenha importância, são apenas coisinha pequenas. Isso não tira a beleza do filme em contar uma história de amor impossível de um modo que nunca foi contada. Excelente!!!!
NOTA: 9,5
- Ganhou 3 Oscars: Melhor Diretor (Ang Lee), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. Foi indicado ainda em: Melhor Filme, Melhor Ator (Heath Ledger), Melhor Ator Coadjuvante (Jake Gyllenhaal), Melhor Atriz Coadjuvante (Michelle Williams) e Melhor Fotografia.
- Ganhou 4 Globos de Ouro, nas categorias de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Canção Original ("A Love That Will Never Growl Old"). Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Ator - Drama (Heath Ledger), Melhor Atriz Coadjuvante (Michelle Williams) e Melhor Trilha Sonora.
- Ganhou 4 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Jake Gyllenhaal) e Melhor Roteiro Adaptado; Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Ator (Heath Ledger), Melhor Atriz Coadjuvante (Michelle Williams), Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.
- Recebeu 4 indicações ao Independent Spirit Awards, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Heath Ledger) e Melhor Atriz Coadjuvante (Michelle Williams).
A LOVE THAT WILL NEVER GROW OLD*
Intérprete: Emmylou Harris
Go to sleep, may your sweet dreams come true
Just lay back in my arms for one more night
I've this crazy old notion that calls me sometimes
Saying this one's the love of our lives.
Cause I know a love that will never grow old
And I know a love that will never grow old.
When you wake up the world may have changed
But trust in me, I'll never falter or fail
Just the smile in your eyes, it can light up the night,
And your laughter's like wind in my sails.
Cause I know a love that will never grow old
And I know a love that will never grow old.
Lean on me, let our hearts beat in time,
Feel strength from the hands that have held you so long.
Who cares where we go on this rutted old road
In a world that may say that we're wrong.
Cause I know a love that will never grow old
And I know a love that will never grow old.
* Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Canção Original
Veja abaixo as críticas de 3 dos 5 filmes indicados ao Oscar de Melhor Filme: Munique, Boa Noite e Boa Sorte, Capote.
MUNIQUE (Munich, 2005)
De Steven Spielberg. Com Eric Bana, Daniel Craig, Ciarán Hinds, Mathieu Kassovitz, Hanns Zischler, Ayelet Zorer, Geoffrey Rush, Gila Almagor, Michael Lonsdale e Yvan Attal. Drama. 164 min.
Apenas 5 meses para realizar "Munique" foi o sufuciente para que Steven Spielberg criasse um clássico instantâneo. Um drama político muito bem realizado que marca a volta do Diretor entre os indicados ao Oscar depois de 8 anos. O filme relata eventos que supostamente ocorrem na década de 70 após o sequestro de atletas olímpicos durante as olímpiadas em Munique.
A direção de Steven Spielberg é algo impecável. O diretor mostra nesse filme o quão competente ele. Se você achou que "A Lista de Schindler" apresentava terríveis cenas de morte, "Munique" choca ainda mais ainda com execuções á queima-roupa e, a mais chocante delas, uma facada na cabeça da pessoa. Steven além de realizar belíssimas imagens consegue fazer com que todos que apareçam na tela tenham excelentes interpretações, principalmente Eric Bana, em sua melhor atuação, e Geoffrey Rush, em excelente forma.
O roteiro foi escrito por um novato na indústria do cinema, mas que já foi aplaudido por multidões quando escreveu excelentes roteiros para seriados da televisão. O roteiro se baseia em um livro que diz ter sido baseado em fatos reais e no depoimento de algumas pessoas. Muitos acham que isso não é verdade já que alguns elementos do livro e algumas situações são extremamente exageradas e isso eu concordo. O filme até tem algumas coisas que deixam a história um pouco fora da realidade, mas isso não tira o mérito do filme. "O Resgate do Soldado Ryan" poderia ter muito bem acontecido de verdade, mas não, foi inventado pelo roteirista. E se "Munique" tivesse algumas coisas inventadas pelo escritor do livro? Acho que o filme está ali não só para mostrar o que aconteceu, mas também para divertir. Ninguém vai ao cinema ficar sentado durante quase 3 horas para não o mínimo de diversão e satisfação. Então acho que o roteiro do filme saiu-se bem em não sói se preocupar em contar uma história que pode ter acontecido em todos os sentidos, mas sim em entreter e orender o espectador na história (ou estória? Depende.).
A equipe técnica do filme está muito boa. A fotografia do eterno companheiro Janusz Kaminski é belíssima, com tons bastante escuros, semre prefirindo o cinza. Temos também a excelente edição de Michael Kahn, outra figura sempre presente nos filmes de Spielberg. Michael conseguiu realizar uma edição que faz com que as quase 3 horas de filmes passeam voando. A trilha de John Williams para esse filme não é das melhores, mas é um belo trabalho. Normalmente ele cria um tema e vai repetindo esse tema durante o filme. Nesse filme John Williams não se importa com isso, apenas quer deixar o filme mais tocante e emocionante através da trilha sonora.
"Munique" é um bom filme, mas que ás vezes fica um pouco exagerado. Será que o que está ali na tela realmente aconteceu/ Não sei, eu ainda não tinha nascido. Mas de qualquer modo, Steven conseguiu, em tão pouco tempo, criar um clássico instantâneo que com certeza será lembrado durante muitos e muitos anos.
NOTA: 8,5
- Recebeu 5 Indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor (Steven Spielberg), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.
- Recebeu 2 Indicações ao Globo de Ouro: Melhor Diretor (Steven Spielberg) e Melhor Roteiro.
BOA NOITE E BOA SORTE (Good Night and Good Luck, 2005)
De George Clooney. Com David Strathairn, Robert Downey Jr., Patricia Clarkson, Ray Wise, Frank Langella, Jeff Daniels e George Clooney. Drama. 93 min.
Pode não ser desta vez que George Clooney leva o Oscar, mas com certeza esse foi seu ano. Após 2 filmes recebidos muito bem pela crítica e ambos serem sucesso de público o ator/diretor/produtor/roteirista acabou recebendo nada mais do que 3 indicações ao Oscar somente este ano. Se não for desta vez, então George está muito próximo de levar seu Oscar.
Edward R. Morrow (David Strathairn) é um âncora de TV que, em plena era do macarthismo, luta para mostrar em seu jornal os dois lados da questão. Para tanto ele revela as táticas e mentiras usadas pelo senador Joseph McCarthy em sua caça aos supostos comunistas. O senador, por sua vez, prefere intimidar Morrow ao invés de usar o direito de resposta por ele oferecido em seu jornal, iniciando um grande confronto público que trará consequências à recém-implantada TV nos Estados Unidos.
George Clooney retorna aqui ao poste de diretor e consegue novamente criar um filme tocante e ao mesmo tempo bastante chocante em sua maneira de ser retratado. O diretor, além de filmar o filme inteiro em preto-e-branco utiliza imagens originais da época para deixar o filme muito mais verossímil. George Clooney ainda consegue fazer com que o filme se passe todo em apenas uma locação: os estúdios da CBS. Mais uma prova de que George é um artista completo.
No elenco temos o excelente David Strathairn, que se não fosse Phlili Seymour Hoffman ele mereceria a estatueta de Melhor Ator. David parece ter realmente encarnado o âncora. Não sei se sua voz foi modificada no computador, mas uma coisa é certa: esse homem realmente se dedicou á esse papel. George Clooney também está fenomenal como o grande companheiro de Ed, sempre presente ao lado do amigo.
O filme possui um roteiro brilhante que se preocupa em mostrar os bastidores dos programas de Ed durante sua famosa briga com McCarty. Os 90 minutos do filme se resumem á representações do programa original, filmes originais da época e "cenas dos bastidores" do programa. Nota-se que este programa foi algo muito grande na época por acusar sem dó nem piedade, em rede nacional um político que na época era considerado um dos mais grandes e importantes.
Temos aqui uma bela fotografia em preto-e-branco. A escolha para o filme ter sido filmado nesse formato é óbvio. Naquela época o que se via na TV era em preto-e-branco então ai está a decisão de George Clooney para filma o filme assim. Quase como a mesma explicação que Steven Spielberg deu ao mostrar seu "A Lista de Schindler" em preto-e-branco. A direção de arte é simples porém bastante detalhada. A recriação dos estúdios da CBS ficaram impecáveis. O filme ainda tem uma edição bastante frenética e igualmente excelente, uma pena ter ficado de fora entre os indicados ao Oscar.
"Boa Noite e Boa Sorte" é um filme muito bom, mas que peca ao se limitar apenas nos estúdios da CBS. O filme poderia ir mais fundo. Ás vezes parece um documentário e de repente voltamos á "ficção". Talvez o filme funcionasse melhor como um documentário, mas assim, do jeito que está, também está muito bom. George Clooney é o cara!!!
NOTA: 8,5
- Recebeu 6 Indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor (George Clooney), Melhor Ator (David Strathairn), Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.
- Recebeu 4 Indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme Drama, Melhor Diretor (George Clooney), Melhor Ator Drama (David Strathairn) e Melhor Roteiro.
- Recebeu 6 Indicações ao BAFTA: Melhor Filme, Melhor Diretor (George Clooney), Melhor Ator (David Strathairn), Melhor Ator Coadjuvante (George Clooney), Melhor Roteiro Original e Melhor Edição.
CAPOTE (Capote, 2005)
De Bennett Miller. Com Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Clifton Collins Jr., Chris Cooper, Bruce Greenwood, Bob Balaban e Amy Ryan. Drama/Suspense. 110 min.
Em seu verdadeiro filme de estréia, Bennett Miller conseguiu criar um relato importantíssimo e muito bem detalhado sobre os bastidores da concepção do livro "Á Sangue-Frio" de Truman Capote. O filme é chocante e ao mesmo tem belíssimo. Um dos grandes feitos do ano.
Em novembro de 1959, Truman Capote (Philip Seymour Hoffman) lê um artigo no jornal New York Times sobre o assassinato de quatro integrantes de uma conhecida família de fazendeiros em Holcomb, no Kansas. O assunto chama a atenção de Capote, que estava em ascensão nos Estados Unidos. Capote acredita ser esta a oportunidade perfeita de provar sua teoria de que, nas mãos do escritor certo, histórias de não-ficção podem ser tão emocionantes quanto as de ficção. Usando como argumento o impacto que o assassinato teve na pequena cidade, Capote convence a revista The New Yorker a lhe dar uma matéria sobre o assunto e, com isso, parte para o Kansas. Acompanhado por Harper Lee (Catherine Keener), sua amiga de infância, Capote surpreende a sociedade local com sua voz infantil, seus maneirismos femininos e roupas não--convencionais. Logo ele ganha a confiança de Alvin Dewey (Chris Cooper), o agente que lidera a investigação pelo assassinato. Pouco depois os assassinos, Perry Smith (Clifton Collins Jr.) e Dick Hickock (Mark Pellegrino), são capturados em Las Vegas e devolvidos ao Kansas, onde são julgados e condenados à morte. Capote os visita na prisão e logo nota que o artigo de revista que havia imaginado rendia material suficiente para um livro, que poderia revolucionar a literatura moderna.
Bennett já havia dirigido um tal de "The Cruise", um documentário, mas nunca tinha dirigido um filme com atores e tal. "Capote" foi sua primeira experiência na grande indústria cinematográfica e foi uma experiência que rendeu grandes frutos. O filme é realmente muito bem dirigido. Bennett consegue criar um clima de suspense durante o filme inteiro. É como se passássemos o filme inteiro tentando descobrir quem é o assassino, mas já sabemos quem ele é, mas não o conhecemos internamente. O filme aborda mais a busca de Truman Capote na mente de Perry Smith por coisas que possam servir para seu livro, mas essa busca acaba se transformando em uma intensa amizade que em certo momento do filme é questionada e alguns personagens acabam suspeitando que Capote se apaixonou pelo assassino e este não nega. Bennett Miller será um grande diretor se continuar assim.
O roteiro é baseado no livro de Geral Clarke e funciona belíssimamente. O roteiro não é nenhum momento apelativo ou apresenta cenas em que nada é acrescentado á narrativa. É curto e grosso. Vai direto aso assunto e no momento em que amos assassinos são mortos o filme acaba, ou seja, no momento certo. É um roteiro que tem um objetivo muito específico e que nesses 110 minutos cumpre seu objetivo com maestria.
Philip Seymou Hoffman é um ator muito respeitado mas que ainda não tinha sido condecorado com uma indicação ao Oscar, embora merecesse uma havia tempos. No primeiro momento em que ele aparece na tela pensei "mas que coisa mais estéreotipada!!!!". Mas com om passar do filme notei que ali estava, ele era o verdadeiro Truman Capote. Truman era, digamos assim, uma bichona! Sim, ele era praticamente uma mulher, e Philip Soube retratar isso com grande sucesso. Ao seu lado temos Catherine que está soberba como a melhor amiga de Truman. Outra grande atuação de Catherine.
O filme possui uma fotografia belíssima, uma das melhores do ano, assim como sua edição. Tanto a fotografia quanto a edição do filme ficaram em boas mãos e sairam impecáveis.
"Capote" é um filme emocionante e que deve ser assistido por todos!!!
NOTA: 9,5
- Ganhou o Oscar de Melhor Ator (Philip Seymour Hoffman). Recebeu outras 4 Indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor (Bennett Miller), Melhor Atriz Coadjuvante (Catherine Keener) e Melhor Roteiro Adaptado.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator Drama (Philip Seymour Hoffman).
- Recebeu 5 Indicações ao BAFTA: Melhor Filme, Melhor Diretor (Bennett Miller), Melhor Ator (Philip Seymour Hoffman), Melhor Atriz Coadjuvante (Catherine Keener) e Melhor Roteiro Adaptado.
KING KONG (King Kong - 2005)
De Peter Jackson. Com Naomi Watts, Jack Black, Adrien Brody, Andy Serkis e Jamie Bell. Drama/Aventura. 187 min.
Em 1933 ele foi tido com um dos filmes mais tecnológicos e avançados para sua época, e agora 72 anos depois, com a refilmagem desse clássico "King Kong" novamente ultrapassa a abrreira dos efeitos especiais. Se depois de "Titanic" e "O Senhor dos Anéis" eu achava que nunca iria assitir á nada tão real e devastador eu estava enganado já que "King Kong" possui um dos, talvez os mais, perfeitos efeitos especiais já vistos. E como é de costume de Jackson ele consegue fazer um belo drama misturando exóticas cenas juntamente com uma belíssima trilha sonora e excelentes atuações. O conto de "A Bela e a Fera" ressurge, e de forma mais apavorante e impressionante como nunca vista.
1933. Ann Darrow (Naomi Watts), uma atriz de vaudeville, enfrenta dificuldades para se sustentar, como vários outros americanos durante a Grande Depressão. Ela caminha pelas ruas de Manhattan pensando na possibilidade de trabalhar em um cabaré, até que a fome a faz roubar uma maçã. Ann é salva pelo cineasta Carl Denham (Jack Black), que oferece a ela o papel principal em sua próxima produção. Inicialmente indecisa, Ann aceita a oferta após saber que o roteirista é o conceituado dramaturgo Jack Driscoll (Adrien Brody). Na verdade Carl está em apuros, já que o patrocínio para concluir seu filme inacabado foi cancelado e sua antiga atriz principal abandonou o projeto. Apesar dos problemas, Carl embarca a equipe e o elenco de seu filme no cargueiro fretado S.S. Venture. O objetivo da viagem é chegar na Ilha da Caveira, que tem a fama de abrigar uma raça perdida e várias criaturas consideradas extintas.
Peter Jackson faz um trabalho de mestre como diretor deste longa. O filme é uma grande aventura, romance, suspense e uma excelente comédia. O diretor que já foi indicado 8 vezes ao Oscar, e venceu 3 deles, consegue criar o filme que, na minha opinião, é um dos mais emocionantes já feito. É ação do início ao fim em cenas impressionantes de grande emoção e com um grau de detalhe impressionante. Com certeza esse não é só um dos melhor trabalhos do diretor, mas sim, um dos melhores trabalhos do ano!!!
O elenco do filme está fabuloso. Naomi Watts está perfeita no papel de Ann Darrow. Reprisando o papel que em 1933 foi de Fay Wray, Naomi consegue criar um clima de total paixão mas ao mesmo tempo de grande perigo e medo. Suas expressões faciais são realmente excelentes e o melhor de tudo, seu grito. Com certeza um dos melhores que já ouvi. Temos ainda a engraçadíssima e perfeita atuação de Jack Black como o diretor salafrário Carl Denham, que acaba levando em segredo a equipe inteira para essa ilha desconhecida. Ele está realmente muito engraçado nesse filme. Todas as suas piadas funcionam perfeitamente e ele também consegue criar excelentes momentos de drama e aventura. Adrian Brody está muito bom como o herói do filme. Ele é praticamente auto-rotulado como o grande herói do filme, salvando não só Ann mas como grande parte do elenco do filme. Um grande elenco com grandes interpretações.
A equipe técnica é perfeita! Sim, é impossível achar um só defeito. A fotografia de Andrew Lesnie é excepcional e os ângulos e iluminação usados no filme são um grande atrativo e combinam perfeitamente com o tema. A direção de arte é soberba. A ilha, além de ser muito assustadora ainda é palco para grandes cenas de ação. O som e os efeitos sonoros são talvez a grande qualidade do filme. Com toda a certeza absoluta o Oscar já esta ganho. E também temos uma excelente edição. Bastante rápida e com cortes bastante abruptos mas que não confundem em nada. As 3 horas de filme passam voando. E finalmente temos a belíssima trilha sonora composta por James Newton Howard, que é um cara que eu não curto muito, mas admito que essa trilha é fantástica.
Talvez uma das maiores preocupações foras as 3 horas de filme. Eu não senti nenhum incômodo quanto á isso, achei que o filme passou mais rápido que os filmes da trilogia "O Senhor dos Anéis". Peter Jackson editou o filme de forma que ele ficasse divido em 3 partes bastante reconhecíveis na tela:
1 - Apresentação/Viagem á Ilha da Caveira
2 - A Cena da Ilha da Caveira (Onde acontece toda aquela ação com King Kong e os Dinossauros)
3 - A Cena da Cidade (Onde vemos King Kong destruir tudo e subir no alto do Empire State)
Essa divisão fica bastante explícita durante a projeção, e por isso o filme não cansa em nada. Além de que esse filme possui as cenas de ação mais impressionantes que eu já vi, ou seja, mesmo querendo, não tem como ele ser cansativo, ele é apenas muito divertido.
"King Kong" é uma daquelas raras refilmagens em que pode-se ser comparada com o original. O avanço tecnólogico foi repetido, assim como as excitantes cenas de ação e as grandes atuações. Peter Jackson faz um filme muito comovente e ao mesmo tempo um dos filmes mais emocionantes e excitantes que já vi. "King Kong" é um total sucesso, recheado de ação, romance e principalmente comédia. Um dos melhores filmes do ano, talvez o melhor.
NOTA: 9.5
RT: 84%
MC: 82
- Ganhou 8 Prêmios Vênus: Melhor Filme, Melhor Diretor (Peter Jackson), Melhor Atriz (Naomi Watts), Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Edição de Som, Melhor Trilha Sonora e Melhores Efeitos Especiais. Recebeu ainda outras 3 indicações: Melhor Ator Coadjuvante (Jack Black), Melhor Direção de Arte e Melhor Edição.
O EXORCISMO DE EMILY ROSE (The Exorcism of Emily Rose)
De Scott Derrickson. Com Laura Linney, Tom Wilkinson, Campbell Scott, Jennifer Carpenter, Colm Feore, Joshua Close, Kenneth Welsh e Duncan Fraser. Terror/Suspense/Drama. 120 min.
Esse filme se baseia num caso verdadeiro que aconteceu há algumas décadas atrás quando a garota Anneliese Michel morreu após uma tentativa de exorcismo e as pessoas envolvidas no exorcismo acabaram sendo levados á julgamento por permitirem que tal fato acontecesse. O filme, é claro, muda um pouco a história, destorce mas de modo que fique mais interessante e óbviamente mais lucrável. O estúdio tentou vender o filme como um filme de terror, e foi justamente por isso que muitas pessoas saíram desapontadas do cinema. O filme nada mais é do que um belo drama.
Emily Rose (Jennifer Carpenter) é uma jovem que deixou sua casa em uma região rural para cursar a faculdade. Um dia, sozinha em seu quarto no alojamento, ela tem uma alucinação assustadora, perdendo a consciência logo em seguida. Como seus surtos ficam cada vez mais frequentes, Emily, que é católica praticante, aceita ser submetida a uma sessão de exorcismo. Quem realiza a sessão é o sacerdote de sua paróquia, o padre Richard Moore (Tom Wilkinson). Porém Emily morre durante o exorcismo, o que faz com que o padre seja acusado de assassinato. Erin Bruner (Laura Linney), uma advogada famosa, aceita pegar a defesa do padre Moore em troca da garantia de sociedade em uma banca de advocacia. À medida que o processo transcorre o cinismo e o ateísmo de Erin são desafiados pela fé do padre Moore e também pelos eventos inexplicáveis em torno do caso.
A direção do filme ficou á cargo de Scott Derrickson que foi responsável pelo terrível roteiro de "Lenda Urbana 2" e pelo roteiro e direção do razoável "Hellraiser: Inferno". Ele faz um trabalho apenas normal, mas se comparando aos seus outros trabalhos este aqui é comc erteza um dos melhores. Talvez a escolha poderia ter sido melhor, poderiam ter trazido alguém mais experiente e com uma maturidade maior. O roteiro fica por conta do próprio diretor mais a colaboração de Paul Harris Boardman que trabalhou com o mesmo nos filmes citados acima. Bom, o roteiro funciona muito bem, contendo um excelente desfecho. A idéia de fazer o filme todo em falshback é genial, mas poderia mostrar mais coisas da vida da garota para que sentíssemos uma dor maior ao vê-la sofrendo daquele jeito. A garota mal aparece no filme e qdo aparece está tendo ataques, não temos uma razão para sentir pena dela já que não temos conhecimento de sua vida antes de tudo isso, muito pouco é contado. Já a parte do julgamento é fabulosa, com diálogos inteligentíssimos e situações muito bem contruídas.
Laura Linney interpreta a advogada do padre que está sendo acusado. Sua interpretação é óbviamente a melhor do filme. O modo com ela demonstra a evolução da personagem durante o filme é simplesmente perfeita e nada mais que isso. O jeito com que a mulher vai crendo e acreditando que a garota realmente estava possuída é realmente sensacional. No papel do padre temos Tom Wilkinson, que faz um excelente trabalho. Sua dor e angústia está ali. A vontade de contar o que realmente aconteceu e ao mesmo tempo previnir a ajudar a advogada são coisas que mais me agradaram nesse personagem. Jennifer Carpenter interpreta Emily Rose e nos breves momentos em que aparece ela consegue mostrar que foi uma boa escolha para o papel.
O filme possui uma fotografia soberba, com excelentes ângulos e uma ótima iluminação. A edição do filme é simplesmente muito boa. O modo como eles mostram os acontecimentos em flashback foi uma idéia muito boa, mas ás vezes você se sente meio perdido. Mas na maioria das vezes a edição é eficaz e cumpre o seu trabalho.
O verdadeiro problema com esse filme está na forma como ele foi divulgado, ou seja, como um filme de horror. Ele não é nada disso. Claro que possui seus momentos de suspense, mas nada que choque ou que de pavor. A cena do exorcismo é excelente e muito bem feita. O filme deveria ter sido divulgado como um drama de tribunal, ou como um suspense dramático, mas os trailers e spots de TV só mostram cenas do exorcismo e isso faz pensat que o filme é praticamente sobre isso. O filme é um excelente drama e que ainda está pra ser descoberto. As pessoas ainda vão demorar pra se ligar que o filme não é de terror; "O Exorcismo de Emily Rose" poderia ser melhor, mas infelizmente não foi.
NOTA: 8
- Venceu o Prêmio Cinéfilo de Terror e Suspense de Melhor Atriz (Laura Linney).
- Recebeu outras 2 Indicações: Melhor Ator Coadjuvante (Tom Wilkinson) e Melhor Figurino.
FILMES VISTOS RECENTEMENTE
BATMAN ETERNAMENTE (Batman Forever) 1995
Não é o melhor exemplar de um filme do homem-morcego, mas ao menos consegue divertir e tem boas cenas de ação. Val Kilmer não está bom como Batman e acrescentar Robin á trama talvez tenha sido uma idéia um pouco exagerada. Os cenários coloridos e o excesso de cores do filme inteiro faz com que todo aquele mundo criado por Tim Burton deja praticamente destruído. Não gostei dessa medida e prefiria a Gotham City mais dark. Mas ao menos diverte!!!!
NOTA: 7
RT: 49%
- Recebeu 3 indicações ao Oscar: Melhor Som, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Fotografia.
BATMAN E ROBIN (Batman & Robin) 1997
Este filme simplismente matou a série Batman, tanto que recentemente ela teve que ser ressucitada atráves de um filme que contava as origens do personagem. Batman e Robin possui um elenco péssimo. A escolha de George Clooney para interpretar Batman foi algo inacreditável e adicionar Batgirl á trama foi algo mais espantoso ainda. Arnold está terrível como o vilão que em nenhum momento causa sequer medo. Bom, enfim, o elenco é tenebroso e o roteiro pior ainda. Cheio de clichês e com um final simplismente desprezível. Não é a toa que o diretor do filme tenha chamado o filme de "toyable", ou seja, um filme feito apenas para que as vendas de brinquedos e artigos do tipo fossem enormes, e talvez ganhar alguma coisa com isso, o que felizmente não aconteceu.
NOTA: 4
RT: 13%
- Ganhou o Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante (Alicia Silverstone). Recebeu ainda outras 10 indicações: Pior Filme, Pior Diretor, Pior Dupla (George Clooney e Chris O'Donnell), Pior Ator Coadjuvante (Arnold Schwarzenegger e Chris O'Donnell), Pior Atriz Coadjuvante (Uma Thurman), Pior Roteiro, Pior Sequência ou Remake, Pior Canção ("The end is the beginning is the end") e na categoria especial Desrespeito à Vida Humana e à Propriedade Privada.
CONTATO (Contact) 1997
"Contato" é simplismente um dos melhores filmes que já. Com um roteiro que eu considero um dos mais inteligentes e uma atuação incrível de Jodie Foster, "Contato" é um sucesso total. Misturando drama, romance e ficção científica, "Contato" conta a história de uma descoberta que com certeza afetará e muito a vida da personagem interpretada por Jodie Foster. O jeito como as coisas vão se desenvolvendo e que a cada minuto vão se esclarecendo é simplismente mágico. É impressionante que de apenas alguns sons eles conseguiram decifrar um código e assim criar uma máquina extraterrestre. Pode até parecer louco, mas o mais impressionante ainda é que eles mostram detalhe por detalhe dessa descoberta, não ficamos com nenhuma dúvida de como eles chegaram á isso e o final é surpreendente e faz jus ao resto do filme. Excelente!!!
- Recebeu uma indicação ao Oscar, de Melhor Som.
- Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, de Melhor Atriz em Drama (Jodie Foster).
NOTA: 10
RT: 76%
OS ESPÍRITOS (The Frightners) 1995
Esse foi filme que introduziu Peter Jackson e a agora famosa WETA Digital ao grande mercado de trabalho. Hoje em dia ambos são bastante conhecidos principalmente pela trilogia "O Senhor dos Anéis" e recentemente por "King Kong", mas foi esse filme que foi a porta de entrada ára ambos. Foi o primeiro filme em que a WETA trabalho e ver o que eles conseguiram fazer com tão poucos recursos é impressionante. Peter Jackson cria uma comédia de horror que funciona com total esplendor, conseguindo criar momentos realmente cômicos, como momentos muito assustadores. "Os Espíritos" é um total divertimento e com certeza não será esquecido.
NOTA: 8,5
RT: 71%
O VÔO DO NAVEGADOR (Flight of the Navigator) 1986
Esse filme é um clássico filme de Sessão da Tarde. Bobinho, mas que diverte muito. Uma história bastante simples e bastante infantil, mas que com certeza capta a atenção de todos e consegue se manter até o fim. As atuações do filme são muito boas e a parte do vôo do garoto é simplismente hilária. Os efeitos especiais são muito bons pra época e convencem claramente. Um filme que é total divertimento.
NOTA: 8
RT: 71%
FILMES VISTOS RECENTEMENTE
BATMAN (Batman) 1989
Acredite ou não eu nunca tinha visto esse filme. Este é realmente um grande feito de Tim Burton, que mostra aqui, em início de carreira, o quão inteligente e artístico que ele é. Temos aqui um belo conjunto de atuações. Michael Keaton está muito bem como o primeiro Batman da cinessérie. Temos também a bela Kim Basinger como o primeiro par romântico do Homem-Morcego. Ela pouco faz no filme mas ao menos está linda. Já Jack Nicholson é um atrativo á parte, com uma atuação engrassadísima e ao mesmo tempo excelente.
O filme é muito bem fotografado juntamente com sua excelente direção de arte vencedora do Oscar. Admito que a roupa de Batman me incomodou um pouco no início. Aquele logotipo amarelo brilhava muito no fundo preto e isso me incomodou, mas no decorrer do filme tudo foi melhorando.
A cinessérie começou muito bem, graças á criativa mente de Burton.
NOTA: 8
BATMAN: O RETORNO (Batman Returns)
Aqui temos um esplendoroso retorno de Batman, novamente pelas mãos de Tim Burton. O vilão da vez é Pinguim, e na minha opiniuão ele está excelente no filme e não merecia ser indicado ao Framboesa de Ouro. Michelle Pfeiffer está mais do que perfeita como Mulher-Gato. Ela parece ter sido feita para esse papel. Seu figurino é algo impressionante e as coisas que ela consegue fazer com ele e com o chicote são inimagináveis. Danny DeVito realmente encarnou o personagem e boa parte disso se deve á maquiagem que é mais do que perfeita. A trilha sonora de Danny Elfman está perfeita e emocionante, um dos melhores trabalhos do compositor. Fico espantado com sua ausência entre os finalistas do Oscar de Melhor Trilha Sonora.
NOTA: 9,5
HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO (Harry Potter and the Goblet of Fire)
De Mike Newell. Com Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Robert Pattinson, Stanislav Ianevski, Clémence Poésy, Katie Leung, Matthew Lewis, Michael Gambon, Maggie Smith, Brendan Gleeson e Ralph Fiennes. Aventura/Suspense. 157 min.
Na minha opinião a decisão de trocar Chris Columbus por outros diretores foi uma das melhores decisões tomadas na série cinematográfica Harry Potter. Os filmes se tornaram mais sombrios e certamente com mais magia. Para dirigir este quarto, e com certeza o mais esperado episódio de Harry Potter, foi chamado o experiente Mike Newell diretor de consagrados filmes como "Quatro Casamentos e Um Funeral". Esta é a primeira vez que um diretor inglês dirige um filme de Harry Potter, mas de qualquer modo Mike fez um grande trabalho.
Em seu 4º ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwards, Harry Potter (Daniel Radcliffe) é misteriosamente selecionado para participar do Torneio Tribruxo, uma competição internacional em que precisará enfrentar alunos mais velhos e experientes de Hogwards e também de outras escolas de magia. Além disso a aparição da marca negra de Voldemort (Ralph Fiennes) ao término da Copa do Mundo de Quadribol põe a comunidade de bruxos em pânico, já que sinaliza que o temido bruxo está prestes a retornar.
Mike Newell foi uma ótima escolha para dirigir este filme. Ele conseguiu criar o clima perfeito de tensão e suspense que ronda o colégio nesse quarto de Harry Potter em Hogwarts. É claro que na minha opinião poderia ser melhor, poderia ter mais coisas e talvez pudesse ser mais sombrio, sim o mundo de Harry Potter na minha perspectiva é muito mais sombrio do que isso nos livros. Mas talvez isso tenha sido uma restrição do estúdio já que eles insistem em tratar o filme como um filme infantil, o que não deixa de ser, mas é com certeza mais voltado para os adolescentes. Newell foi uma ótima escolha, mas quem sabe Tim Burton não daria um tom mais macabro para toda essa história. Sonhar não faz mal a ninguém.
O roteiro foi adaptado novamente por Steven Kloves e que mostra novamente ser um excelente roteirista ao montar um roteiro que seja entendível para aqueles que não leram o livro, mas ao mesmo tem sem desagradar áqueles que leram o livro. O filme possui grandes sacadas como demonstrar o ciúmes que Rony sente por Hermione e de que Snape é mais perigoso do que parece. A idéia de arrebentar a corrente do dragão pode parecer um pouco exagerada, com certeza uma falha que Hogwarts nunca cometeria, mas é inegável que se transformou em uma das melhores e mais emocionantes cenas do filme. São mudanças como essa que não fazem grande diferença, mas que ao menos divertem. Algo que senti que foi passado muito rápido e sem uma explicação melhor foi sobre a Copa Mundial de Quadribol. São menos de 10 minutos pra mostrar o que poderia ser mostrado em mais tempo e que com certeza poderia ser uma das melhores cenas do filme. A tão falada cena do baile não me impressionou muito justamente por não ter conteúdo, mas é inegável que a discussão entre Rony e Hermione é um grande feito de Kloves.
Os atores se mostram mais competentes e mais seguros. Daniel está muito bem nesse filme e obtém sua melhor performance na série atpe agora. Rupert é bastante espontâneo e possui um tom cômico muito bom. Emma está excelente, talvez ela tenha ido melhor em "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", mas mesmo assim ela está excelente. Mas além do trio temos mais 2 pessoas que fizeram um trabalho fenomenal. Brendan Gleeson interpreta Olho Tonto-Moody e obtém uma das melhores interpretações do filme. Outro que me surpreendeu bastante foi o superhiperexperiente Ralph Fiennes e sua memorável atuação como Voldemort. Ele era um dos personagens mais esperados, já que sua imagem não foi disponibilizada na internet. As pessoas com certeza ficaram boquiabertas ai ver Voldemort pela primeira vez em carne e osso. Em seus 10 minutos de atuação Ralph consegue ser o que melhor interpretou no filme inteiro. Ele se mostra ser um excelente ator ao encarnar aquele Voldemort que todos conhecemos, sem pena nem iedade, nem mesmo daqueles que o seguem. É uma pena que ele seja tão mal aproveitado no filme.
Agora chego á melhor parte do filme inteiro: a parte técnica. O filme é praticamente impecável quando falamos em fotografia, figurino, direção de arte, maquiagem, efeitos especiais e trilha sonora. A fotografia é belíssima, com excelentes cores bastante escuras e com ângulos belíssimos. O figurino dos atores são extraordinários. Os uniformes parecem ter ganhado mais glamour, sem falar nos uniformes das outras 2 escolas que também são belíssimos. A direção de arte é uma coisa de louco. Os cenários são imensos (com uma ajudinha de uma máquina chamada... como é mesmo? ... computador) e mostram com perfeição o vasto mundo de Harry Potter. Os cenários são tão detalhados que você sente como se tudo aquilo fosse real. Algo realmente incrível. A maquiagem é sensacional, principalmente quando falamos em Voldemort. A maquiagem de Ralph Fiennes está sensacional, algo que nunca esperei ver na minha vida. É bizarro, estranho e ao mesmo tempo assustadoramente espantoso. É isso mesmo!!! Voldemort dá muito medo mesmo. Os efeitos são perfeitos, criando não só cenários, mas criaturas e óbviamente magias. A cena com o dragão é um excelente exemplo do que uma competente equipe pode fazer. E enfim temos a trilha sonora de Patrick Doyle. Ainda não me decidi se prefiro Doyle ou Williams. Doyle adota um tom mais macabro e mais adulto, enquanto Williams prefere um tom mais mágico, com o tema de Harry Potter tocando o tempo inteiro de diversas formas. Uma grande equipe que fez um excelente trabalho.
"Harry Potter e o Cálice de Fogo" é até agora o melhor da série, mas é claro que em alguns quesitos ele perde para "O prisioneiro de Azkaban" como em se aprofundar no passado dos personagens e tentar criar um clima melhor com isso. Personagens como Bartô e Olho Tonto-Moody poderiam ser mais explorados já que tem grande importância no futuro da trama, mesmo que um deles morra durante a metade do filme. O quarto filme é praticamente exatamente aquilo que se esperava e ele cumpre a tarefa de adaptar com excelência o livro de J.K. Rowling. E que venha David Yates e seu "Harry Potter e a Ordem da Fênix".
NOTA: 9,5
RT: 88%
MC: 81
- Vencei 2 prêmios no Prêmio Vênus: Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte. Além de receber outras outras 6 Indicações ao Prêmio Vênus: Melhor Maquiagem, Melhor Edição de Som, Melhor Trilha Sonora, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Canção (Magic Works) e Melhor Canção (This is the Night).
A NOIVA CADÁVER (Corpse Bride)
De Tim Burton e Mike Johnson. Com Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Emily Watson, Tracey Ullman, Paul Whitehouse, Joanna Lumley, Albert Finney, Richard E. Grant e Christopher Lee. Animação/Comédia/Aventura/Musical/Romance. 76 min.
Tim Burton é com certeza um dos melhores e mais criativos diretores da atualidade. Seu estilo visua é com certeza o mais bonito e seus filmes se encaixam entre os mais divertidos de todos os tempos. Depois de impressionar com o excelente "A Fantástica Fábrica de Chocolates" ele volta apenas alguns meses depois para mostrar seu conto gótico de comédia e romance intitulado "A Noiva Cadáver".
Em um vilarejo europeu do século XIX vive Victor Van Dorst (Johnny Depp), um jovem que está prestes a se casar com Victoria Everglot (Emily Watson). Porém acidentalmente Victor se casa com a Noiva-Cadáver (Helena Bonham Carter), que o leva para conhecer a Terra dos Mortos. Desejando desfazer o ocorrido para poder enfim se casar com Victoria, aos poucos Victor percebe que a Terra dos Mortos é bem mais animada do que o meio vitoriano em que nasceu e cresceu.
Ao lado de Tim Burton está o praticamente estreante na direção Mike Johnson. Claro que o filme é quase que totalmente a visão de Burton, já que até mesmo no título original do filme aparece "Tim Burton's" na frente. Mas de qualquer modo a dupla realizou um feito realmente impressionante. Os cenários, as atuações, a trilha sonora e os efeitos especiais estão perfeitos.
O roteiro do filme foi muito bem construído e de longe um dos melhores do ano. A história em si é bastante original, mas o modo com foi tratado os personagens é algo realmente impressionante. Cada personagem possui uma personalidade e de fato parece que suas histórias de vida foram o que realmente fizeram eles chegarem á se tornar oq eue stão implícitos no filme. Excelente!!!
Tim Burton e Johnny Depp formam uma excelente dupla e eles realmente fazem bons filmes juntos. Até hoje nenhum de seus filme foi considerado abaixo da média pela crítica. Johnny é um excelente a tor e somente agora está recebendo a atenção que merecia há tempos. Helena Bonham Carter interpreta a personagem-título em uma atuação realmente comovente e ao mesmo tempo tragicamente engraçada. São esses dois que realmente roubam a cena durante boa parte do filme. Claro que as outras atuações também estão em excelentes condiçóes, mas essa dupla matou a pau.
A qualidade técnica do filme é realmente impecável. O filme adota um estilo visual bastante gótico, co cores bastante escuras e um design dos personagens bastante estranho e ao mesmo tempo impressionante. A fotografia do filme é algo surreal. O jeito como foi usada a iluminação e as cores no filme são coisas pouco vistas no cinema. No filme temos um "mundo dos vivos" com poucas cores, parecendo ser filmado em preto-e-branco, e já no mundos dos mortos temos um colorido impressionante que mostra que até mesmo o mundo dos mortos é mais vivo e alegre do que o próprio mundo dos vivos. A trilha sonora do filme também é excelente e possui canções muito boas, talvez o filme até receba um indicação ao Oscar nessa categoria.
"A Noiva-Cadáver" é filme deslumbrante que diverte e ao mesmo tempo emociona. Um dos melhores trabalhos, não só de Burton, mas do ano mesmo!!!!!!
NOTA: 9
RT: 82%
MC: 83
- Recebeu 3 Indicações ao Prêmio Vênus: Melhor Filme de Animação, Melhor Roteiro Original e Melhor Canção (Remains of the Day).
TAMBÉM ASSISTI:
TAMARA
Um bom filme de suspense, com uma história bastante inteligente mas que cai naquela velha história de ser feito apenas para agradar os adolescentes. O filme conta a história de Tamara, uma garota bastante estranha e bruxa. Seus colegas decidem pregar uma peça nela, mas algo dá errado e ela acaba caindo e batendo com a cabeça chegando a morrer. Os adolescentes enterram o corpo e no dia seguinte Tamara volta á sala de aula mais bela que nunca. É inevitável achar a história ao menos interessante, mas se o filme fosse feito com um pouco mais de seriedade ele realmente seria algo muito bom. Outra coisa que notei foi que o filme se baseia muito no clássico de Brian De Palma "Carrie - A Estranha", mas este é enormemente superior justamente por ter sido tratado como algo sério e não apenas entretenimento. Mas "Tamara" vale uma assistida, é ao menos divertido.
NOTA: 6,5
Para me preparar para o quarto capítulo da série assisti "Harry Potter e a Pedra Filosofal" afim de assistir os tres pirmeiros filmes. Veja abaixo a crítica do primeiro filme.
HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL (Harry Potter and the Sorcerer's Stone)
De Chris Columbus. Com Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Maggie Smith, Robbie Coltrane, Richard Harris, Ian Hart e Richard Bremmer. Aventura/Fantasia. 153 min.
Na época em que assisti esse filme no cinema eu era um total alienado e nem ao menos sabia quem era Harry Potter. Fui apenas porque tinha ganho 2 ingressos para a pré-estréia. Foi só depois de assistir esse filme que tomei conta de quão grande era esse menino. Logo depois li os 4 primeiros livros da série e desde então me tornei mais um fanático por Harry Potter. J.K. Rowling conseguiu algo realmente difícil hoje em dia: fazer as crianças lerem. O livro é grosso, tem quase trezentas páginas, e possui um vasto número de personagens, lugares e outras coisas que normalmente fariam uma criança passar longe, mas Harry Potter é tão envolvente que foi justamente ao contrário.
A duração do filme foi surpreendente: 153 minutos. Era de se esperar que o filme fosse tratado como infantil pela Warner e que o estúdio lançaria um filme de 90 ou 100 minutos, mas as 2 horas e meia foram mais que o suficiente para contar essa história. O filme pode até parecer longo mas não é. As crianças não se cansam e nós menos ainda.
Harry Potter (Daniel Radcliff) é um garoto órfão de 10 anos que vive infeliz com seus tios, os Dursley. Até que, repentinamente, ele recebe uma carta contendo um convite para ingressar em Hogwarts, uma famosa escola especializada em formar jovens bruxos. Inicialmente Harry é impedido de ler a carta por seu tio Válter (Richard Griffiths), mas logo ele recebe a visita de Hagrid (Robbie Coltrane), o guarda-caça de Hogwarts, que chega em sua casa para levá-lo até a escola. A partir de então Harry passa a conhecer um mundo mágico que jamais imaginara, vivendo as mais diversas aventuras com seus mais novos amigos, Rony Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson).
Para dirigir o filme foi chamado o talentoso diretor Chris Columbus. Ele pode até ser talentoso, mas essa foi uma escolha completamente errada da Warner. Os livros possuem um certom tom gótico que seria impossível de captar pelas mãos desse diretor. O suspense também é outro grande fator que ficou de fora nos doi primeiros filmes dirigidos por ele. Claro que têm alguns momentos, mas com certeza ele tratou o filme como um clássico infantil, tentando amenizar as coisas terríveis que aconteciam no livro. Quem sabe Tim Burton?
O roteiro foi escrito por Steven Kloves, foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro original no ano em que o filme Harry Potter e a pedra Filosofal chegou aos cinemas. Nota-se claramente que ele tentou deixar as coisas muito mais escuras e fazer um filme bastante dark, mas pelo jeito Chris não aprovou essa idéia. As cenas de suspense e terror são bem escritas mas mal interpretadas pelo diretor. O roteiro ainda é altamente fiel ao livro, o melhor adaotado dos 3. Claro que teve coisas cortadas,. mas nenhuma que fizesse uma grande falta. Tudo que gostaríamos de ver está lá. Foi um grande trabalho de Steven.
O trio principal faz um bom trabalho, mas que ainda para evoluir muito. É óbvio desde o início que é a garota Emma Watson que é quem rouba a cena. Sua concepção de Hermione foi perfeita, exatamente o que esta descrito no livro, com certeza uma das melhores atuações mirim nos últimos tempos. Richard Harris também faz um excelente trabalho como Dumbledore, aquele seu jeito calmo e compreensivo está lá, intacto. Temos também uma excelente atuação de Robbie Coltrane como Hagrid. Robbie mostra que é um excelente ator ao nos mostrar que Hagrid não mais um personagem no mundo de Harry Potter e que sim, ele tem muito para mostrar.
Como é normal nesse tipo de filme, a equipe técnica dá um show á parte. A começar pela envolvente trilha sonora que é tocada nos primeiros 3 minutos de filme. Então vemos a excelente direção de arte do filme. São cenários imensos que retratam com maestria o mundo de Harry Potter. Então vem os efeitos especiais, que dão um show. O quadribol é envolvente e excitante, a lutra com Voldemort é assustadora em seu próprio modo e os efeitos usados em sua composição são perfeitos.
"Harry Potter e a Pedra Filosofal" marca a entrada de mais uma saga no cinema e este primeiro filme mostra que esta será um das melhores. A magia está em toda parte no filme e contagia. O livro de J.K. Rowling foi transposto com maestria e dignidade. Um tratamento quase perfeito para o livro, tirando a péssima direção de Chris. "Harry Potter" é um filme muito bom, mas que poderia ser melhor com a direção certa.
- Recebeu 6 Indicações ao Prêmio Vênus: Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem, Melhor Edição de Som, Melhor Trilha Sonora e Melhores Efeitos Especiais.
NOTA: 8,5
RT: 78%
MC: 64
A BRUMA ASSASSINA (John Carpenter´s The Fog)
De John Carpenter. Com Adrienne Barbeau, Jamie Lee Curtis, Janet Leigh, John Houseman, Tom Atkins, James Canning, Charles Cyphers, Nancy Kyes, Ty Mitchell e Hal Holbrook. Terror/Suspense. 90 min.
Eu nunca tinha visto esse filme, assisti apenas para me preparar para a refilmagem intitulada "A Névoa". John Carpenter dirigiu este filme logo após dirigir o drama que relatava a vida de Elvis Presley e com certeza foi uma grande mudança. Carpenter havia ficado conhecidíssimo por dirigir o clássico absoluto "Halloween" e encher as salas de cinemas graças á este filme. "Halloween" foi aclamado pelo público e pela crítica e deu a chance á John Carpenter de ir para novos rumos, mas aós algumas tentativas ele decidiu continuar fazendo horror.
Antonio Bay, uma comunidade pesqueira, está prestes a comemorar cem anos de fundação, mas justamente nestes dias acontecem estranhos acontecimentos enquanto o lugar é coberto por uma estranha bruma brilhante. Stevie Wayne (Adrienne Barbeau), a proprietária e operadora da rádio local, vê que algo muito grave está acontecendo e se preocupa em alertar a população.
A direção de John Carpenter nesse filme é a melhor coisa que tem. Ele consegue criar momentos de tensão e desespero apenas usando um pouco de névoa artificial e expressões dos rostos dos atores. A idéia de se fazer um filme onde uma névoa é o principal vilão é genial. É assustador ver aquela grande fumaça branca engolindo casas e praticamente perseguindo carros e pessoas. O filme poderia ser uma total piada, mas graças ao grande talento de Carpenter isso não aconteceu.
O roteiro foi escrito por ele mesmo mais a juda de Debra Hill. O roteiro pode não ser perfeito e conter alguns defeitos, mas o essencial é bastante bom. O filme não se concentra em mostrar sangue e mortes, mas sim na investigação e na luta pela sobrevivência que um grupo de personagens faz durante o filme. O interessante é ver como é contada a história de cada um e no fim, todos juntos no mesmo local.
Os atores fizeram um belo trabalho neste filme. Adrienne Barbeau é a única do elenco que não se junta em nenhum momento ao resto do grupo principal. A maioria de suas falas são para um rádio transmissor e é justamente isso que faz a interpretação dela ser a melhor do filme. Sua personagem passa o filme inteiro no mesmo cenário, sem perder o ritmo. Jamie Lee Curtis pouco faz nesse filme, mas ouvir seu intenso grito é sempre estimulante. Janet Leigh (mãe de Jamie Lee Curtis) está excelente. A talentosa atriz de "Psicose" faz uma atuação firme e forte, mostrande que ainda tem talento para o horror. O filme inteiro é recheado de boas atuações e nenhuma pode ser dita ruim.
O filme possui excelentes efeitos especiais. A equipe que trabalhou na formação da bruma está de parabéns. A bruma surge de um modo repentino e assustador e em pouco tempo já tomou grande parte do cenário. Sem falar nas cenas em que vemos a bruma avançando pelo oceano, são cenas impressionantes e muito bem feitas. A trilha é assinada pelo próprio diretor e pouco acrescenta ao filme. É no mesmo estilo de "Halloween" mas com temas que pouco marcam. Conseguem criar alguma tensão em poucas cenas, mas nada marcante.
"A Bruma Assassina" é um filme difícil. Não se pode apenas pegar e assistir ao filme. Creio que você precisa estar preparado para encará-lo. Ele trata uma história que por pouco não se tornou uma grande piada e por isso ás vezes é mal compreendido. Não é excepcional, é apenas bom.
- Recebeu 2 Indicações ao Saturn Awards: Melhor Filme de Horror e Melhores Efeitos Especiais.
NOTA: 7
RT: 64%
OUTROS FILMES ASSISTIDOS
MINORITY REPORT - A NOVA LEI (Minority Report)
Steven Spielberg consegue criar um filme de extrema tensão e aventura juntamento com um dos melhores atores dos tempos atuais. Tom Cruise está muito bem como o policial viciado em drogas que se vê metido no meio de um crime que ele cometerá dentro de 36 horas. Agora ele tem que fugir do que ele mesmo foi durante 6 anos. Muito bem fotografado, com uma excelente trilha sonora de John Williams, Minority Report é um dos melhores filmes nesse gênero. Realmente excitante!!!!!
NOTA: 9
- Venceu 2 Prêmios Vênus: Melhor Ator (Tom Cruise) e Melhor Atriz Coadjuvante (Samantha Morton).
- Recebeu outras 12 Indicações ao Prêmio Vênus: Melhor Filme, Melhor Diretor (Steven Spielberg), Melhor Ator Coadjuvante (Max Von Sydow), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem, Melhor Edição, Melhor Som, Melhor Edição de Som, Melhor Trilha Sonora e Melhores Efeitos Especiais.
DREAMS IN THE WITCH HOUSE
De Stuart Gordon. Com Ezra Godden, Jay Brazeau, Campbell Lane e Chelah Horsdal. Terror/Suspense. 53 min.
Chegamos então ao segundo capítulo da série "Masters of Horror". Eu havia assistido esse capítulo sábado dia 5, mas fiquei com preguiça de escrever a crítica. Pois bem, como todos sabem essa série foi concebia apartir de uma idéia de Mick Garris, de reunir os maiores diretores do gênero horror dando a cada um deles uma história horripilante para ser filmado para a televisão. São 13 episódios e portanto 13 diretores diferentes.
Stuart Gordon, que dirigiu este episódio, é altamente conhecido pelo seu excelente trabalho em "Re-Animator", um dos filmes de horror mais amados da história. Stuart ainda dirigiu outros grandes filmes, mas nenhum chegou a possui o status que "Re-Animator" ganhou. Claro que alguns até foram muito bem recebidos ela crítica, mas "Re-Animator" é seu clássico absoluto.
Neste episódio vemos Stuart dirigir um conto de H.P. Lovecraft que narra a história de um jovem estudante que acaba alugando um quarto que possui uma espécie de portal por onde vem uma bruxa. Essa bruxa obriga ele a fazer coisas que ele não deveria fazer chegando até mesmo a machucar algumas pessoas.
Stuart Gordon pode até ser um bom diretor, mas esse aqui não arece ser um típico trabalho seu. O filme apela mais pela comédia do que ara o horror e isso é altamente errado. Claro que o filme possui bons momentos de sustos e medo, mas em sua maioria a comédia é quem domina. Mas se pensarmos bem, a própria história proporciona esse uso excessivo da comédia, entao o erro estaria na escalação desse conto para ser adaptado.
O roteiro foi escrito por Stuart Gordon e Dennis Paoli apartir de um conto de H.P. Lovecraft. Não li o conto, mas é certo que a adaptação deste poderia conter um tema mais sombrio. O uso da cor verde quando a bruxa aparece já mostra que eles estão fazendo com que o conto pareça aqueles filmezinhos de halloween. Talvez um roxo soasse mais dark e sombrio. O problema está mesmo com as excessivas piadinhas que constam durante todo o episódio.
O elenco está apenas razoável e ninguém se destaca nesse trabalho. São todos desconhecidos do grande público e não foi dessa vez que pelo menos um deles conseguiu destaque. Uma pena.
Os efeitos especiais do filme são excelentes, principalmente quanto ao rato com rosto humano. A composição ficou perfeita, sem falar na maquiagem do ator. O ator ficou realmente parecendo um rato, mas infelizmente isso chegou a ficar engraçado em certos momentos. A maquiagem da Bruxa ficou muito mais assustadora e convincente. O filme possui uma edição apenas razoáve. Pra falar a verdade o filme todo é razoável, mas alguns pontos fazem ele crescer e se tornar um filme bom.
Vale pela diversão, mas NUNCA assista para levar sustos ou se impressionar com a história. Esse segundo episódio é inferior ao primeiros e espero que essa decadência não continue. "Masters of Horror" tem tudo para ser excelente... e merece.
NOTA: 6
OUTROS FILMES ASSISTIDOS:
O MÉDICO E O MONSTRO (Dr. Jekyll & Mr. Hyde)
Mais uma versão do infame conto sobre drogas e assassinato. O DVD estava fazendo aniversário aqui em casa de 1 ano e eu ainda não tinha assistido. Sem nada pra fazer decidi vê-lo e acabei me surpreendendo. Além de excelentes atuações o filme nos apresenta uma excelente qualidade técnica, principalmente por parte da direção de arte. Muito bem dirigido e sem grande problemas.
NOTA: 8
A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATES (Charlie and the Chocolate Factory)
Este ano se mostrou ser uma ano de grandes revelações, mostrando que filmes que tinham tudo para serem fracos acabaram sendo os melhores do ano. E esse foi o caso de filmes como "Star Wars III" e a refilmagem do clássico "A Fantástica Fábrica de Chocolates". Eu tive o grande praser de assistir esta obra-prima no cinema mas infelizmente dublado. Assistir legendado é um razer maior ainda. Johnny Depp está divino e realmente estranho no papel do Willy Wonka. Os cenários são realmente extraordinários e merecem uma indicação ao Oscar. Pra falar a verdade a qualidade técnica do filme é insuperável, mas mesmo assim faltam alguns elementos, talvez esquecidos ou talvez ignorados para ficar do jeito que o diretor queria. Mas mesmo assim diverte bastante mesmo.
NOTA: 8
A HORA DO PESADELO 4 - O MESTRE DOS SONHOS (A Nightmare on Elm Street 4 - The Dream Master)
Este é o melhor filme da pior fase de Freddy Krueger (Partes 2, 4, 5 e 6). Apesar de ser uma verdadeira sequência da terceira parte, este filme peca por transformar Freddy no palhaço que conhecemos hoje. Se não fosse por ele estaríamos hoje com o velho Freddy apresentado na primeira parte e que depois só apareceu nas parte 3 e 7, todas com alguma participação de seu criador Wes Craven. Não é o melhor, mas vale uma diversão.
- Recebeu 3 Indicações ao Saturn Awards: Melhor Filme de Horror, Melhor Diretor (Renny Harlin) e Melhor Ator Coadjuvante (Robert Englund).
- Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro na categoria de Pior Canção (Therapist)
NOTA: 7
O NOVO PESADELO DE WES CRAVEN: O RETORNO DE FREDDY KRUEGER (Wes Cravens New Nightmare)
Este é, na minha singela opinião, o melhor episódio de toda a série. O roteiro é impecável, super inteligente e as atuações são simplismente soberbas. A maquiagem de Freddy está aavorante, a melhor de todas (sim, pq a cada filme mudava). A nova roupa é de meter muito medo e a trilha sonora é a melhor coisa que se pode ter nesse filme. Considero este mais como um suspense do que terror, pois explora mais os medos e a dificuldade que Heather tem em lidar com tudo isso. Com 113 minutos, o mais longo da série, este consegue ser o que mais rende a nossa atenção e o mais emocionante da série.
- Recebeu 3 Indicações ao Saturn Awards: Melhor Filme de Horror, Melhor Atuação Mirim (Miko Hughes) e Melhor Trilha Sonora.
- Recebeu uma indicação ao Independent Spirit Awards na categoria de Melhor Filme.
NOTA: 9
JOGOS MORTAIS 2 (Saw II)
De Darren Lynn Bousman. Com Donnie Wahlberg, Shawnee Smith, Tobin Bell, Franky G, Glenn Plummer, Dina Meyer, Emmanuelle Vaugier, Beverley Mitchell, Erik Knudsen, Tim Burd, Lyriq Bent, Noam Jenkins e Tony Nappo. Suspense/Terror. 93 min.
"Jogos Mortais" pode não ter feito muito sucesso com a crítica, mas com certeza fez muito sucesso com o público. Até hoje não falei com ninguém que não tenha achado o filme pelo menos inteligente. O final surpreendente e a idéia de se ter um filme quase que completamente filmado em um banheiro é algo inimaginável, mas os roteiristas de "Jogos Mortais" conseguiram. Foi com a idéia de "sendo o 1 tão inteligente, é quase impossível que o 2 possua a mesma ou até mesmo ultrapasse essa inteligência" que fui assistir á essa sequência. Eu estava enganado. Na minha opinião foi por muito pouco mesmo que "Jogos Mortais 2" não conseguiu superar o original.
Jigsaw, o assassino dos enigmas, tranca um grupo de vítimas em um local fechado, de forma que elas sejam obrigadas a comer partes uns dos outros para sobreviver. Enquanto isso o detetive Eric Mason (Donnie Wahlberg) tenta decifrar o caso, seguindo as pistas deixadas pelo assassino.
James Wan havia feito um excelente trabalho no primeiro filme, e desta vez foi a vez de Darren Lynn Bousman comandar a sequência. Darren não possui nenhum trabalho que fora reconhecido pelo grande público. Todos projetos bastante pequenos e sem muito dinheiro envolvido e fui justamente isso que o tornou perfeito para este projeto. Darren dirige como se fosse um grande e experiente proficional, sabendo quando dar as grandes informações sabendo controlar cada um dos vários atores em cena. Um grande trabalho.
O roteiro foi escrito pelo próprio Darren juntamente com Leigh Whannell que escreveu e atuou no primeiro filme. "Jogos Mortais" se mostra ser um projeto quase impossível de escrever á 2 mãos, é preciso de no mínimo 4. São tantas informações jogadas pra dentro do nosso cérebro que você chega a pensar que é impossível uma só pessoa montar todo esse quebra-cabeça. O filme além de possui excelentes mortes, tem diálogos e situações nada clichês e possui um final tão revelador quanto o do primeiro filme. Excelentemente bem construido.
É impossível falar individualmente de cada personagem no filme mas eu, particularmente, gostei muito de 2 atuações no filme: Tobin Bell como Jigsaw e Shawnee Smith como Amanda. Ambos dão um show á parte em atuação. Tobin Bell se mostra ser realmente um grande ator e interpretar o grande vilão do filme foi uma tarefa do qual ele soube aproveitar muito bem e sua atuação acabou entrando na minha lista de prefiridas do ano.
Assim como "Jogos Mortais" essa sequência foi feita com pouco dinheiro, mas é inegável que a trilha sonora, direção de arte e principalmente a edição estão muito bem feitas. A trilha sonora nem se conta muito pois é praticamente a mesma de "Jogos Mortais", mas a direção de arte é algo realmente magnífico. As paredes sujas dão um tom de claustrofibia e medo, nos dá a sensação de que nada de bom acontecerá dentro dela. Já a edição do filme é com toda a certeza absoluta uma das melhores coisas do filme. Intercalar duas histórias sem que haja um confronto de imagens ou até mesmo uma confusão é algo realmente raro. Em certos momentos o filme chega á nos mostrar 3 história e ainda assim sem confundir. Os cortes rápidos quando a morte está cada vez mais perto mostra a sensação de pavor e medo que o personagem deve estar sentindo naquele momento. Um grande feito do filme.
"Jogos Mortais 2" é um verdadeiro êxito. Talvez não seja melhor do que o original pois foi nele que tudo começou e por ser o primeiro foi mais chocante, mas é inegável que a reviravolta no final desta sequência seja igualmente chocante como foi quando assisti "Jogos Mortais" pela primeira vez. Muito bem construido, "Jogos Mortais 2" ainda deixa um brecha para um terceiro filme. E que venha "Jogos Mortais 3"...
NOTA: 9
- Venceu o Prêmio Cinéfilo de Terror e Suspense na categoria de Melhor Edição.
- Recebeu outras 2 Indicações: Melhor Atriz Coadjuvante (Shawnee Smith) e Melhor Roteiro Adaptado.
INCIDENT ON AND OFF A MOUNTAIN ROAD
De Don Coscarelli. Com Bree Turner, Angus Scrimm, John de Santis e Ethan Embry. Terror/Suspense. 50 min.
Antes de mais nada deixe-me explicar o que é "Masters of Horror" para aqueles que ainda não ouviram falar. Mick Garris (O Iluminado, A Tempestade do Século) e mais alguns amigos decidiram chamar os melhores diretores do ramo para cada um dirigir um episódio de 50 minutos. Neste primeiro episódio temos Don Coscarelli, um diretor não muito conhecido mas que alcançõ status com seu aclamado "Bubba Ho-Tep".
Neste primeiro episódio, intitulado "Incident On and Off A Mountain Road", temos uma garota que acaba batendo num carro que se encontrava parado no meio da estrada. Ao sair para pedir ajuda ela acaba encontrando uma certa criatura carregando um corpo quase morto de uma jovem garota. Começa então uma grande caçada e uma grande perseguição, envolvendo não só a mocinha e o vilão, mas sim outros personagens.
Don Coscarelli faz um excelente trabalho como diretor neste filme, fazendo os atores terem uma boa atuação e criar cenas de total medo e desepero, algo bastante incomum nesses filmes feitos para a televisão. esse pode ser considerado como um de seus melhores trabalhos. Este episódio com certeza é uma grande coisa em sua carreira.
O roteiro foi escrito por ele mesmo juntamente com Stephen Romano baseado no conto de Joe R. Lansdalem que foi o escritor do mesmo conto que inspirou "Bubba Ho-Tep". O roteiro é muito bem construido, com cenas extremamente bem elaboradas e com diálogos muito bem feitos. Possui alguns defeitos como situações exageradas e a não explicação de como surgiu aquela coisa horrenda que é o vilão. Mas tirando esses pequenos defeitos, o roteiro é bem trabalhado e possui um final esplendoroso.
As atuações não são grande coisa, mas não são nada que possa se comparar á Ben Affleck. Cada atuação possui um tom de horror e drama deiferente, o que é algo excelente pois mostra que cada personagem tem sua própria personalidade. Novamente, não são grande coisa, mas dá pro gasto.
A equipe técbica é muito boa. Muito bem fotografado com excelente ângulos juntamente com uma excelente direção de arte. A edição do filme também é algo muito bom, intercalando passado e presente de forma que possa ajudar a compreender o que está acontecendo. Excelente!!!
"Mestres do Horror" inicia com um episódio muito bem feito e espero que continue assim ou até mesmo melhore. Esse é realmente um dos melhores grupos de diretores e Don Coscarelli cumpriu seu dever e criou uma história realmente assustadora e com bons momentos. Muito bom!!!
NOTA: 8
FILMES VISTOS NESTE FIM DE SEMANA
ABRACADABRA (Hocus Pocus)
De Kenny Ortega. Com Jason Marsden, Bette Midler, Sarah Jessica Parker, Kathy Najimy, Omri Katz, Thora Birch e Vinessa Shaw. Aventura/Fantasia/Comédia. 104 min.
Bom filme que invoca o tema o espírito do halloween. Muito bem feito, com excelentes figurinos, direção de arte, trilha sonora e edeitos especiais. As atuações são muito boas também, mas o roteiro é bastante falho ao ser ás vezes infantil em excesso, com piadinhas sem graça e etc. Uma boa pedida para essa época do ano.
NOTA: 7
DARK WATER - ÁGUA NEGRA (Honogurai mizu no soko kara)
De Hideo Nakata. Com Hitomi Kuroki, Rio Kanno, Mirei Oguchi, Asami Mizukawa, Fumiyo Kohinata, Yu Tokui, Isao Yatsu e Shigemitsu Ogi. Terror/Suspense/Drama. 101 min.
Muito melhor do que sua refilmagem dirigida por Walter Salles, esse longa merec mais destaque por mostrar que a mãe da garota pode fazer mais do que apenas chorar e tomar remédios e coisas do tipo. Possui um excelente roteiro e cenas realmente impressionantes. Hideo retorna ao mundo do horror oriental de forma esplendorosa em um escelente filme de horror, que possui grandes tons dramáticos.
NOTA: 8
ADORADORES DO DIABO (Devour)
De David Winkler. Com Jensen Ackles, Shannyn Sossamon, Martin Cummins, Dominique Swain, William Sadler, Rob Stewart, Jenn Griffin e R. Nelson Brown. Terror/Suspense. 90 min.
"Adoradores do Diabo" é um sádico conto que conta a história de jovens adolescentes que acabam se metendo em um jogo on-line que acaba tomando a vida de alguns deles. O filme não é dos melhores, mas possui bons sustos e a reviravolta na metade final é algo surpreendente. As atuações são apenas corretas, nada de mais. O filme não é uma bomba, apenas serve como diversão.
NOTA: 6
MIGRAÇÃO ALADA (Le Peuple Migrateur)
De Jacques Perrin, Jacques Cluzaud e Michel Debats. Com Philippe Labro e Jacques Perrin. Documentário/Drama/Aventura/Musical. 89 min.
Um dos mais belos filmes que já vi. O documentário acompanha vários pássaros em suas migrações e apresenta belíssimas imagens e algumas até mesmo assustadoras de tão incríveis. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário, mas com certeza deveria ter sido indicado em Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora. Um filme belíssimo com impressionantes imagens. Um dos melhores do gênero.
- Recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Documentário.
NOTA: 8
PSICOSE (Psycho)
De Alfred Hitchcock. Com Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles, John Gavin e Martin Balsam. Suspense/Drama. 109 min.
Obra-prima de Hitchcock e um de seus melhores e mais chocantes filmes. Atuações mais do que perfeitas e um roteiro inteligentíssimo. Fotografado com esplendor, cenários incríveis, edição primorosa e trilha sonora arrebatadora. "Psicose" é um total triunfo. Hitchcock choca e impressiona com este que é considerado o filme mais emocionante da história pelo AFI.
- Recebeu 4 indicações ao Oscar: Melhor Diretor (Alfred Hitchcock), Melhor Atriz Coadjuvante (Janet Leigh), Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.
- Na minha opinião ainda deveria ter sido indicado em: Melhor Filme, Melhor Ator (Anthony Perkins), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.
- Venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Janet Leigh).
NOTA: 10
PSICOSE (Psycho 98)
De Gus Van Sant. Com Vince Vaughn, Anne Heche, Julianne Moore, Viggo Mortensen e William H. Macy. Suspense/Drama. 105 min.
As únicas coisas boas dessa nova versão de "Psicose" são aquelas que permaneceram intactas como a fotografia, a trilha sonora e a edição do filme. Pois o resto é descartável. Anne Heche está terrível no filme e merecia o Framboesa de Ouro. Gus Van Sant se mostra ser um terrível diretor de suspenses e espero que tenha aprendido a lição. Refilmar "Psicose" é com repintar a Mona Lisa. Como vários disseram "É algo que não está quebrado, não tente consertá-lo", "Psicose" é um filme genial e que não merecia esse tipo de tratamento. A Universal errou feio ao deixarem ele fazer isso. Uma pena.
- Vencedor do Framboesa de Ouro de Pior Diretor (Gus Van Sant) e Pior Refilmagem. Além de ser indicado em Pior Atriz Coadjuvante (Anne Heche).
NOTA: 7
E é isso pessoas...
Veja abaixo os melhores do "1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA" na minha opinião:
14-MELHOR TRILHA SONORA
Suspiria, por The Goblins e Dario Argento
Uma das melhores trilhas no mundo do horror. "The Goblins" juntamente com Dario Argento criaram temas que lembram muito a fantasia e o mundo místico do filme e se encaixa perfeitamente com os acontecimentos
13-MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Terra dos Mortos
Os efeitos especiais de hoje em dia estão cada vez mais perfeitos e "Terra dos Mortos" mostra como se faz isso no mundo do horror. As explosões, os efeitos de maquiagem e a multiplicação de zumbis são alguns exemplos.
12-MELHOR EDIÇÃO
Suspiria, por Franco Fraticelli
Franco fez um excelente trabalho nesse filme, deixando as cenas de horror com vários cortes e as cenas calmas com cortes bastante raríssmos. Um excelente edição.
11-MELHOR MAQUIAGEM
Terra dos Mortos, por Greg Nicotero e Howard Berger
É impossível fazer um filme de horror sem uma bela maquiagem, e o mundo de hoje permite cada vez mais tornar mais verossímeis as maquiagens. "Terra dos Mortos" possui um dos mais assutadores zumbis já vistos e a maquiagem ajuda muito nisso.
10-MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Suspiria, por Giuseppe Bassan
O que dizer? Perfeito. A direção de arte de "Suspiria" é algo memorável. Giuseppe criou cenários que lembram muito um mundo de fantasia e terror, algo muito particular neste filme. A direção de arte apela muito para o vermelhor e outras cores quentes. Excelente.
9-MELHOR FIGURINO
O Homem de Palha, por Sue Yelland
Os figurinos de Sue se adequam muito bem ao estilo e á epoca em que se passa "O Homem de Palha" ainda mais na sua metade final, one temos aquela gloriosa cena do dia 1° de Maio.
8-MELHOR FOTOGRAFIA
Suspiria, por Luciano Tovoli
Não a melhor do festival, mas uma das melhores que já vi. A fotografia abusa das cores para tornar o filme muito mais fantástico que ele mesmo já é. Os ângulos de cada cena são geniais, normalmente mantendo o ator no meio do enquadramento. A proporção do filme, 2.35:1 é raramente usada em filmes de horror e nesse coube direitinho essa proporção, deixa o filme muito mais grandioso.
7-MELHOR ROTEIRO
A Entrevista, por Daisuke Tengan
O roteiro de "A Entrevista" é algo simplismente surreal. Misturando drama, comédia, romance e finalmente horror junto á uma história que se mostra ao desenrolar do filme ser uma das mais chocantes e originais já vistas no cinema. Uma grande descoberta.
6-MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Eihi Shiina (A Entrevista)
Eihi Shiina faz um excelente trabalho ao interpretar a jovem garota que é seduzida por Ryo Ishibashi, que também está ótimo no filme. Sua transformação ao longo do filme é uma das melhores e mais impressionantes coisas que já vi e a cena final é algo realmente perturbador.
5-MELHOR ATOR COADJUVANTE
Michael Ironside (Scanners - Sua Mente Pode Destruir)
Michael faz um belíssimo trabalho como o vilão do filme. Seu trabalho é tão belo e perfeito que arrisco dizer que merecia uma indicação ao Oscar por ela. Com certeza algo que ficará na minha memória para sempre.
4-MELHOR ATRIZ
Jessica Harper (Suspiria)
Novamente "Suspiria" vem como um dos melhores. Jessica se mostra ser uma excelente, competente e madura atriz ao encarnar a personagem principal do filme com total esplendor. Excelente!!!
3-MELHOR ATOR
Christopher Lee (O Homem de Palha)
Christopher Lee é um excelente ator e neste aqui está melhor do que nunca. Sua atuação é algo espantoso de tão boa. Espero ancioso pelo dia em que a Academia reconheça o trabalho deste talentoso ator.
2-MELHOR DIRETOR
Dario Argento (Suspiria)
"Suspiria" é um filme que não poderia ser dirigido por qualquer um, mas sim por alguém que realmente entendesse esse mundo e soubesse como filmá-lo de modo como merecia. Dario escreveu e dirigiu este excelente filme e dirige belíssimamente. Os atores são meros coadjuvantes, onde as cores e o roteiro são o que realmente importam. Dario faz aqui um de seus melhores trabalhos.
1-MELHOR FILME
Suspiria, de Dario Argento
E finalmente chegamos ao que, ao meu ver, é o melhor filme do festival. "Suspiria" é total sucesso e isso se deve á incrível mente de Dario Argento. Suspiria é um filme inteligente, bonito, com belas atuações e excelente direção. O melhor do festival.
E é isso pessoal...
CRASH (Crash)
De Paul Haggis. Com Sandra Bullock, Dom Cheadle, Matt Dillon, Jennifer Esposito, William Fichtner, Brendan Fraser, Terrence Dashon Howard, Thandie Newton, Ryan Phillippe, Tony Danza. Drama. 113 min.
"Crash" é um filme poderoso. Dirigido por Paul Haggis (Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por "Menina de Ouro") e com uma constelação de estrelas de dar inveja. Excelentes atores e atrizes que exercem com perfeição seus papéis. O roteiro do filme é simplismente fabuloso, misturando várias histórias mas todas elas com 2 coisas em comum: Racismo e carro. Todas ela tem essas duas coisas e também todos personagens estão ligados de alguma forma. Ficamos sabendo a história de.
Jean - Uma mulher que após ser assaltada por 2 negros, fica horrorizada e começa a temer tudo a sua volta.
Anthony e Peter - Os dois assaltantes que assaltaram Jane acabam se metendo com Cameron, um cara que não está nada bem.
Cameron - Após ser parado por dois policiais, ele e sua mulher são revistados. O policial acaba molestando sua mulher e ele fica sem falar nada, o que acaba irritando sua mulher e gerando uma briga entre os dois.
Ryan - O policial que molestou Christine. Ele acaba tendo problemas com seu parceiro por causa desta atitude.
Hanson - O parceiro de Ryan. Ele fica muito indeciso em contar ou não contar o que aconteceu com Ryan e a mulher do carro.
Graham - Detetive que enfrenta problemas com a namorada, mãe, e emprego.
Bom, são várias histórias, todas ligadas umas com as outras e todas com aqueles dois temas em comum. Temos aqui uma excelente crítica á sociedade de hoje em dia já que o filme critica não apenas o racismo de preto para branco, mas também de americanos para estrangeiros e de preto para branco. Um bom exemplo é o do assaltante Anthony. Ele está sempre de mal com os brancos, passa o filme inteiro xingando os brancos e quando de repente se depara assaltando um negro, ele fica sem palavras e imóvel sem saber o que fazer. O que Anthony estava fazendo é descrito como racismo. Não somente de negro para branco, mas negro para negro pois cada vez que ele fala uma coisa ruim dos brancos, ele fala mais 2 falando mal de o porque os brancos deveriam temer os negros. São cenas de deixar o espectador boquiaberto. Com atuações incríveis. Sandra Bullock finalemte conseguiu se recuperar da sua má temporada cheia de "Miss Simpatia 2" e etc. Sua personagem é uma mulher que foi assaltada por dois negros e depois disso fica meio neurótica. Ela acaba desconfiando do chaveiro que veio trocar a fechadura da sua casa, e depois disso descobrimos que o chaveiro é um pai super-carinhoso que faz qualquer coisa para proteger a filha e a família. São esse tipo de coisas que faz esse filme ser tão interessante.
A direção de Paul Haggis é simplismente perfeita. Atuações muito mais que convicentes e com um tom de drama perfeito, nada muito ousado, mas também nada muito fraquinho. O roteiro escrito pelo próprio Paul Haggis é mais do que excelente. O jeito que ele nos leva por essas histórias, intercalando personagens e ainda com excelentes diálogos faz desse um dos melhores roteiros do ano. São cenas que ficarão na memória e diálogos inesquecíveis.
Outra coisa que me chamou muita atenção foi a edição do filme. Com tantas histórias para ser contada, o editor conseguiu perfeitamente separar cada uma delas e não deixar o filme confuso em nenhuma parte. A edição do filme não se utilizou de mudança de cores como aconteceu em "Traffic" o que acabou deixando o filme muito mais interessante pois isso foi uma forma de dizer "isso não histórias separadas, são várias histórias para contar uma história". É simplismente uma edição fantástica.
Não tem como falar mal de "Crash". Esse filme é simplismente soberbo, com atuações incríveis, uma direção e um roteiro geniais e com uma edição fabulosa. É impossível esse filme ficar de fora da categoria de Melhor Roteiro Original no Oscar 2006. "Crash" é simplismente o Melhor Filme do Ano até Agora.
NOTA: 9,5
- Venceu 4 prêmios no Prêmio Vênus: Melhor Ator Coadjuvante (Matt Dillon), Melhor Atriz Coadjuvante (Thandie Newton), Melhor Roteiro Original e Melhor Canção (In The Deep). Além de receber outras 2 Indicações: Melhor Edição e Melhor Filme.
1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA
SUSPIRIA (Suspiria)
De Dario Argento. Com Jessica Harper (Suzy Bannion), Stefania Casini (Sara), Flavio Bucci (Daniel), Miguel Bosé (Mark), Barbara Magnolfi (Olga), Susanna Javicoli (Sonia), Eva Axén (Patty Hingle), Rudolf Schundler (Prof. Milius), Udo Kier (Dr. Frank Mandel), Alida Valli (Srta. Tanner), Joan Bennett (Madame Blanc), Jacopo Mariani (Albert), Giuseppe Transocchi (Pavlo), Renato Scarpa (Prof. Verdegast), Margherita Horowitz, Fulvio Mingozzi, Franca Scagnetti, Serafina Scorceletti. Terror/Suspense/Drama. 98 min.
Estava á espera pela oportunidade certa de poder assistir esse filme desde 2001. O DVD do filme estava sempre esgotado, nenhuma locadora o possuia, eis quando vejo a programação do "1° Festival de Cinema Fantástico de POA" e noto que o fechamento do festival será feito justamente com "Suspiria". Essa sim era a grande chance. Fiquei conhecendo "Suspiria" através de uma revista que informava os melhores DVD´s de horror que dificilmente seriam lançados no Brasil, em 1° lugar estava "Suspiria" e desde então pesquiso não só sobre o filme, mas também sobre seu diretor: Dario Argento.
Suzy Bannion é uma estudante americana de balé que vai para a Alemanha aprimorar seus estudos de dança numa conceituada academia.Lá chegando, ela se depara com uma situação insólita, com uma mulher saindo desesperada da escola, gritando palavras incompreensíveis pelo barulho da chuva. Ao tentar se apresentar na porta da academia, é mal recebida por uma voz feminina no interfone, obrigando-a a retornar no dia seguinte. Uma vez finalmente ingressada na escola, ela é recepcionada por uma das professoras, a severa Srta. Tanner (Alida Valli), e pela vice diretora, Madame Blanc (Joan Bennett), as quais a apresentam para vários outros estudantes como o jovem Mark (Miguel Bosé), e as moças que viriam a ser suas companheiras de quarto, Olga (Barbara Magnolfi) e Sara (Stefania Casini), além de alguns dos professores como Daniel (Flavio Bucci), um cego que toca piano, e Prof. Verdegast (Renato Scarpa), que também é médico, e um ajudante geral romeno com uma cara de doente mental chamado Pavlo (Giuseppe Transocchi).
Na escola, Suzy fica sabendo que a mulher histérica que ela vira anteriormente na chuva fugindo desesperada, Patty Hingle (Eva Axén), era uma aluna expulsa que descobrira um segredo proibido e que fora brutalmente assassinada logo depois numa cena forte de violência gráfica envolvendo também uma outra amiga, Sonia (Susanna Javicoli), com direito a esfaqueadas, enforcamento e pedaços de vidro perfurando o peito e a cabeça. Além disso, a jovem bailarina americana recém chegada entra em contato com vários eventos bizarros na academia, como lesmas caindo do teto, e a ocorrência de outros assassinatos como o do pianista cego destroçado pelo próprio cachorro que lhe servia de guia, numa outra cena sangrenta no melhor estilo dos filmes de horror italianos.
Ela desconfia de algo muito misterioso acontecendo dentro da escola através do estranho comportamento dos professores, e conhece então o psiquiatra Dr. Frank Mandel (o alemão Udo Kier) e o Prof. Milius (Rudolf Schundler), autor do livro "Paranóia ou Magia?", os quais lhe relatam a existência e prática de bruxaria pelo mundo.
"Suspiria" possui um dos mais belos trabalhos de direção no mundo do horror. Dario Argento criou um verdadeiro clássico ao apresentar para o mundo sua visão da história das 3 mães, iniciada aqui com a Mãe dos Suspiros. Pouco dá bola para os atores e se preocupa mais em deixar seu filme cada vez mais estiloso, com uma belíssima fotografia e excelentes cenários. As mortes são excelentemente coreografadas e sendo assim clássicas. Dario mostra do que realmente é capaz e cria um dos melhores e mais bonitos filmes de horror da história.
O roteiro foi escrito pelo própri Dario Argenti juntamente com sua esposa Daria Nicolodi, baseado no livro "Suspiria de Profundis" de Thomas De Quincey. O roteiro do filme pouco tem a ver com a obra, mas no livro são citadas as 3 Mães. O filme é bastante inteligente ao retratar o drama vivido não só pela personagem de Jessica Harper, mas sim o drama que todas aquelas garotas vivem nessa escola. O filme é praticamente todo protagonizado por mulheres, uma das especialidades de Dario Argento. O modo como os dois construiram e levam isso para as telas é algo totalmente irracio´nal. É uma longa viajem louca no submundo da magia e do misticismo constrastando com cores fortes e quentes para fazer o espectador se sentir deslumbrado e ao mesmo tempo incomodado. O mistério de "Suspiria" é lentamente desenvolvido e algumas coisas você tem que descobrir por si mesmo, o que torna o filme muito mais interessante já que você interagi junto com ele. Dario é conhecido como um daqueles diretores que não dão muito valor para os atores em set, mas é impossível falar bem a bela atuação de Jessica Harper que se apresenta como a mais madura entre as garotas do colégio. Sua voz, a mais grave e a mais adulta, entrega que essa não é apenas mais uma estudante, e isso é um grande golpe do mestre Dario. Jessica interpreta belíssimamente a bailarina que se vê perdida nesse mundo fantástico.
Logo na primeira cena do filme notamos o quão boa é a fotografia do filme. Fotografado por Luciano Tovoli, que ainda vive e continua fazendo um trabalho belíssimo em seus filmes. Os ângulos usados nesse filme são exatamente aquilo que uma boa obra-de-arte pede. São ângulos clássicos e belíssimos, realçados com a vibrantes cores quentes e varidas sombras que permeiam o filme desde seu início até seu fim. Com certeza uma das mais belas fotografias da história do cinema. Para ajudar na bela fotografia, Giuseppe Bassan criou imensos e lindos cenários com muitas luzes e muitas cores, exatamente o que Dario Queria para dar aquele tom de fantasia ao filme. A direção de arte é algo surreal, misturando realidade com imaginação, criando um mundo colorido, mas que atrás de todas essas cores guarda um terrível segredo e terríveis mortes. Temos ainda a excelente trilha sonora composta pelo gurpo de rock-progressivo "The Goblins" junto com a participação de Dario Argento. A trilha apresenta certos tons que dao um ar de misticismo e fantasia no ar, juntamente com toques de extremo horror e drama. Dario e The Goblins conseguiram criar uma trilha que funciona perfeitamente com o filme e que te leva em uma viajem totalmente alucinante e louca.
"Suspiria" marca o grande amadurecimento de Dario Argento, fazendo assim ser esse um de seus melhores e mais belos filmes. Direção e roteiro impecáveis e atuações excelentes. Equipe técnica perfeita e bastante competente. "Suspiria" se torna um dos meus filme favoritos e entra para a lista dos mais belos também. Dario Argento é um mestre no horror, mas talvez nem mesmo Hitchcock poderia criar uma história ou um visual como este visto em "Suspiria". Totalmente um delírio visual!!!
NOTA: 10
RT: 94%
E assim terminou o "1° Festival de Cinema Fantástico de POA". Com vários filmes, entre eles alguns excelentes, outros nem tanto, mas o que vale é a diversão mesmo. O cinema fantástico é mundo abrangente e espero que esse festival ocorra mais e mais vezes.
Sinopse: Boca do Inferno
1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA
A CASA DOS MAUS ESPÍRITOS (House on Haunted Hill)
De William Castle. Com Vincent Price, Carolyn Craig, Richard Long, Elisha Cook Jr., Carol Ohmart, Alan Marshal, Julie Mitchum, Leona Anderson e Howard Hoffman. Terror/Suspense. 74 min.
Pode se dizer que foi William Castle que realmente inventou o horror. Antes dele os filmes de horror eram mais considerados como dramas chocantes do que propriamente dito horror. Em seus filme normalmente o vilão era sobrenatural e era isso que mais chamava a atenção dos espectadores, a idéia de um vilão que pode não ser morto é algo tentador. Ele ainda criou talvez os filmes mais originais que já vi como "13 Fantasmas (1960" e "A Casa dos Maus Espíritos (1959)". Ambos com história bastante intrigantes e com cenas que ainda hoje assustam.
No aniversário de sua esposa, Frederick Loren convida um grupo de pessoas para festejar o aniversário em uma dita mansão assombrada. Os convidados que sobreviverem a noite inteira dentro da mansão receberão um cheque no valor de 10 mil dólares. Apartir de então, as coisas começam a ficar feias.
Dirigido belíssimamente e com total esplendor pelo experiente William Castle, esse filme se mostra ser um dos mais maduros de sua época, já que nos anos 50 o horror servia apenas como diversão e esse, assim como os outros filmes de William, foi tratado com seriedade e proficionalismo. Um dos melhores trabalhos de William.
O roteiro do filme possui alguns clichês que para a época eram coisas novas, mas olhando hoje e ver como o cinema de horror foi copiado através dos anos é realmente triste. Mas mesmo assim o filme permanece como um dos mais inteligentes que já vi. A idéia de se ter um grupo de pessoas lutando para sobreviver em uma mansão assombrada por dinheiro é algo realmente surreal. Tudo isso se deu graças á mente de Robb White, que já havia trabalhado com William em "Macabro" e futuramente estaria trabalhando com ele novamente em filmes como "Força Diabólica" e "13 Fantasmas". Sempre fazendo um grande trabalho.
O elenco está muito bem , mas merecem destaque Vincent Price e Carol Ohmart. O casal que possui um grande ódio um pelo outro foi interpretado com esplendor estes dois atores que acabam tornando o filme cada vez mais real e assutador. O drama exercido na atuação de Carol Ohmart é algo extraordinário, e na reviravolta que o filme dá em seus últimos 15 minutos ela acaba surpreendendo mais e mais com sua grande interpretação. Fico sem palavras para descrever a perfeição de Vincent Price. Ele possui um charme e ao mesmo tempo um certo tom macabro em seu estilo e voz, que acaba deixando todos com um ar de dúvida se ele é ou não vilao da história. Simplismente impecável.
A direção de arte do filme é algo realmente muito importante, mas foi pouco explorada. Do lado de fora vemos uma enorme mansão e dentro da casa visitamos os mesmo lugares inúmeras vezes, sem explorar a mansão melhor. Mas o que vemos da mansão já é o bastante para sentirmos o medo necessário. A fotografia do filme é realmente algo extraordinário. Filmado em preto e branco, o filme se utiliza muito das luzes para criar o tom perfeito de pavor e medo. A trilha sonora de Von Dexter é algo surreal. Clássico e ao mesmo tempo assutador, possui um dos temas mais clássicos e uma orquestração belíssima.
"A Casa dos Maus Espíritos" é uma viagem louca ao submundo da terrível mente de William Castle e suas loucas idéias. Extremamente bem dirigido e atuado, este filme ainda conseguiu me dar sustos, mesmo sendo feito á quase 50 anos atrás. E se o filme consegue assutar depois de 50 anos, é porque ele funcionou e ainda funciona muito bem como um terror. William Castel é um gênio e conseguiu criar um dos melhores e mais inteligentes filmes de horror que já vi.
NOTA: 9,5
RT: 100%
A CASA DA COLINA (House on Haunted Hill)
A refilmagem desse clássico é bastante inferior, mas ainda assim consegue ser uma grande homenagem e o ator Geoffrey Rush está excelente recaptulando o personagem interpretado por Vincent Price. A semelhança é incrível. O divertido do filme é ver como as pequenas cenas daquele filme de apenas 150 mil dólares, se tornaram em um filme de $19,000,000. Cenas como a queda do lustre e a grande reviravolta no final do filme com a esposa de "Stephen H. Price" (visivelmente homenageando Vincent PRICE) são coisas que me agradaram no filme. Mas mesmo assim é bastante inferior, mas diverte.
NOTA: 6,5
RT: 22%
MC: 28
1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA
THE BEYOND (E tu vivrai nel terrore - L'aldilà)
De Lucio Fulci. Com Katherine MacColl, David Warbeck, Sarah Keller, Antoine Saint-John, Veronica Lazar, Anthony Flees e Giovanni De Nava. Terror. 87 min.
Considero Lucio Fulci um grande diretor. Capaz de criar extensas cenas de assassinatos e com muitos efeitos de maquiagem. Assi é a maioria de seus filme e não poderia ser diferente com "The Beyond", longa dirigido por ele que explora um dos universos que ele mais gostava de abordar: o dos mortos-vivos.
Em Lusiana existe um hotel que fica sobre uma das sete portas do inferno. Segundo a profecia de um livro místico, o Eibon, será ali que os mortos se reunirão no dia do juízo final - coisa que os protagonistas descobrem da forma mais desagradável possível.
Lucio Fulci esbanja imaturidade neste longa ao não dar bom proveito de uma história que poderia se tornar em um grande clássico do horror. O diretor não se preocupa nem um pouco com o roteiro ou com atuações, mas sim com a maquiagem e a fotografia. Os efeitos de maquiagem são excelentes, e ao mesmo tempo exagerados. Lucio se preocupa mais em chocar visualmento o espectador do que com uma boa história e boas atuações, o que já é esperado de um projeto seu.
O roteiro apresenta uma boa premissa e durante algum tempo consegue prender nossa atenção, mas ao longo do filme as coisas vão piorando e cada vez mais a atenção se volta nas mortes bem elaboradas e cada vez mais longas. Cada morte dura em torno de 5 minutos, algo realmente longo. O roteiro ainda nos deixa sem resposta para inumeras perguntas como: Quem é a cega Emily? Se ela é um fantasma ou um zumbi, como pode morrer novamente? O que a planta do hotel tem de tão importante que não pode ser vista? E aquela garotinha. Que função ela exerce na história? Um fraco roteiro que poderia ser bem mais explorado.
Como eu disse acima, Lucio não se preocupa com as atuações e justamente por isso, o filme é um tanto silencioso e os atores não fazem grande coisa. São os bonecos que tem grande destaque. Mas uma atuação em particular me chamou a atenção justamente por ser a melhor do filme: a de Sarah Keller, que na verdade se chama Cinzia Monreale. Sua personagem é talvez a mais misteriosa, inteligente e a mais útil do filme.
A qualidade técnica é bastante competente. Os efeitos de maquiagem são extraordinários e ao mesmo tempo exagerados, muito exagerados. A cena da morte com as aranhas é bastante chocante, até uma parte. Foi justamente esse tipo de exagero que acabou tirando alguns pontos do filme. Temos uma excelente fotografia, se preocupando em mostrar bem o espaço em que os personagens se encontram e normalmente deixando-os no canto da tela. A trilha sonora é bastante melódica e mística em boa parte do filme, mas em certos momentos, apesar de ser bem conduzida, ela não fecha com a cena e parece ter sido algo feito de última hora.
"The Beyond" é um filme que poderia ser pior, e também poderia muito, mas muito melhor. Poderia ser pior se as mortes não fosse tão originais e exgaeradas e poderia ser melhor se a história fosse mais explorada. Lucio comete um erro ao deixar as interpretaçoes de lado pois talvez seria essa a única salvação do filme. "The Beyond" é óbviamente um clássico, mas não dos melhores.
NOTA: 5
RT: 46%
PLANO DE VÔO (Flight Plan)
De Robert Schwentke. Com Jodie Foster, Peter Sarsgaard, Sean Bean, Marlene Lawston, Kate Beahan, Matthew Bomer e Erika Christensen. Suspense/Ação/Aventura/Drama. 98 min.
A comparação deste filme "Vôo Noturno" e "Quarto do Pânico" é praticamente eminente. "Plano de Vôo" e "Vôo Noturno" tem suas histórias bastante parecidas, um sequestro em pleno avião, e "Plano de Vôo" com "Quarto do Pânico" por se tratar de um filme em que se passa em apenas um lugar que é diferente de tudo o que já vimos e possui alguns segredos. Talvez seja justamente por isso que "Plano de Vôo" perde alguns pontos, mas funciona com um bom filme.
Kyle Pratt (Jodie Foster) é uma mulher devastada emocionalmente, devido à recente morte súbita de seu marido. Em meio a uma viagem de Berlim a Nova York, estando a mais de 40 mil pés de atitude e a bordo de um moderno avião, Kyle entra em pânico após perceber o desaparecimento de sua filha de 6 anos, Julia (Marlene Lawston). Desesperada, Kyle precisa provar à tripulação e aos passageiros sua sanidade, já que não há pista alguma sobre o paradeiro de Julia, e ao mesmo tempo convencer a si mesmo que não está enlouquecendo.
O diretor Robert Schwentke é pouco conhecido e esse é seu primeiro filme que acabou fazendo grande sucesso, por apresentar uma atriz famosa. Sua direção é bastante inútil, sem muito poder de controle e nota-se claramente a falta de responsabilidade e talento. A escolha errada para dirigir este filme.
Os roteiristas Peter A. Dowling (cujo esse é seu primeiro trabalho) e Billy Ray (que escreveu o roteiro de Volcano - A Fúria) até tentam criar um certo tom de clautrofobia e momentos de total loucura e confusão, mas falham na maioria das vezes. O filme possui um bom enredo, mas talvez eles poderiam ter deixado outra pessoa cuidar do roteiro. No final do filme muitas perguntas não respondidas e é claro tem o final óbvio, e acho que não só eu mas como muitas pessoas já estão cansadas desses filmes com finais óbvios.
O que realmente segura o filme é o excelente elenco, que atua maravilhosamente. Jodie Foster está excelente, como sempre, no papel da mãe que se vê numa situação complicada ao ver que sua filha desapareceu em pleno vôo. Temos também Peter Sarsgaard que interpreta um segurança que á todo momento tenta estragar os planos de Jodie Foster. E para completar temos Sean Bean que interpreta o capitão do avião que se vê bastante confuso nesta situação inteira.
O filme possui uma bela fotografia juntamente com uma soberba direção de arte. O avião parece ser algo extraordinário de tão grande. A quantidade de cenários visitados pela personagem é tamanha que parece que ela está em um labirinto. Talvez foi essa a sensação que os diretores quiseram passar. Temos um edição bastante normal que não atrapalha mas que também não ajuda em nada. A trilha de James Horner patética, tentando ás vezes criar momentos dramáticos e em outras vezes momentos bastante assutadores, falhando em todas elas.
Ao final do filme ficamos com a seguinte pergunta na cabeça "por que tudo isso?". O filme não nos dá uma explicação e deixa tudo no ar. O roteiro foi muito mal desenvolvido, ao contrário do excelente "Vôo Noturno" que além de apresentar um excelente suspense possuia um grande desfecho e uma rasão para tudo aquilo. "Plano de Vôo" poderia ser mais, muito mais.
NOTA: 5
RT: 37%
MC: 53
Também assisti:
COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ: Um filme engraçadinho mas inútil. As tentativas do personagem de Adam Sandler se mostram ter sido inúteis ao final do filme, quando se comprova que a persongem de Drew nunca voltará a ser a pessoa que era antes. As atuaçõe são boas, mas o desfecho do filme não cumpre com o que foi apresentado anteriormente.
NOTA: 5
COISAS BELAS E SUJAS: Um filme bastante tenso e forte, com um assunto bastante atual e polêmico. Indicado ao Oscar de Roteiro Original, este filme possui excelente direção e roteiro e soberbas atuações. O filme possui um excelente tema e situações inimagináveis que cumprem com o estado do filme. Um desfecho realmente imperdível. Excelente!!!!
NOTA: 9
1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA
SCANNERS - SUA MENTE PODE DESTRUIR (Scanners)
De David Cronenberg. Com Jennifer O'Neill, Stephen Lack, Patrick McGoohan, Michael Ironside, Lawrence Dane e Robert Silverman. Terror/Suspense/Drama. 103 min.
Como eu disse em "Marcas da Violência", David Cronenberg é um grande diretor, mesclando o terror e o bizarro junto com o drama, criando assim clássicos filmes como esse "Scanners". Nada melhor do que um excelente filme de terror dos anos 80. Talvez seja "Scanners" um dos filmes que deu origem á grande década do horror que foi os anos 80, por ser tão inteligente e ao mesmo tempo chocante.
O que acontece quando algumas pessoas descobrem que suas mães tomaram um certo remédio experimental quando as conceberam? Acham-se dotadas de poderes paranormais incríveis que concedem a seus portadores uma incrível forca mental, capacidade de manipular objetos e até mesmo seres vivos com a mente, além de causar a morte de alguém utilizando telepatia. Essas pessoas são conhecidas como Scanners e serão capazes de tornar sua vida um paraíso... ou um inferno!
David Cronenberg dirigiu e escreveu este filme e isso acaba dando grande crédito de seu brilhantismo á ele. O roteiro é excelente, criando uma história nunca contada ou imaginada e ainda por cima com um excelente desenvolvimento. Os diálogos são extraordinários, dando a idéia de que nada disso é ficção e sim algo real. A direção de David também é excelente, uma direção proficional em um grande filme de horror, algo raro de se encontrar. David dirige com seriedade e com grande dominação do assunto. Ele sabia mais do que ninguém o que fazer para tornar esse filme um grande filme, já que foi criação dele mesmo.
O filme possui excelentes atuações. Stephen Lack está excepcional neste filme, fazendo o papel mais dramático. Temos também Jennifer O'Neill que faz a mocinha do filme, no qual está extremamente útil, algo raramente visto nesse tipo de filme. Mas o ponto alto das atuações é mesmo Michael Ironside, que interpreta o vilão do filme. Sua atuação é realmente algo assustador. As expressões faciais do ator são apavorantes e ele consegue se manter como o melhor do filme.
O filme não usa uma grande fotografia, dando mais espaço para os atores fazerem seus trabalhoe darem a verdadeira beleza ao filme. Mas a maquiagem do filme é realmente excelente. A explosão da cabeça é um exemplo do qãu excelente é essa maquiagem, que deveria ter merecido o reconhecimento da Academia. A edição e a trilha sonora são boas, mas nada comparado com as atuações e a maquiagem do filme.
"Scanners" é um grande e excelente clássico que possui excelente direção e roteiro e memoráveis atuações de seus protagonistas. Ao lado de "A Entrevista", um dos melhores do festival.
NOTA: 9,5
RT: 80%
1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA
A ENTREVISTA (Ôdishon - Audition)
De Takashi Miike. Com Ryo Ishibashi, Eihi Shiina, Tetsu Sawaki, Jun Kunimura, Renji Ishibashi, Miyuki Matsuda, Toshie Negishi e Ren Osugi. Drama/Suspense/Terror/Romance. 115 min.
Era para eu ter ido assistir "A Bruma Assassina" de John carpenter, mas não sei por que eu mudei de idéia na hora e fui assistir á esse filme japonês. Pouco conhecido pelo mundo, mas cultuado pelos mais aficionados por terror, "A Entrevista" nos leva há uma viagem pela mente de uma pessoa num estado de constante dor e perigo.
Shigeharu Aoyama é um homem cujo filho vive reclamando que está divorciado há muito tempo. Afim de arranjar uma namorada ele conversa com um produtor de cinema e esse tem a idéia de fazer um pequeno filme apenas com a intenção de conhecer jovens atrizes e assim encontrar uma garota para Shigeharu Aoyama. E ele acaba encontrando, mas essa garota possui um terrível passado que fará ele sofrer até as últimas consequências.
Takashi Miike cria um filme que mistura drama com um excelente suspense, fazendo deste um dos melhores da mostra. A história por si já é cativante, mas o clima que Takashi Miike conseguiu criar e junto com a atuação dos atores é realmente algo incrível. Takashi dirigiu outros excelentes filmes de suspense como "Ichi - The Killer" e "One Missed Call" que está para ser refilmado nos EUA.
O roteiro do filme é simplismente inteligente. Fazendo todo o terror que este homem passa com a namorada parecer mais um drama do que um horror, algo tipo "O Exorcista". O filme pode ser considerado mais como um drama "gore" do que um horror ou um suspense. Ele dá grandes sustos e possui grandes cenas de horror explícito.
A atuação dos 2 protagonistas é simplismente impecável. Ryo Ishibashi está excelente no papel do homem solteirão á procura de uma namorada. Uma grande revelação do terror japonês, gostaria de ter visto mais trabalhos deste ator. Já Eihi Shiina consegue superar seu colega e faz a melhor interpretação do filme inteiro. A mais macabra e a mais perfeita. A última meia hora de filme ela toma conta, e como!!! A cena em que ela se vinga do namorado é algo totalmente surreal e impressionante, ao mesmo tempo que chega a ser engraçado devido á algumas frases ditas pela personagem e coisas que ela faz durante o ato do estraçalhamento.
Temos aqui uma belíssima fotografia, com diversas cores para diferenciar espaço e tempo. Algo totalmente surreal e ao mesmo tempo um trabalho de mestre. A edição do filme também é excelente, principalmente nessa fantástica cena final, onde o editor fez algo totalmente louco, mas sem confundir, o que foi o mais espantoso. Temos também uma excelente trilha sonora, bastante clássica e com bastante tons asiáticos. Excelente!!!
"A Entrevista" é algo surreal, uma viagem totalmente louca na mente de uma pessoa no momento de extremo desespero, dor e angústia. Um dos melhores do terror japonês.
NOTA: 9
RT: 76%
MC: 69
Também assisti: Água Negra - Praticamente um lixo. Jenifer Connelly está excelente no papel da mãe solteira que lida com estranhos acontecimentos no seu apartamento, mas (SPOILER!!!!!) ela não faz quase nada no filme, chora, dorme e briga com o marido, isso é o máximo, e depois morre!!! Isso é algo inacreditável. Tinha tudo para ser excelente, mas não foi.

1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA
O HOMEM DE PALHA (The Wicker Man)
De Robin Hardy. Com Edward Woodward, Christopher Lee, Diane Cilento, Britt Ekland, Ingrid Pitt, Lindsay Kemp, Russell Waters e Aubrey Morris. Terror/Suspense/Erótico/Drama. 88 min.
Antes da exibição deste, foi exibido "A Casa dos Maus Espíritos" de William Castle, um clássico do gênero que gerou uma refilmagem intitulada "A Casa da Colina". Este "O Homem de Palha" também está sendo refilmado, com Nicholas Cage no elenco. Muitos clássicos do horror estão sendo refilmados hoje em dia e "O Homem de Palha" não poderia ficar de fora, já que seu sucesso se deve á cenas explícitas de sexo e uma boa trama, o que é raro hoje em dia.
Neil Howie é um sargento mandado á ilha de Summerisle para investigar o desaparecimento de uma garota.Chegando lá ele nota que este é um povo bastante estranho e que pouco se preocupa com a religião cristão, praticando sexo em público e difamando as filhas dos outros na frente de todos, sem ninguém se importar. O sargento, que é extremamente religioso, não acredita que a garota foi apenas raptada ou coisa do tipo, ele acredita que o povo desta ilha tem algo a ver e ele vai fundo até descobrir a terrível verdade.
Robin Hardy se mostra ser um talentoso diretor ao dirigir este thriller que mistura muitas cenas eróticas com excelentes atuações e um bom enredo. "O Homem de Palha" foi seu filme de estréia como diretor e desde então conseguiu criar um clássico que sobrevive até hoje. Robin mostra estar bastante tranquilo e consegue obter excelentes momentos e criar cenas chocantes e com certeza clássicas.
O roteiro foi escrito Anthony Shaffer, que antes de escrever "O Homem de Palha" havia escrito "Sleuth", pelo qual foi indicado ao BAFTA de Melhor Roteiro. E antes de "Sleuth" escreveu o roteiro para o filme de Hitchcock "Frenzy" pelo qual foi indicado ao Globo de Ouro. Shaffer já se mostrava ser a escolha certa para esse tio de trabalho e ele conseguiu criar excelentes diálogos. Talvez o único problema de seu roteiro sejam as canções. Por mais que contenham mensagens subliminares dentro delas, desvendando o desenrolar da trama, as canções não se adequam ao espírito do filme e muitas vezes deixam o filme um pouco lento. Mas isso são apenas detalhes que pouco interferem no ritmo do filme.
O elenco está excelente. Edward Woodward está impecável como o sargento e na minha opinião consegue obter a melhor atuação do filme. Sua atuação foge do tom macabro que sustenta o filme e parte para uma atuação mais dramática, o que dá aquele tom de diferenciamento no filme. Christopher Lee está muito bem como o suposto vilão do filme. Lee sempre esteve excelente e não seria agora que cometeria um deslize. Uma atuação digna de uma indicação ao Saturn Awards. Merecido.
A equipe técnica é bastante competente. O filme possui uma bela direção de arte, retratando a ilha de forma que possamos vê-la de outro modo, do modo mais assustador e macabro. A fotografia do filme também é belíssima, com excelentes ângulos. É uma pena que as cores são um pouco claras demais para esse tipo de filme. Deveria ser mais "dark". Outro grande acerto foi na trilha sonora. Possui grandes momentos, mas em algumas cenas a trilha simplismente perde o tom que adquiriu durante todo o filme e assim fica meio fora de foco. Mas o resto está tudo o.k.
"O Homem de Palha" é um excelente suspense que nos guarda um grande e revelador final, fazendo o espectador ficar preso na tela durante seus quase 90 minutos. Com excelente direção e atuação, roteiro e equipe técnica bastante competentes, "O Homem de Palha" consegue se manter como um grande clássico ainda quase 40 anos depois de seu lançamento. Um grande feito.
NOTA: 8
RT: 88%
MARCAS DA VIOLÊNCIA (A History of Violence)
De David Cronenberg. Com Viggo Mortensen, Maria Bello, Ed Harris e William Hurt. Ação/Drama/Suspense/Romance. 96 min.
Desde o momento em que terminei de assistir "Scanners" notei que David era um grande diretor. Transformando uma estória que poderia errado em um grande clássico do horror. Ele ainda dirigiu o excelente clássico "A Mosca", o que lhe deu grandes oportunidades, principalmente depois que o filme venceu o Oscar de Melhor Maquiagem. David Cronenberg é um especialista em criar filmes chocantes e com grandes estórias. Neste aqui ele usa mais o drama e deixa o usual suspense de lado, o que dá em um novo e diferente filme de Cronenberg.
Tom Stall (Viggo Mortensen) leva uma vida tranquila e feliz na pequena cidade de Millbrook, no estado de Indiana, onde mora com sua esposa Edie (Maria Bello) e seus dois filhos. Um dia esta rotina de calmaria é interrompida quando Tom consegue impedir um assalto em seu restaurante. Percebendo o perigo, Tom se antecipa e consegue salvar seus clientes e amigos e, em legítima defesa, mata dois criminosos. Considerado um herói, Tom tem sua vida inteiramente transformada a partir de então. A mídia passa a segui-lo, o que o obriga a falar com ela regularmente e faz com que ele deseje que sua vida retorne à calmaria anterior. Surge então em sua vida Carl Fogarty (Ed Harris), um misterioso homem que acredita que Tom lhe fez mal no passado.
David dirige este filme como nunca havia visto antes. Ele pode muito bem receber uma indicação ao Oscar por este filme. O tom dramático misturado com seu clássico suspense é algo realmente incomparável como tudo o que ele já fez. O filme apresenta características muito óbvias de filmes do David como cenas de sexo e violência praticamente explícita.
O roteiro do filme também ajuda muito na grande direção de David, já que esse é um roteiro bastante inteligente ao deixar o espectador confuso. Será que o mocinho do filme está dizendo a verdade ou está mentindo? A resposta aparece momentos depois e culmina numa cena que eu particularmente não gostei muito. Mas do resto, vale lembrar que o roteiro explora vários elementos como o drama de Edie junto ao seu marido, as implicâncias que seu filho mais velho, Jack, sofre de um colega invejoso e como esse filho pouco a pouco vai se transformando no que seu pai é. É um roteiro realmente bastante inteligente.
Viggo Mortensen está realmente divino no papel de Tom Stall. Sua atuação é digna de uma indicação ao Oscar. Ele captou muito bem o tom de drama do personagem, sem que o suspense do filme ficasse escondido atrás disso tudo. Excelente. Temos também a excelente Maria Bello, que foi indicada esse ano ao Prêmio Vênus na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por "Janela Secreta", no papel de Eddie. Esse é o personagem que apresenta o maior tom dramático de todo o filme, pois é ela quem sofre mais com tudo o que acontece durante os acontecimentos do filme e Maria Bello conseguiu captar tudo isso com perfeição. Ed Harris está apenas O.K. no papel de Carl. Não é sua melhor atuação, mas também não é a pior. É apenas normal.
Este é um filme que não se utiliza de uma grande equipe técnica, e sim, de grandes atuações e um roteiro excelente, mas é inegável que tem alguns fatores que são realmente excelentes no filme. A edição por exemplo é algo excepcional. Uma das melhores do ano. Á primeira vista parece ser algo bem normal, mas se você pensar bem, é um trabalho muito bem feito. Temos também a excelente trilha sonora de Howard Shore. Howard nos presenteia com excelenes temas em tons exageradamente clássicos que tornam o filme muito mais dramático do que ele já é. E o bom é o "exagerado clássico" da trilha sonora é o que a deixa mais comovente e mais parecida com o próprio filme.
"Marcas da Violência" é um filme excelente que peca por conter alguns elementos que eu realmente não apreciei. A cena final na casa de Richie foi uma delas. A atuação de Ed Harris poderia ser muito melhor. Heidi Hayes está terrível como a filha caçula do casal. Muito horrível a atuação dela, não sei como tiveram coragem de escalá-la para o papel. A cena inicial em que ela tem um pesadelo sobre monstros é realmente desastrosa graças á sua atuação "divina". Pois bem , tirando esses defeitos, "Marcas da Violência" é um filme muito bom que apresenta excelentes atuações e que possui um roteiro melhor ainda. David consegue criar um novo clássico!!!
NOTA: 8
RT: 88%
MC: 81
"MARCAS DA VIOLÊNCIA" CHEGA AOS CINEMAS BRASILEIROS DIA 11 DE NOVEMBRO !!!!!!!!!!!
Prêmios:
- Recebeu 1 Indicação ao Prêmio Vênus: Melhor Atriz Coadjuvante (Maria Bello).
O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy)
De Garth Jennings. Com Sam Rockwell, Anna Chancellor, Warwick Davis, Mos Def, John Malkovich, Zooey Deschanel e Martin Freeman. Ação/Aventura/Romance/Comédia. 110 min.
Claro que eu já tinha ouvido falar de "O Guia do Mochileiro das Galáxias", e é claro que eu estava bastante ancioso para assistir ao filme. Em algumas partes superou o que eu esperava e em outras ficou bem abaixo da média. Este filme é com certeza um dos mais originais e malucos que jpa vi nos últimos temos, e é essa originalidade que realmente impressiona, tirando, é claro, a qualidade técnica do filme.
Arthur Dent (Martin Freeman) é um homem normal, que está tendo um péssimo dia. Após saber que sua casa está prestes a ser demolida, Arthur descobre que Ford Prefect (Mos Def), seu melhor amigo, é um extra-terrestre e, para completar, fica sabendo que a Terra está prestes a ser destruída para que se possa construir uma nova auto-estrada hiperespacial. Sem ter o que fazer para evitar a destruição de seu planeta, Arthur só tem uma saída: pegar carona em uma nave espacial que está de passagem. Ele passa então a conhecer o universo, sendo que tudo o que precisa saber sobre sua nova vida está contido em um valioso livro: o Guia do Mochileiro das Galáxias.
O filme é dirigido pelo estreante Garth Jennings, que antes só havia atuado como uma Zumbi em "Todo Mundo Quase Morto". Garth faz um excelente trabalho neste filme, conseguindo criar excelentes momentos e grandes piadas. Sem contar o visual do filme que é simplismente deslumbrante. Garth consegue em seu primeiro filme criar uma grande aventura e faz ele parecer um grande diretor experiente.
O roteiro do filme foi escrito por Douglas Adams e Karey Kirkpatrick. Douglas Adams é o próprio escritor do livro que deu origem ao filme e antes ele havia participado de vários seriados, entre eles "Monty Phyton e o Circo Voador". Karey Kirkpatrick fez excelentes trabalhos em "A Fuga das Galinhas" e "James e o Pêssego Gigante". Com essa dupla de gênios, não poderia sair outra coisa a não ser algo totalmente novo.
No elenco do filme temos um excelente grupo de atores que dão mais humor ao filme. Todos sem exceção estão realmente muito engraçados no filme. Martin Freeman está realmente excepcional no filme. Sua atuação pode ser considerada uma das melhores em um filme de comédia esse ano. Ao seu lado temos Mos Def que interpreta seu amigo extraterrestre e faz uma excelente atuação no filme, se tornando um dos melhores personagens do filme. Zooey Deschanel está como uma das personagens mais carismáticas do filme, interpretando a paixão de Arthur (Martin Freeman). Sam Rockwell está excepcionalmente engraçado como Zaphod e esse sim é o personagem mais sem noção e louco do filme, mais uma grande e engraçada atuação deste ator que eu particularmente aprecio muito.
A qualidade técnica do filme é impecável. A fotografia é mais do excelente, ângulos e principalmente cores que dão mais vida á este vasto universo mostra no filme. Por falar em universo, a direção de arte do filme é algo raramente encontrado no cinema hoje em dia. Os vastos lugares visitados pelos personagens do filme são coisas que ficaram na memória durante um bom tempo. A trilha sonora do filme é algo extraordinário. Uma trilha clássica e bem ao estilo do filme, com tons que lembram bastante ao espaço e outros que lembram muito uma comédia, ou seja, retrata bem o que o filme é e exatamente no tom certo.
"O Guia do Mochileiro das Galáxias" é um filme muito bom mesmo que diverte. Peca por ter algumas piadas talvez sem graça e situações que poderiam muito bem ser cortadas do filme. O final do filme é bastante normal, nada que se compare aos 10 minutos iniciais, mas faz jus ao que foi apresentado anteriormente. Este filme é bem ao estilo do "filme família", para se assistir com todo mundo em volta. Assista e divirta-se!!!!
NOTA: 8
RT: 60%
MC: 63
O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA (The Texas Chainsaw Massacre)
De Marcus Nispel. Com Jessica Biel, Jonathan Tucker, Erica Leerhsen, Mike Vogel, Eric Balfour, Andrew Bryniarski e R. Lee Ermey. Terror/Suspense/Drama. 98 min.
Logo ao início do filme ouvimos aquela voz em grande tom grave dizendo praticamente o mesmo clássico texto que foi dito em 1974. John Larroquette repetia ali o trabalho que havia feito há 29 anos atrás. Esta refilmagem baseia-se no filme de mesmo nome lançado em 74 que por sua vez baseou-se na história do assassino Ed Gein. Falar desse filme sem citar a vida de Ed Gein ou os filmes que se inspiraram nele é algo praticamente impossível. Este seja talvez um dos mais terríveis assassinos que a América já teve. Totalmente louco e sem piedade, Ed Gein não tinha misericórdia em matar suas vítimas, já que todas foram encontradas com pelo menos alguma parte do corpo faltando. Mas vamos ao filme...
Um grupo de jovens está em meio a uma viagem do Texas para o México, até enfrentarem um problema: a gasolina do carro chega ao fim. Eles param bem em frente a um matadouro, onde começam a procurar desesperadamente por um telefone. Porém o que eles não sabem é que ali vive uma família de canibais, incluindo um homem que mata usando uma serra elétrica.
Esta refilmagem modificou bastante o roteiro do original, o que é bastante bom pois não estamos aqui para assistir á uma versão praticamente igaul ao antigo. Queremos coisas novas, e isso tem de bastante. O diretor estreante Marcus Nispel pode não ter sido a escolha certa para dirigir este projeto, mas ele da conta. O filme precisava de uma direção mais madura e com mais experiência. Sua inexperiência mostra que Marcus se entrega à vários clichês que poderiam facilmente ser cortados.
O roteiro do filme é bastante ágil e contém um grande número de cenas de ação e terror. As mortes são bem elaboradas e cada uma é mais espantosa do que a outra. Mas é claro que este não é o roteiro perfeito. Clichês rondam o roteiro por toda a parte. São coisas como a mocinha caindo no chão durante uma perseguição ou até mesmo situações apenas para deixar seus corpos mais á mostra fazem deste roteiro um pouco falho. Mas nada que uma dose de sustos e medo nos faça esquecer dessas falhas.
O elenco é apenas O.K.. Nada de excepcional, mas também nada de terrível. R. Lee Ermey se mostra o melhor do elenco ao encarnar um dos membros da família Hewitt. Sua atuação é realmente magistral, como sempre. O elenco das mocinhas e mocinhos principais nada tem a fazer a não ser correr e gritar, mas é justamente isso que fez de "O Massacre..." original um grande filme.
Por falar em gritos, este filme possui um som e uma edição de som realmente chocantes. A qualidade é impecável e o responsável por isso se mostra um grande proficional. O som da serra elétrica é um dos principais fatores para o medo neste filme e ele funciona perfeitamente. Além de uma ótima qualidade de som temos aqui uma excelente fotografia, que é o melhor atributo do filme. Daniel Pearl havia feito uma fotografia magnífica na versão de 74, então imagina o que ele faria com alguns milhões a mais e com equipamentos modernos. O resultado é uma excelente fotografia praticamente feita toda com sombras, o que dá um aspecto meio "dark" para o filme. A trilha sonora de Steve Jablonski é um atrativo á parte. Possui excelentes temas de romance e drama e grandes temas para as perseguições, que são constantes neste filme.
O filme ainda possui uma edição realmente magnífica. Intercalando o que está acontecendo com cada personagem do filme. Nas cenas de ação, os cortes são realmente muitos e muito rápidos, mas sem confundir e isso sim é algo extraordinário. Uma excelente edição.
"O Massacre da Serra Elétrica" é um filme feito para o público jovem, isso mostra o porque a maioria dos críticos detestaram o filme. Os fãs do original adoraram e os grande parte do público jovem também e esta é a verdadeira missão do filme: agradar os jovens. "O Massacre..." é um excelente filme de horror que realmente assusta e que merece ser visto, de prefêrencia á noite e sozinho... é mais assustador.
NOTA: 8,5
RT: 36%
MC: 38
- Recebeu 2 Indicações ao Prêmio Vênus: Melhor Fotografia e Melhor Edição de Som.
- Ganhou 3 prêmios no Prêmio Cinéfilo de Terror e Suspense: Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Edição de Som.
- Recebeu outras 3 Indicações: Melhor Ator Coadjuvante (R. Lee Ermey), Melhor Direção de Are e Melhor Edição.
PS: Não deixe de conferir a programação do "1° Festival de Cinema Fantástico de POA" logo abaixo.
Veja abaixo detalhes sobre as salas que exibirão os filmes do "1° Festival de Cinema Fantástico de POA".
SALA PAULO AMORIM
Local: Casa de Cultura Mario Quintana / Andradas, 736
Telefone: 3221-7147
Estacionamento: Não
Terça-Feira: R$ 6,00 (R$ 3,00 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Quarta-Feira: R$ 6,00 (R$ 3,00 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Quinta-Feira: R$ 3,00
Sexta-Feira: R$ 7,00 (R$ 3,50 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Sábado: R$ 7,00 (R$ 3,50 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Domingo: R$ 7,00 (R$ 3,50 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Feriados: R$ 7,00 (R$ 3,50 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
SALA P.F. GASTAL
Local: Usina do Gasômetro / João Goulart, 551
Telefone: 3212-5928
Estacionamento: Nas Proximidades
Terça-Feira: R$ 4,00 (R$ 2,00 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Quarta-Feira: R$ 4,00 (R$ 2,00 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Quinta-Feira: R$ 4,00 (R$ 2,00 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Sexta-Feira: R$ 5,00 (R$ 2,50 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Sábado: R$ 5,00 (R$ 2,50 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Domingo: R$ 5,00 (R$ 2,50 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Feriados: R$ 5,00 (R$ 2,50 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Fonte: Jornal Zero Hora Dominical
Veja as datas de exibição e horários logo abaixo...
WALLACE E GROMIT: A BATALHA DOS VEGETAIS (Wallace and Gromit: The Curse of the Were-Rabbit)
De Steve Box e Nick Park. Com Peter Sallis, Ralph Fiennes, Helena Bonham Carter, Peter Kay, Liz Smith, Nicholas Smith, John Thomson. Aventura/Comédia/Animação. 85 min.
Tenho "A Fuga das Galinhas" como uma das melhore animações que já vi e foi justamente isso que fez ir assistir á essa nova produção comandada por Nick Park (e Steve Box). Para me preparar para o longa, assisti 4 curtas-metragens para me situar no mundo de Wallace e Gromit. E ao chegar no fim desses 4 curtas vi que um filme com 85 minutos poderia ser algo realmente chato ou se fosse bom poderia ser praticamente um milagre, pois os curtas fazem pouco uso da fala e bastante uso dos sons e da trilha sonora. Lançado numa época propícia para o filme, "Wallace e Gromit" realmente me impressionou.
O bairro onde moram o pacato inventor Wallace (Peter Sallis) e seu fiel cão Gromit está em polvorosa com a proximidade do concurso anual de legumes gigantes, organizado pela bela e solteira Lady Tottington (Helena Bonham Carter). Para proteger as plantações de coelhos famintos, Wallace inventa um equipamento que captura os animais sem machucá-los. O problema é o que fazer com o excesso de coelhos, que não demoram a superpovoar a casa do inventor. A dupla tem ainda de lidar com uma misteriosa fera vegetariana, que está destruindo as plantações à noite. Agora a honra de Wallace está em jogo, pois ele precisa capturá-la antes do arrogante Victor Quartermaine (Ralph Fiennes), que está de olho na fortuna de Lady Tottington.
Nick Park faz um excelente trabalho como roteirista e diretor deste longa. Toda sua criação está perfeitamente transposta na tela e com elementos que enriquessem ainda mais o longa. A aparição de novos personagens criados especialmente para o longa e uso de novas técnicas nesse tipo de animação são coisas do tipo que dão mais ênfase à estória.
O roteiro é algo simplismente espetacular. Eu realmente esperava algo muito mais infantil e sem graça, mas convenhamos que este primeiro filme de Wallace e Gromit não agrada somente ás crianças, mas tb todo o tipo de gente. E isso se dá justamente pelo roteiro que em nenhum momento apela para piadinha infantis ou até mesmo para um estória fácil de se entender. Temos aqui uma estória simples mas que no seu próprio modo é bastante inteligente e agrada imensamente.
A equipe técnica deste filme é simplismente fenomenal. Uma fotografia divina e uma direção de arte espetacular fazem deste longa um dos mais belos do ano. A direção de arte do longa é realmente impecável e só não será indicada ao Oscar talvez por se tratar de uma animação, o que realmente é uma pena. A trilha sonora de Julian Nott é simplismente uma das melhores do ano. Tem tudo a ver com os personagens e com a estória e possui excelentes momentos e excelentes temas. Merecia e muito uma indicação ao Oscar. E agora chego á uma das melhores coisas que o filme possui: a edição. Nunca se espera de uma animação uma grande edição, mas foi provado que as animações podem ser donas de grandes edições desde que foi lançado o fenomenal "Os Incríveis", onde a edição era simplismente uma das melhores coisas no filme. Aqui em "Wallace e Gromit" temos uma excelente edição com cortes bastante rápidos nas cenas de ação, o que deve ter sido difícil de ser feito por se tratar de uma filme feito em stop-motion.
"Wallace e Gromit" não possui nenhum defeito grave, mas sim pequenos defeitos que acabam por tirar uma estrela do filme. São coisas como constantes digitais nos bonecos e algumas coisas que notavelmente estão no filme apenas para aumentar o tempo de duração do filme que fazem este filme ficar com 4 estrelinhas. Por muito pouco ele não fica com 5 estrelinhas. Mas isso não quer dizer que o filme seja menos bom ou coisa do tipo, "Wallace e Gromit" é certamente um dos melhores filmes do ano e será um grande erro da Academia se ele ficasse de fora dos indicados á Melhor Filme de Animação.
NOTA: 8,5
- Foi indicado ao Prêmio Vênus na categoria de Melhor Filme de Animação.
CARGA EXPLOSIVA 2 (The Transporter 2)
De Louis Leterrier. Com Jason Statham, Alessandro Gassman, Amber Valletta, Katie Nauta, Matthew Modine, Jason Flemyng e François Berléand. Ação/Aventura/Drama. 87 min.
"Carga Explosiva 2" é a sequência do pouco conhecido longa escrito e produzido pelo talentosíssimo Luc Besson. Besson ficou conhecido ao apresentar ao mundo o fantástico e excelente filme "O Quinto Elemento", que acabou por receber uma indicação ao Oscar de Efeitos Sonoros. Besson também dirigiu o filme Joana D'arc e atualmente é um dos grandes produtores da indústria cinematográfica, tendo 15 filmes para serem lançados entre final desse ano e 2006, todos com sua assinatura como produtor. "Carga Explosiva 2" não é diferente, mas é certo que este não é um dos melhores do trabalho de Luc, mas é um bom filme.
Frank Martin (Jason Statham) é um ex-agente das Forças Especiais que trabalha atualmente como transportador de itens valiosos. Frank atualmente trabalha para a poderosa família Billings, como favor a um amigo. Aos poucos ele fica próximo ao pequeno Jack Billings (Hunter Clary), de 6 anos, a quem leva e traz da escola. Quando Jack é sequestrado Frank é obrigado a mais uma vez pôr suas habilidades em ação, partindo em uma tentativa de resgate.
O filme possui a direção apenas correta de Louis Leterrier, que esse ano ainda dirigiu "Unleashed" com Jet Li. Não nos é apresentado nenhum tipo de direção altamente proficional, até porque o prórpio roteiro não pede isso. É um filme ação sem muita estória, mas com muitas lutas e perseguições.
Por falar em roteiro, Luc Besson compartilhou novamente com Robert Mark Kamen a tarefa de redigir esta estória. O filme traz novamente o personagem de Jason Statham e o põe novamente em situações bastante difícieis, mas como sempre ele escapa e ai está p grande erro do roteiro. Assim como em seu antecessor, "Carga Explosiva 2" peca por conter tantos clichês, principalmente quanto ás lutas e perseguições cheias de manobras extremamente impossíveis de se fazer sem a ajuda de pelo menos um cabo. Os vilões são básicos estereotipos de clássicos vilões desse tipo de filme e por isso não proporcionam o medo necessário.
Jason Statham comprova aqui que é um excelente ator e também que pode fazer mto mais, como mostrou no excelente "Uma Saída de Mestre". Jason se firma como um dos grandes atores de ação e espero que ele não siga o mesmo caminho de astros como Sylvester Stallone e Jean-Claude Van Damme. Ao lado de Jason temos também o excelente ator francês François Berléand, que foi indicado ao Prêmio Vênus desse ano na categoria de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme "Voz do Coração".
Assim como em grande parte das grandes produções de ação, a parte técnica é impecável. As lutas por serem impossíveis, são espetaculares e contém um certo toque de kung-fu. O filme não se utiliza muito de efeitos especiais, o que sempre é bom para tornar um filme muito mais convincente. Mas realmente o maior atributo do filme é sua edição. Rápida, com vários cortes, mas ao mesmo tempo sem deixar a cena confusa ou perdida no ar. Christine Lucas Navarro e Vincent Tabaillon fizeram um excelente trabalho na edição desse filme.
"Carga Explosiva 2" pode até mesmo conter seus clássicos clichês, mas não deixa de ser uma boa diversão. Na minha opinião chega a ser melhor que seu antecessor e mais divertido. Assista sem compromissos e você terá uma boa diversão.
NOTA: 6
RT: 49%
MC: 56
ALIEN - O 8° PASSAGEIRO (Alien)
De Ridley Scott. Com Tom Skerritt, Sigourney Weaver, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm, Yaphet Kotto e Eddie Powell. Drama/Suspense/Terror. 116 min.
"Alien" teve seu surgimento em uma época pós-Star Wars, onde filmes de ficção científica brotavam em todos os cantos do mundo, tentando alcançar o mesmo sucesso do filme de George Lucas. "Alien" foi o único que conseguiu tamanho sucesso e tudo isso graças á uma pequena grande cena que conquistou os executivos da Fox e que desde então enxergavam um grande sucesso. A cena era aquela em que um Alien nasce do peito de um dos triulantes da nave.
IMAGEM
Nave espacial, ao retornar à Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteróide. Ao investigarem o local, um dos tripulantes é atacado por um estranho ser. Mas o que parecia ser um ataque isolado, se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não para de crescer e tem como meta matar toda a tripulação.
O roteiro passou por várias revisões, até chegar á uma final que foi escrito por Dan O'Bannon que antes havia apenas escrito o roteiro de um pequeno filme dirigido por John Carpenter (Halloween). O roteiro possuia um intenso suspense e isso pedia uma mão pouco conhecida e iniciante. O diretor Ridley Scott que havia ficado famoso por seu trabalho em "Os Duelistas" foi chamado e isso sim foi o que deu o grande tom para o filme. A mente brilhante de Ridley foi a principal chave para o constante suspense e drama que o filme nos apresenta. Ridley iniciava aqui sua grande e promissora carreira.
Um bom elenco foi chamado para interpretar os tripulantes da nave espacial, quase todos iniciantes ou então com pouca exeriência no cinema. Mas foi a atuação de Sigourney Weaver que chamou a atenção do grande público. Sigourney interpreta com maestria e consegue manter o tom de preocupação e horror em seu rosto o tempo inteiro. Com certeza a melhor e mais tocante interpretação do longa.
O filme nos apresenta uma excelente qualidade técnica e excelentes efeitos especiais que chegaram á ganhar o Oscar de Melhores Efeitos Especiais. Os efeitos no filme são praticamente um personagem pois grande parte dos efeitos se concentram na formação do espaço e é justamente isso que dá tanto medo no filme. Os personagens não tem ara onde fugir, portanto a direção de arte era um elemento crucial no filme. Os cenários deveriam mostrar o estilo gótico e ao mesmo tempo futurístico que são o que o próprio Alien é. Uma criatura bastante gótica e com uma estrutura genética tão futurística que chega a ser um ser desconhecido na época em que se passa o filme.
A trilha de Jerry Goldsmith é bastante boa mas com certeza aquela que foi rejeitada e que foi gentilmente colocada como um trilha de áudio separada no DVD do filme é muito superioir e possui um tom dramático e clássico que poderia se tornar um grande clássico do cinema. Uma pena, assim como aconteceu com Tróia, o melhor trabalho foi rejeitado.
"Alien" é um verdadeiro clássico que continua bastante atual e causa grandes arrepios e dá excelentes sustos. O tom claustrofóbico do filme juntamente com o excelente suspense faz com que o filme seja um dos grandes clássicos da ficção-científica. Um dos melhores filmes de Ridley Scott.
- Venceu o Oscar de Melhores Efeitos Especiais. Além de ter sido indicado em Melhor Direção de Arte
- Foi indicado ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Trilha Sonora.
NOTA: 9
RT: 100%
MC: 83
PENETRAS BONS DE BICO (Wedding Crashers)
De David Dobkin. Com Owen Wilson, Vince Vaughn, Will Ferrell, Rachel McAdams, Jennifer Alden e Christopher Walken. Comédia. 119 min.
Desde o início de sua divulgação não fui com a cara do filme por causa de Vince Vaughn que na minha opinião poderia ser muito mais do que era e ultimamente vinha escolhendo trabalhos pouco memoráveis e pouco aproveitados. Em "Penetras Bons de Bico" vejo Vince atuando divinamente ao lado de uma ator o qual aprecio muito mesmo, Owen Wilson, e com uma estória realmente cativante e nada convencional.
John (Owen Wilson) e Jeremy (Vince Vaughn) são amigos de longa data, sendo que trabalham juntos como mediadores de divórcios. A dupla tem como hobby ir a festas de casamento nos fins de semana sem serem convidados, com o objetivo de seduzir mulheres que se entusiasmam com a simples idéia de se casar. Até que conhecem Claire (Rachel McAdams), uma jovem noiva que é também filha de um influente político (Christopher Walken), que faz com que a dupla entre em sérios apuros.
Temos aqui uma excelente direção de David Dobkin que dirigiu o engraçadíssimo "Bater ou Correr em Londres" com Jackie Chan e Owen Wilson. Neste filme ele parte para um estória com menos situações absurdas e mais humana já que pouco a pouco vemos o personagem de Owen Wilson se apaixonar por aquela que era para ser apenas mais uma em sua lista, isso muda todos os seus planos e os de Vince. Mas é claro que uma boa direção não é tão boa sem um bom roteiro. Escrito pela dupla Steve Faber e Bob Fisher que ao invés do que aconteceu com Anya Kochoff, que mergulhou nos clichês com seu primeiro roteiro intitulado "A Sogra", chegam á esse mundo com um roteiro totalmente inteligente e engraçadíssimo, ou seja, totalmente o contrário de "A Sogra".
Vince Vaughn interpreta um homem que junto com um amigo penetra casamentos apenas para conhecer garotas e transar com elas, mas é quando seu amigo, interpretado por Owen Wilson, se apaixona pela garota que havia esolhido que seus planos mudam. Ainda mais depois que são adorados pela família e se tornam tão íntimos dela. Vince e Owen possuem uma química raramente vista nesse tipo de filme. Os dois já são parceiros faz um tempo e aqui estão melhores do que nunca. Owen está mais do que hilário. Sua atuação é totalmente convincente, mas de um modo que não deixa escapar uma só piada. Temos também a excelente Rachel McAdams no papel de Claire, a garota pelo qual o personagem de Owen se apaixona. Novamente ela está divina. Até agora não vi uma só atuação desleixada dessa nova e promissora atriz que iniciou sua carreira de sucesso com o excelente e formidável "Meninas Malvadas".
Por se tratar de uma comédia romântica, a equipe técnica não precisou fazer um grande trabalho com a fotografia, direção de arte e outras coisas, já que o principal do filme era o roteiro e as atuações, que no final das contas acabaram saindo excelentes. Mas a trilha sonora é muito boa mesmo. Rechada de músicas muito boas e em certos momentos com uma orquestração excelente, essa se torna uma trilha realmente divertida e que acrescenta algo ao filme.
Eu diria que "Penetras Bons de Bico" provavelmente receba uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator/Comédia para Vince Vaughn e o filme pode receber, e merece, uma indicação ao Writers Guild of America de Melhor Roteiro Original, mas assim como aconteceu com o roteiro de Meninas Malvadas, não deverá ser indicado ao Oscar. "Penetras Bons de Bico" é um filme que realmente se deve assitir por conter uma boa estória e excelentes atuações. E o interessante é que no único momento em que o grande clichê estaria por vir o personagem de Owen Wilson diz "Seria um grande clichê se eu te beijasse agora ?" e isso realmente quebra todo aquele sentimento de tristeza que você estava prestes a sentir por um filme que foi tão bom até o momento e que estava prestes entregar ao clichê. "Penetras Bons de Bico" ode até ter suas pequenas falhas, mas isso não tira nada da diversão do filme, ele continua sendo uma das melhores comédias do ano.
NOTA: 8
RT: 72%
MC: 64
A SOGRA (Monster-in-Law)
De Robert Luketic. Com Jennifer Lopez, Jane Fonda, Michael Vartan, Wanda Sykes, Adam Scott, Monet Mazur, Annie Parisse, Will Arnett, Elaine Stritch e Stephen Dunham. Comédia. 101 min.
Depois de receber 6 indicações ao Framboesa de Ouro e vencer 2 vezes pelo mesmo filme, Jennifer Lopez ainda não se tocou de que não é uma boa atriz. Ela já fez trabalhos memoráveis como em "Selena" e "A Cela", mas esse são apenas 2 de tantos que ela já fez. Mas então por que ela continua a fazer filmes? Simples. Para ganhar mais dinheiro. Jennifer tem uma belíssima voz e é uma excelente cantora, mas como atriz ela simplismente não presta. E o pior é que neste novo filme ela arrasta duas grandes celebridades que são excelentes atores: Michael Vartan e Jane Fonda (Vencedora de 2 Oscars).
Após anos procurando seu príncipe encantado, Charlotte Cantilini (Jennifer Lopez) se apaixona por Kevin Fields (Michael Vartan). O problema é a mãe dele, Viola (Jane Fonda), que foi recentemente demitida do cargo de âncora de um jornal de rede nacional. Após perder o emprego, Viola teme perder também o filho e para evitar isto decide atrapalhar ao máximo os planos do casal.
Temos na direção Robert Luketic, que já havia dirigido uma das melhores comédias romanticas que já vi: Legalmente Loira. Mas infelizmente ele acabou se metendo nesse projeto que só pelo nome de Jennifer Lopez no elenco já é sinal de coisa ruim. Sua direção é praticamente irreconhecível já que as atuações sofríveis acabam chamando uma grande atenção. Mas nada disso aconteceu do nada, tudo veio do terrível e inescrupuloso roteiro escrito por Anya Kochoff. Anya mostra que não tem nenhum talento para o cinema já em seu primeiro trabalho que nada menos do que este mesmo. Parece nunca ter ido ao cinema e nunca ter visto uma comédia romântica, já que o que ela nos apresenta é um série de clichês óbvios e dos mais famosos e usados na história do cinema. Um bom exemplo é quando Jennifer pega seu namorado, interpretado por Michael Vartan, beijando outra garota. Jennifer sai correndo e Michael diz "Não é o que você está pensando". E isso surge na tela com uma naturalidade como se nunca tivéssemos visto isso antes.
Me nego a continuar escrevendo sobre esse filme senão começarei a escrever palavrões e isso não condiz com a qualidade do meu blog. A questão é que "A Sogra" é extremamente ruim e não tem nem ao menos uma qualidade. Um dos piores filmes da minha vida.
NOTA:1
RT: 17%
MC: 31
A LUTA PELA ESPERANÇA (Cinderella Man)
De Ron Howard. Com Russell Crowe, Renée Zellweger, Paul Giamatti, Craig Bierko, Paddy Considine, Bruce McGill, David Huband, Connor Price, Ariel Waller e Patrick Louis. Drama/Romance. 144 min.
É impossível não comparar este novo filme de Ron Howard com o vencedor do Oscar "Menina de Ouro". Ambos com o mesmo tema, mas ao mesmo tempo totalmente diferentes. Além do mais que "A Luta Pela Esperança" chega aos cinemas em uma época onde o Box voltou a fazer parte dos vencedores do Oscar de Melhor Filme. Embora "Menina de Ouro" seja um filme bastante eficiente e dramático ele peca por desestruturar toda a sua estória na última meia hora de filme e "A Luta Pela Esperança" cobre todas as expectativas e cria um belíssimo trabalho.
Jim Braddock (Russell Crowe) era considerado um prodígio do boxe, mas foi obrigado a se aposentar prematuramente devido a uma série de derrotas no ringue. Com os Estados Unidos em meio à Grande Depressão, Jim aceita viver de bicos para poder sustentar sua esposa, Mae (Renée Zellweger), e os filhos. Jim sempre sonhou com a oportunidade de retornar ao mundo do boxe e tem sua chance quando, devido a um cancelamento de última hora, é escalado para enfrentar o 2º pugilista na disputa do título mundial. Para surpresa de todos Jim vence três lutas consecutivas, mesmo sendo bem mais magro que seus oponentes e tendo ferimentos nas mãos. Ele passa então a ganhar o apelido de "Cinderella Man" e se torna o símbolo de esperança dos desprivilegiados da época. Até que precisa enfrentar seu pior oponente: Max Baer (Craig Bierko), o atual campeão mundial dos pesos pesados, que já matou dois lutadores no ringue.
Ron Howard faz novamente um belíssimo trabalho.Talvez essa seja sua melhor época, seus filmes são aclamados e tão pouco esquecidos. Alguns já viraram clássicos e outros ainda são lembrados apenas como uma boa diversão. Mas o fato é que Ron Howard está em escelente forma e isso pode ser claramente notado com "A Luta Pela Esperança". A direção do filme é bastante consistente e segura. Ron sabe extamente o que está fazendo e nos mostra exatamente o que gostaria de mostrar. O filme tem uma ordem cronológica perfeita, começando no momento que deveria começar e terminando no exato momento de grande glória para Jim Braddock.
Mas o trabalho de Ron não seria tão grandioso se seu elenco, formado pelos Oscarizados Russell Crowe e Renée Zellweger, não fizesse um excelente trabalho. Não vou muito com a cara de Russell Crowe, mas é impossível negar que ele é um excelnte ator e que faz um trabalho extraordinário em "A Luta Pela Esperança". O jeito persistente e verdadeiramente lutador de Jim está ali, nesta excelente e comovente performance. Renée é outra excelente atriz que conseguiu a façanha de ser indicada ao Oscar 3 vezes consecutiva, sempre por performances arrebatadoras. Esta aqui não é exceção. Renée interpreta a mulher de Jim e sua personagem é uma das mais comoventes. Está sempre ao lado de Jim e dando o maior apoio á ele, mesmo que não goste da idéia de lutar boxe. Renée está excelentemente carismática e mais uma vez fabulosa. Mas com toda a certeza absoluta a maior e melhor atuação do filme fica por conta de Paul Giamatti. Paul era conhecido por fazer comédias bobas, até que apareceu em "Anti -Herói Amricano". Esse ano apareceu por aqui em uma excelente atuação no filme "Sideways", e agora está novamente impecável neste filme. Paul interpreta Joe, o treinador de Jim que faz de tudo para que Jim volte ao ring e reconstrua sua vida após a Grande Depressão. Paul atua como nunca tinha visto. Sincero em todas as suas cenas e constantemente carismático, o que faz você certamente se apaixonar pelo personagem.
O filme possui um excelente elenco, mas o pessoal por trás das câmeras também merecem um grande mérito. O figurino do filme é excelente e bastante condizente com a época em que o filme se passa. A direção de arte é fiel ao tempo e devido ás suas cores, mostra exatamente como vivam as pessoas durante a Grande Depressão. A trilha de Thomas Newman é fabulosa e mostra em seus acordes a força e a garra de Jim Braddock. O filme também possui uma excelente edição que consideravelmente deveria ser indicada ao Oscar.
"A Luta Pela Esperança" é um excelente filme mas que não escapa de clássicos clichês do estilo, como a luta final entre um grande e temido lutador. A vitória óbvia no final do filme e certas coisas que nos fazem lebrar de "Rocky" e "Menina de Ouro". Mas não seria a vida desse modo: cheia de clichês ?!
NOTA: 8
RT: 83%
MC: 69
- Recebeu 1 Indicação ao Prêmio Vênus: Melhor Ator Coadjuvante (Paul Giamatti).
FINAL FANTASY VII - ADVENT CHILDREN
De Tetsuya Nomura e Takeshi Nozue. Com Takahiro Sakurai, Maaya Sakamoto, Ayumi Ito, Tsuduruhara Miyuu, Keiji Fujiwara, Yûji Kishi, Toshiyuki Morikawa, Shotaro Morikubo e Kenji Nomura. Aventura/Drama/Ação/Fantasia. 101 min.
Confesso que não sou muito fã de Final Fantasy. Nem mesmo fui com a cara do filme lançado em 2001, mas fiquei bastante impressionado com essa produção que dá continuidade á aventura iniciada em Final Fantasy VII. Curiosamente o jogo que me fez não gostar de Final Fantasy foi justamente o jogo que precede este filme e foi o único Final Fantasy que joguei em minha vida.
Dois anos depois de Cloud e companhia salvarem o mundo de Sephirot, os cidadões do planeta começam a sofrer de uma estranha doença chamada Geostigma. Agora Cloud, que vive solitário e assombrado por seu passado tem que ajudar essas pessoas e ainda lutar contra Sephirot que retornou.
Nos primeiros momentos do filme não entendi nada do que estava acontecendo, mas com o tempo fui entendo a estória e por fim acabei adorando-a. O filme é dirigido por Tetsuya Nomura, que trabalhou em vários jogos da série Final Fantasy, e co-dirigido por Takeshi Nozue que faz sua estréia como diretor neste filme. O filme é muito bem dirigido, com o devido conhecimento da estória e possui uma alta qualidade de produção. O roteiro foi escrito por Kazushige Nojima, que trabalho em vários jogos dé Final Fantasy e ainda por cima foi quem criou a estória do jogo que precede este filme. O roteiro é bastante inteligente ao abordar uma estória que até mesmo quem não acompanha a série, como eu, pode entender facilmente.
Temos aqui excelentes atuações. Takahiro Sakurai que interpreta o personagem principal, Cloud, faz um trabalho excepcional e traduz todo seu sentimento de culpa e solidão. Um atuação excelente que só por ela já vale o filme. Nenhuma atuação do filme pode ser considerada fraca ou algo do tipo, todos estão absolutamente excelentes. Um excelente grupo, talvez um dos melhores do ano.
O filme não possui a mesma qualidade do filme lançado em 2001, talvez por este ter sido feito para lançamento diretamente em video. Mas não deixa de ser um grande atrativo. Os gráfico são realmente impressionantes e a concepção gráfica está excelente. O estilo visual do filme é arrebatador com uma direção de arte e uma fotografia excelentes e com bastante cor. Os efeitos sonoros são o que realmente dão vida ao filme já que boa parte dele é pura ação. Perseguições de motos luta e muito mais são o que fazem destes um dos melhores efeitos sonoros que já ouvi.
Outro grande atributo do filme é sua trilha sonora. Muito bem orquestrada e com um excelente coral que mostra que este não é apenas um filme de ação, e que também é um excelente drama. Em nenhum momento o filme parece ser falso ou distante de sua estória, já que a excelente direção do filme nos leva a acreditar que isso poderia realmente acontecer, e que no mundo de Final Fantasy tudo é possível.
Embora seja um excelente filme, peca por ter muitas cenas de ação, o que em certos momentos torna o filme um pouco cansativo. A estória poderia ter sido mais trabalhada, mas creio que para os fãs de Final Fantasy este seja um prato cheio. Talvez se eu tivesse jogado Final Fantasy VIII eu até oderia entender o excesso de cenas de ação, mas como não joguei acho que pode até ter sido um exager, mas não deixa de ser divertido. Final Fantasy VII - Advent Children, é um grande filme que merece ser assitido não só pelos fãs de Final Fantasy, mas por todos aqueles que apreciam uma bela produção e um bom filme de ação.
NOTA: 8
VALIANT (Valiant)
De Gary Chapman. Com Ewan McGregor, Ricky Gervais, Tim Curry, Jim Broadbent, Hugh Laurie, John Cleese, John Hurt, Pip Torrens, Rik Mayall e Olivia Williams. Comédia/Drama. 76 min. (EUA) 109 min. (Inglaterra).
Pelos posters e trailers, "Valiant" aparenta ser uma excelente animação com uma boa história e um bom enredo, e ele está muito perto de ser tudo isso. "Valiant" é uma animação inglesa que conta com um excelente grupo de atores, mas que peca por ter sido concebida para o público infantil.
Valiant é um pombo que sonha em ser um dos grandes Pombos-Correio que existem na 2ª Guerra Mundial. Após a morte de alguns deles, novos pombos começam a ser recrutados e Valiant acaba sendo um deles. Agora ele terá de enfrentar vários Falcões para conseguir entregar uma mensagem.
Eu realmente gostari de ter assistido á versão não editada do filme, a versão de 109 minutos. Infelizmente só pude assistir á versão editada pela Disney, com duração de 76 minutos. De acordo com aqueles que assitiram ás duas versões, "Valiant" teve uma séria redução por conter excessivas piadas onde as crianças não entediram nada. Piadas sobre a história da 2ª Guerra Mundial e sobre acontecimentos que muitas crianças ficariam "boiando". Mas acho que na minha opinião seria muito mais satisfatório assitir á essa longa versão que por meros 7 minutos não tirou "Os Incríveis" do cargo de maior (em duração) filme de animação.
"Valiant" é dirigido pelo estreante Gary Chapman. Chapman até que faz um bom trabalho nessa animação. Os gráficos são muito bem desenhados e a animação possui uma excelente qualidade. Até mesmo os 3 roteiristas são praticamente estreantes. Talvez seja isso que tenha faltado em "Valiant", um pouco de experiência. O roteiro é bem inteligente ao abordar uma história sobre os pombos-correio da 2ª GM, mas é recheado de clichês típicos de animações. Algumas piadas funcionam perfeitamente, mas são todas bobinhas e fácei de se fazer rir.
Temos no papel principal Ewan McGregor que faz um trabalho apenas normal aqui. Acho que escolhê-lo não foi uma boa idéia já que além de não ter uma voz para interpretar um pequeno pássaro, ele não voz para fazer qualquer dublagem. Tim Curry está excelente e realmente engraçado no papel de Von Talon. Tom Curry é um excelente ator e esse sim tem um enorme talento para todas as artes. Mas na minha opinião o melhor trabalho fica por conta de John Cleese que interpreta Mercury, um pombo capturado pelos Falcões Alemães e que ao longo do tempo vai pirando. Realmente um excelente e engraçadíssima interpretação de Cleese.
"Valiant" possui uma excelente qualidade técnica, podendo ser comparado com grandes produções como "Madagascar" e "Espanta Tubarões". Os efeitos sonoros do filme são excelentes e capturam bem o tema e a época em que se passam, com barulhos de aviões e outras coisas do tipo. A trilha sonora do filme é bastante boa, mas poderia mais dramática e com certeza merecia ser mais grandiosa. Esse sim é um filme que poderia ter uma grande trilha sonora.
O filme realmente peca por ser feito para crianças, já que o tema é adulto. Duvido que crianças tenham entendi alguma piada com realação á 2ª GM. Claro que nessa edição americana as grandes piadas que ao meu ver realmente teriam graça foram cortadas e isso realmente me irritou. É como estar menosprezando o trabalho de outras pessoas. O que o dinheiro não faz. Foram 33 minutos de cenas cortadas e isso é algo realmente imperdoável por parte da Disney.
Espero um dia poder assistir á edição inglesa, onde todo o trabalho e esforço para se fazer o filme é mostrado. Enquanto isso fico com a boa edição americana, que não deixa de ser engraçada e divertida. "Valiant" é uma boa animação e que realmente diverte.
NOTA: 7
RT: 22%
MC: 45
GUARDIÕES DA NOITE (Nochnoy Dozor)
De Timur Bekmambetov. Com Konstantin Khabensky, Vladimir Menshov, Valeri Zolotukhin, Mariya Poroshina, Galina Tyunina, Yuri Kutsenko, Aleksei Chadov, Zhanna Friske e Ilya Lagutenko. Suspense/Drama/Ação/Aventura. 115 min.
Desde ano passado, quando fiquei sabendo da produção, imaginei diversas histórias e mal poderia esperar pelo filme. O trailer era realmente impressionante e mostrava uma grande similaridade com aquilo que eu realmenre esperava.
O filme nos mostra a típica batalha do bem contra o mal, mas com um toque de misticismo e magia e outras coisas que tornam o filme realmente surpreendente. O filme conta a história de Anton Gorodetsky e suas dificuldades em combater o mal e até uma descoberta de si mesmo e quem realmente ele é.
O filme é realmente muito bem dirigido e com um talento enorme. Nota-se que o diretor tem um amor verdadeiro por esse trabalho já que as cenas são tão bem realizadas e cheias de brilho (ou escuridão) que é impossível não se impressionar com a qualidade do filme. O roteiro foi escito pelo próprio junatamente com Laeta Kalogridis que também colaborou com "Alexandre". O roteiro do filme é apenas normal, poderia ser melhor se não fosse tão confuso em sua primeira hora. Muitos dizem que foi mal adaptado e está bastante distante do livro. Não li o livro então não posso julgá-lo de tal maneira, mas o que sei é que talvez as pessoas que leram o livro entendam melhor essa primeira metade.
O filme tem atuações realmente boas e algumas até chegam a ser impressionantes, como é o caso do protagonista interpretado por Konstantin Khabensky. Realmente uma excelente atuação, uma das mais impressionantes nesse tipo de filme. Normalmente um suspense possui apenas atuações normais, mas nunca esperei por uma atuação tão boa nesse filme.
A qualidade técnica do filme me impressionou bastante mesmo. O filme possui uma excelente edição com cortes rapidésimos nas cenas de ação e uma câmera bastante fixa nas horas dramáticas. Uma das melhores do ano. O filme também possui excelentes efeitos especiais, talvez a melhor coisa do filme. Os efeitos são realmente algo sem noção. A qualidade é tão mas tão boa que pode ser comparada com grandes produções dos EUA. Nem mesmo "Kung-Fusão" e "Shaolin Soccer" tem efeitos tão bons quanto os desse filme.
A trilha sonora tem uma boa partitura, mas as músicas de rock metaleiro ás vezes deixam o filme fora da realidade que ele próprio criou. Um trilha inteiramente orquestrada seria o máximo e deixaria o filme mais grandioso.
"Guardiões da Noite" é um verdadeiro sucesso por ser impressionante. O filme possui um fraco roteiro mas que na sua metade final não desaponta. O problema está mesmo na suam primeira metade onde o filme é confuso e que poucas coisas são explicadas no fim do filme. Talvez eles deixaram isso guardado para as duas próxima sequências, já que "Guardiões da Noite" foi concebido como uma trilogia. A segunda parte estréia dia 1° de Janeiro e a terceira e última parte está prometido para 2007. Espero que pelo menos alguma coisa seja resolvido nessas sequências, mas fora isso o filme é realmente bastante eficiente e emocionante.
PS: O FILME CHEGA AOS CINEMAS BRASILEIROS DIA 21 DE OUTUBRO!!!
NOTA: 8
(63%)
LENDA URBANA 3: A VINGANÇA DE MARY (Urban Legends: Bloody Mary)
De Mary Lambert. Com Kate Mara, Robert Vito, Tina Lifford, Ed Marinaro, Michael Coe, Lillith Fields, Nancy Everhard, Audra Lea Keener, Don Shanks e Jeff Olson. Terror. 93 min.
"Lenda Urbana" foi lançado em um momento em que a Columbia/Tristar estava dando o maior apoio para os filmes de horror, foi nessa época que o estúdio lançou "Eu Sei o Que Vocês Fizeram Verão Passado" e "Disturbing Behavior". Mas assim como a maioria dos filmes de horror nessa época que seguiam a linha de Pânico, que havia ressucitado o gênero, os filmes começaram a ganhar continuações. "Lenda Urbana" recebeu a sua e foi considerada um lixo. O filme era praticamente uma auto-paródia, pois praticamente satirizava a própria franquia, transformando-a numa comédiazinha do mesmo jeito que aconteceu com "A Hora do Pesadelo", Sexta-Feira13", "Brinquedo Assassino" e "Pânico". Eu realmente não esperava que eles tivessem a audácia de lançarem mais uma sequência para aquele que era um filme bom. "Lenda Urbana 3" me pegou de surpresa e por alguns instantes pensei que esse poderia ser um bom filme.
O filme conta a história de Samantha, uma garota que se vê atormentada pelo espírito de uma garota dada como morta. Mary foi assassinda por um garoto e teve seu corpo escondido e até hoje o corpo não foi encontrado. Agora o espírito de Mary volta para se vingar dos filhos dos garotos que fizeram isso com ela e sua amiga.
O roteiro não é nem um pouco original por misturar 2 excelentes histórias e acabar fazendo um péssimo filme. Tirou a idéia de "A Hora do Pesadelo", em que Freddy volta para matar os filhos das pessoas que o matarm e também pegou um pouco de "O Chamado" onde temos um espírito atormentado e um corpo escondido "pedindo" para ser encontrado, sem falar que o próprio espírito é uma mescla de Samara com Reagan de "O Exorcista".
O filme foi dirigido por Mary Lambert que já realizou bons clássicos como "Cemitério Maldito" e ainda o video-clipe clássico de Madonna "Like a Virgin". Nesse aqui ela usa toda a sua inexperiência para criar um mundo totalfente fictício e falso que não se preocupa em contar uma boa história e sim dar sustos, e nem isso consegue. O filme consegue no máximo tirar algumas risadas, pois as mortes são tão absurdas que chegam a ser engraçadas.
O filme é totalmente previsível. No momento em que botei o olho em tal personagem, notei que ele era o verdadeiro vilão da história e sabia que esse "outro lado" dele seria desvendado no final do filme. Os acontecimentos do filme são totalmente previsíveis e esperados. O filme não nos guarda nenhuma surpresa para o final.
No papel principale temos Kate Mara que futuramente estará em "Brokeback Mountain" de Ang Lee. Ela está terrível no filme. Sua atuação é típica daquels ersonagens bastante inocentes e que depois que se envolvem em um mistério não largam de jeito nenhum, esquecendo todos os seus estudos e outras tarefas. Seu irmão e ajudante na investigação é interpretado pelo jovem iniciante Robert Vito que fez uma aparição no fraco "Pequenos Espiões 3D: Game Over". Sua atuação também é bastante fraca se resumindo á poucas ações que realmente ajudam em alguma coisa na investigação. Talvez a atuação MENOS PIOR seja a de Tina Lifford, que interpreta uma Hippie que foi uma antiga amiga de Mary. A atriz possui uma carreira longa e com vários filmes em seu currículo. Ela até que faz uma trabalho mediano no filme, talvez por ser a que possui mais experiência. Não é nada de mais, é apenas mediano e dentro da normalidade.
O que me impressiona é que o filme foi lançado nos cinemas dos EUA, enquanto aqui no Brasil o filme foi lançado diretamente em vídeo. Como alguém permite lançar algo assim nos cinemas, ou melhor, como alguém permite lançar algo assim. O filme custou 800 mil dólares e arrecadou pouco mais de 9 milhões nos 3 meses que esteve em cartaz.
"Lenda Urbana 3" é um desastre total, desde a direção, passando pelo roteiro e chegando ás terríveis atuações. Um dos piores filmes de horror que já vi e olha que eu chego a gostar de filmes de horror que muitos detestam e eu chego a amar o filme (caso de "A Casa de Cera"), mas não teve chances. "Lenda Urbana 3" é realmente decepcionante e pior que tudo, muito chato.
NOTA: 2
(25%)
QUATRO AMIGAS E UM JEANS VIAJANTE (The Sisterhood of the Traveling Pants)
De Ken Kwapis. Com Amber Tamblyn, Alexis Bledel, America Ferrera, Blake Lively, Jenna Boyd, Bradley Whitford, Nancy Travis, Rachel Ticotin, Mike Vogel, Michael Rady e Leonardo Nam. Comédia/Drama. 119 min.
Na minha opinião não tem comparação, "Meninas Malvadas" é com certeza o melhor filme "teen" que eu já vi. Por que? Porque ele foge de alguns clichês típicos desse tipo de filme e tem realmente excelentes atuações. "Quatro Amigas e Um Jeans Viajante" está longe de ser um "Meninas Malvadas", mas não desaponta.
Tibby (Amber Tamblyn), Lena (Alexis Bledel), Bridget (Blake Lively) e Carmen (America Ferrera) se conhecem desde bebês, já que suas mães faziam aula de aeróbica juntas. Elas nasceram no mesmo mês e cresceram juntas, tornando-se grandes amigas. Agora com 16 anos elas estão prestes a se separar pela 1ª vez, já que Bridget, Lena e Carmen planejam viajar nas férias de verão. Em uma ida às compras antes da separação elas encontram uma calça jeans que, estranhamente, cabe perfeitamente nelas. As amigas decidem comprá-la e iniciar uma irmandade em torno da calça, acreditando que ela seja mágica pelo fato de se adequar ao corpos diferentes que possuem. São definidas regras para o uso da calça, sendo que uma delas é que cada uma das amigas poderá usá-la durante uma semana.
O filme parece ser meio bobinho e é. É bobinho mas não a ponto de ser ridículo. É uma comédia gostosa de assitir. O filme tem a direção Ken Kwapis que possui uma extensa carreira na televisão como diretor de seriados. É uma direção competente e que sabe muito bem o que fazer com cata ator em cena. O roteiro foi escrito por Delia Ephron, dos famosos "Mensagem Para Você" e "A Feiticeira", e também por Elizabeth Chandler que possui uma carreira de alguns fracassos e comédiazinhas baratas. O roteiro foi baseado no livro de Ann Brashares que se tornou um grande best-seller. A dupla de roteiristas até que fez um bom trabalho com os diálogos e o desenvolvimento da história, mas axistem alguns clichês do qual elas poderiam ter fugido. Mas no geral o roteiro está o.k..
O quarteto está simplismente fabuloso no filme. São realmente grandes atuações. Amber Tamblyn faz um excelente trabalho como uma documentarista que acaba se envolvendo com uma criança que sofre de Leucemia. Amber também fez parte do elenco de "O Chamado" interpretando a garota que morre logo no início do filme. Alexis Bledel interpreta uma garota que viaja para a Grécia e acaba se apaixonando pelo cara certo e errado ao mesmo tempo. Certo pois parece ser o tipo ideal de cara que toda a garota deseja namorar e errado por pertencer á família rival. Uma espécie de Romeu e Julieta. Sua atuação é bastante eficiente, pena que é difícil desconectá-la de seu personagem em "Gilmore Girls". Mas é America Ferrera que talvez faça a melhor atuação do filme como uma filha que descobre que o pai, divorciado de sua mãe, constituiu uma nova família onde acaba sendo excluída e algumas vezes ridicularizada quanto á seu peso. Sua atuação é com certeza a mais dramática e diante disso ela conseguiu fazer um trabalho magnífico. Mas também não posso esquecer de Blake Lively que interpreta uma típica patricinha americana que vai passar as férias num acampamento de verão e lá tenta seduzir um dos monitores, o que não é permitido. É a atuação mais fraca e o quadro que mais possui clichês, esse é o ponto fraco da história, mas que não deixa de ter bons momentos.
O filme possui uma excelente edição, intercalando os 4 verões de forma que não deixa o filme lento em nenhum momento e nem um pouco confuso. Realmente um trabalho excelente. A trilha sonora é recheada de POP´s americanos, mas também possui uma excelente orquestra tocando os temas criados por Cliff Eidelman. É realmente uma excelente trilha sonora, tanto na orquetrada quanto na adaptada.
"Quatro Amigas e Um Jeans Viajante" é um filme muito bom que poderia ser excelente se não fosse os clichês que eu já disse várias vezes acima. O filme tem excelentes toques de drama e também excelentes piadas. As atuações são muito boas e o roteiro e a direção são bastante competentes. Um filme para se assistir á tarde sem nenhum compromisso. Um típico filme de sessão da tarde e que fará bastante sucesso nas locadoras brasileiras, pois nos cinemas acho que o filme não irá emplacar. Fica então minha recomendação para que assistam "Quatro Amigas e Um Jeans Viajante".
NOTA: 8
(82%)
O que andei vendo...
Filmes que assisti semana passada e que não vou postar a crítica porque estou muito cansado... ah tri...
MAGNÓLIA (Magnolia)
De Paul Thomas Anderson. Com Tom Cruise, Pat Healy, Julianne Moore, Genevieve Zweig, Mark Flannagan, William H. Macy, Neil Flynn, Philip Seymour Hoffman e Rod McLachlan. 188 min. Drama/Romance
Um excelente filme onde são contadas histórias de pessoas que de alguma forma estão ligadas umas ás outras. Um filme onde o acaso é o personagem principal e um dos filmes mais original que já assisti. Cheio de mensagens subliminares que te fazem refletir durante um bom tempo...
- Indicado á 3 Oscars: Melhor Ator Coadjuvante (Tom Cruise), Melhor Roteiro Original e Melhor Canção (Save Me).
ENIGMA (Enigma)
De Michael Apted. Com Dougray Scott, Kate Winslet, Saffron Burrows e Jeremy Northam. Suspense/Romance/Drama. 119 min.
Um suspense muito bem construído onde o principal objetivo é levar p espectador para uma incrível investigação. Um suspense com excelente atuações de Dougray Scott e Kate Winslet.
FRIENDS: 6ª TEMPORADA
Com Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer. Comédia/Drama. 597 min.
Não é a melhor das temporadas, mas é excelente. Cada episódio possui sua própria história mas também acompanha a história geral do seriado que é praticamente sobre os romances de Rachel e Ross.Temporada muito boa.
O resto dos filmes vocês podem conferir a crítica abaixo: The Devils Rejects, A Casa dos 1000 Corpos e A Casa de Cera.
THE DEVILS REJECTS
De Rob Zombie. Com Sid Haig, Bill Moseley, Sheri Moon, William Forsythe, Ken Foree, Matthew McGrory, Leslie Easterbrook, Geoffrey Lewis, Priscilla Barnes e Danny Trejo. Terror/Suspense. 109 min.
Clique na imagem e veja esta excelente idéia para divulgar o filme... O pôster com os personagens do filme imita a obra "A Última Ceia"
O modo como me deparei com este filme é bastante interessante. Estava procurando por filmes para baixar no site Só Gratis e foi quando vi o título "The Devils Rejects". Eu já tinha ouvido falar no nome desse filme, mas não fazia idéia do que era. Comecei a fazer o download e faltando + ou - uma hora para acabar o download eu decido ir saber mais sobre o filme. Baixei o trailer e quando assisti vi que possuia os mesmos personagens de "A Casa dos 1000 Corpos" e quando digitei o nome do filme no site IMDB, entre parênteses estava escrito "House of 1000 Corpses 2". Fiquei completamente alucinado. Como eu não tinha ficado sabendo dessam sequência? Isso era simplismente formidável. Mas isso era apenas o começo.
O filme tem início quando o policial Wydell e sua tropa vão até a casa da família Firefly para vingar a morte de seu irmão. Chegando lá Otis e Baby fogem e a Mamãe Firefly é presa. Apartir dai o policial parte em umja caçada e os dois fugitivos se encontram com Capitão Spaulding. Então agora eles lutam para sobreviver, mas isso não impede que eles ainda mantenham sua fama de assassinos.
Com o sucesso do primeiro filme, era inevitável que uma sequência logo aparecesse, mas não pensei que esse conseguisse superar o original, mas superou. Por mais que eu goste do primeiro filme, não acho que aguentaria mais bizarrices e sangue jorrando pra todo o lado. The Devils Rejects aterrisa e consegue ser mais "normal", ou seja, possui um elemento de realidade presente na trama. Rob Zombie parece ter amadurecido bastante desde "A Casa dos 1000 Corpos" e algumas cenas deste novo filme me lembram cenas de filmes de um jovem Quentin Tarantino quando dirigiu "Cães de Aluguel".
O roteiro é bastante original e este filme prova que os verdadeiros protagonistas de "A Casa dos 1000 Corpos" são os integrantes da família. Aqui neste filme senti algo realmente bastante estranho. Você já vivenciou uma noite inteira com eles, você conhece eles e agora eles estão sendo perseguidos mas não para serem presos e sim para morrer. Eu, particularmente, não queria ver essa cena. Não queria que eles morressem. Queria passar mais um tempo com estes personagens. Mas por outro lado gostaria também que o policial vingasse a morte do seu irmão que na miha opinião foi a morte mais triste do filme anterior.
O elenco principal está todo de volta e desta vez, graças a Deus, Rob Zombie botou o Capitão Spaulding em várias cenas, fazendo-o um dos personagens principais. Esse é meu personagem favorito. Otis também está de volta e com certeza mais malvado e rabugento que nunca e também temos a adorável (e gostosa!!!) Baby, que desta vez está creditada nos créditos iniciais como Sheri Moon Zombie, uma referência á Rob Zombie. O trio realmente possui uma química que não havia no filme anterior, e sua jornada é com certeza muito mais interessante. Um grande feito do roteiro de Rob Zombie.
Esse é um filme bastante barato, então a edição, trilha sonora e direção de arte são bastante normais. O próprio filme não pedia grandes coisas e talvez toda aquela enorme direção de arte do primeiro filme tenha sido descartada para dar espaço para um filme mais "natural". O filme foi praticamente todo filmado em locações e isso é o que dá o verdadeiro tom de realidade no filme.
The Devils Rejects é com certeza melhor do o original e pelo final aqui se encerra a jornada da família Firefly. Entendam como quiserem: Eles morrem? Eles Fogem? Eles são abdusidos por alienígenas (não duvido de nada nesse filme)? A única coisa que sei é que talvez não veremos estes personagens novamente. Rob Zombie realizou um verdadeiro feito na arte de se fazer horror e com certeza seus dois filmes sobre a família Firefly serão lembrados por um bom tempo.
NOTA: 9
(53%)
A CASA DOS 1000 CORPOS (House of 1000 Corpses)
De Rob Zombie. Com Sid Haig, Bill Moseley, Sheri Moon, Karen Black, Chris Hardwick, Erin Daniels, Jennifer Jostyn, Rainn Wilson, Matthew McGrory, Robert Allen Mukes, Dennis Fimple e Walter Phelan. Terror. 88 min.
Rob Zombie era apenas mais um roqueiro no mundo até decidir fazer seu próprio filme de terror. Ninguém botou fé no filme e ninguém queria bancá-lo. Foi a Universal quem decidiu bancar o filme, mas logo após a finalização do filme, a empresa pensou que havia jogado dinheiro fora e decidiu não lançar o filme. Rob Zombie rondou as várias empresas de Hollywoos até que a Lions Gate Films decidiu lançá-lo em apenas 595 salas. O filme logo se tornou um sucesso cult do cinema de horror atual. Rob Zombie foi chamado para inúmeras entrevistas, finalmente ele tinha conseguido lançar seu filme. O filme arrecadou 12 milhões apenas nos EUA, algo bastante grande para o número de salas que o filme estreou.
Na década de 70, dois casais estão fazendo uma viagem em busca de diversão. Ao parar em uma loja de horrores na beira de uma estrada, eles conhecem a história do Dr. Satan (Walter Phelan), um famoso médico que matava suas vítimas aos poucos. Dr. Satan foi preso e enforcado, mas nunca encontraram seu corpo. Animados com a história, os jovens decidem visitar a árvore onde Dr. Satan foi enforcado para tentar descobrir onde está seu corpo atualmente.
O filme é uma total cópia "slacher" do clássico "O Massacre da Serra Elétrica", mas com muito mais bizarrices e muito mais "gore". Esse é o pruduto da furtiva mente de Rob Zombie. Claro que a história não é exatamente a mesma, mas estão lá todos os aspectod de "O Massacre da Serra Elétrica". A casa, a família e até mesmo o final do filme parecidíssimo, mas não é igual. Ás vezes você não sabe se deve rir ou se assustar, o filme parece ser uma total sátira e outras vezes fica realmente apavorante. Rob Zombie mostra que pode escrever estórias totalmente surreais, mas de um certo modo reais no seu mundo e que ainda assim apavora e te fazem rir.
Temos aqui um excelente casting. Os atores fazem excelentes interpretações, principalmente por parte da família. Sid Haig interpreta o palhaço Sapulding, o chefe da família e uma das figuras mais assustadoras que já vi. Bill Moseley é Otis, talvez o mais violento e temido da família. Sheri Moon é Baby, a gostosa que seduz os garotos até a casa. Ela é na verdade a mulher de Rob Zombie. Seu relacionamento já dura 12 anos. Um excelente elenco que faz atuações memoráveis e sempre satisfatórias e reais.
O maior destaque do filme fica pela direção de arte. Cheia de cores e com elementos bizarros por toda a parte. O filme possui uma conceito visual realmente perfeito e assustador. Os cenários são imensos e apavorantes. A casa parece ser gigantesca. Também temos uma boa trilha sonora assinada pelo próprio Rob Zombie. Assim como o resto do filme a trilha também possui elementos batante bozarros, mas nada que chegue a ser desconfortante.
Rob Zombie mostra que é um grande diretor ao investir nesse tipo de filme, que normalmente não faz sucesso, exemplo disso é o próprio Brasil que preferiu ver o filme sair direto nas lojas do que testemunhar um marco desses na tela grande. Aqui temos uma boa parte do que a imaginação de Rob Zombie é capaz. Um filme totalmente bizarro e com excelentes atuações junto á uma direção de arte realmente impecável. Um excelente filme...
"The End ?"
continua...
NOTA: 9
(16 %)
A CASA DE CERA (House of Wax)
De Jaume Collet-Serra. Com Elisha Cuthbert, Chad Michael Murray, Brian Van Holt, Paris Hilton, Jared Padalecki, Jon Abrahams e Robert Ri'chard. Terror/Suspense/Drama. 113 min.
"A Casa de Cera" é a refilmagem de "Museu de Cera" que por sua vez é a refilmagem de "Os Crimes do Museu". "Museu de Cera" era estrelado por Vincent Price e ficou bastante famoso por ser o primeiro filme de um grande estúdio a ser filmado no formato 3-D. A história de filme para filme foi mudando, mas a mudança mais forte foi feita nesta refilmagem de 2005, onde somente o museu permaneceu intacto no roteiro, pois o resto foi tudo jogado fora.
Carly (Elisha Cuthbert), Paige (Paris Hilton), Wade (Jared Padalecki), Nick (Chad Michael Murray) e mais dois amigos decidem viajar de carro para o maior campeonato universitário de futebol americano a ser realizado no ano. Durante a viagem eles decidem acampar à noite, planejando seguir adiante pela manhã. Um acidente com um motorista de caminhão assusta o grupo, que no dia seguinte descobre que o carro em que estavam foi danificado. Sem saída, eles aceitam uma carona até Ambrose, a cidade mais perto do local. Ao chegar chama a atenção do grupo a Casa de Cera de Trudy, a principal atração de Ambrose, que possui várias estátuas de cera bastante parecidas com pessoas de verdade. Porém o que eles não sabem é o motivo pelo qual as estátuas parecem tão reais.
A cena de abertura do filme é excelente e ao mesmo tempo chocante. Já de cara vemos que o que estamos preste a assistir não será nada calmo, e é verdade. O filme possui um constante tom de suspense e como em todos os filmes de horror, na sua primeira metade só se fala de sexo. Mas no meio disso aida é reservado um espaço para conhecermos os personagens mais e descobrir do que eles gostam e qual o seu temperamento. O próprio roteiro já foge do clichê de que os dois atores principais tem que ser namorados ou amigos que se desejam, já que os principais do filme são irmãos gêmeos.
Crly é vivida por Elisha Cuthbert, que a interpreta de forma bastante convincente e dramática. Para falar a verdade, nunca vi uma personagem principal de filme de horror se machicar tanto quanto Carly. Ela perde um dedo, tem a boca colada com cola e etc... Elisha é conhecida do seriado "24 Horas" e aqui traz o talento usado em 24, fazendo sua atuação ser realmente a melhor do filme. Se irmão é interpretado por Chad Michael Murray, que estrelou o aclamado "Freaky Friday". Aqui ele interpreta um cara durão e rebelde, onde julga todos de estarem errado e somente ele estar certo. Ele é o par de Elisha na maioria das cenas e os dois fazem um bom trabalho juntos. Jared Padalecki é o namorado de Carly (Elisha). Sua interpretação está apenas normal, nada de mais. Seu personagem não pede muita coisa e sua aparição no filme não é grande coisa. Brian Van Holt é o vilão do filme, e que vilão. Realmente sentimos muito medo dele quando não há para sentir. Ele é um cara normal, como todos os outros, a única deiferença é que ele quer matar aqueles pobres adolescentes. E finalmente temos a "Barbie" Paris Hilton que simplismente não faz nada no filme além de transar e finalmente morrer. Por falar nisso, sua cena de morte é realmente chocante e com toda a certeza absoluta a melhor do filme. Talvez a única personagem em que torcemos para vê-la morrer.
O filme é dirigido pelo total estreante Jaume Collet-Serra. Este é seu primeiro filme, e para um primeiro filme até que ele começou bem. Sua direção é apenas correta e nada mais. Temos també o roteiro dos irmão Chad Hayes e Carey Hayes que antes só haviam feito roteiros para seriados de televisão. Eles estão preparando agora a refilmagem de "A Bolha Assassina". O roteiro de "A Casa de Cera" é bastante eficiente e consegue completar sua missão que é assustar. Não consegui nem contar quantas vezes eu e minha irmã nos assustamos assistindo á esse filme. E além de tudo o filme possui uma boa estória e um excelente desfecho.
A fotografia é algo realmente soberbo. Uma das melhores do ano. A fotografia do filme possui uma câmera bastante parada e com excelentes ângulos e cores. Um bom exemplo de uma excelente fotografia é a cena do cinema que na minha opinião é a cena mais bonita do filme. Mas também né, com essa direção de arte seria impossível ter um fotografia fraca. A direção de arte é mais que perfeita, é a melhor coisa do filme. A casa de cera é realmente algo absurdo e ao mesmo tempo impressionante. Um grande feito no filme. Temos também a mais do que excelente trilha sonora de John Ottman (X-Men 1 e 2). Sua trilha sonora é constantemente clássica mas ao mesmo tempo assustadora. Não perde o tom e excelentes temas.
"A Casa de Cera" é um excelente filme de horror que cumpre sua missão que é assustar. Claro que o filme possui os clássicos clichês, mas isso não tira a maior qualidade do filme que é o medo. Não é tão inteligente quanto "A Chave Mestra" e nem ao menos se tornará um clássico como "Terra dos Mortos", mas é um bom filme. E que venha "A Casa de Cera 2".
NOTA: 8
- Venceu o Prêmio Cinéfilo de Terror e Suspense na categoria de Melhor Direção de Arte.
- Recebeu outras 4 Indicações: Melhor Fotografia, Melhor Maquiagem, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora.
FREDDY X JASON (Freddy vs. Jason)
De. Rony Yu. Com Robert Englund, Ken Kirzinger, Monica Keena, Jason Ritter, Kelly Rowland, Chris Marquette, Brendan Fletcher e Katharine Isabelle. Terror/Suspense. 97 min.
Encerro agora a minha série de críticas com todos os filmes de Freddy Krueger. Depois de 9 sem aparecer nas telas, Freddy retorna juntamente com um grande ícone do horror: Jason. Os dois estão em um filme que já estava sendo preparado desde os anos 80. Era somente uma questão de tempo e de um acordo entre a New Line (detentora dos direitos de Freddy) e a Paramount (detentora dos direitos de Jason). Em 1993 a New Line comprou os direitos de Jason e produziu o rasoável "Jason vai Para o Inferno" e em 2001 produziu o terrível "Jason X". O projeto Freddy vs. Jason finalmente começou a andar e foi contratado Rony Yu, o mesmo diretor de A Noiva de Chucky, para dirigir o filme.
Freddy Krueger (Robert Englund), o carniceiro de Springwood, assassinou dezenas de crianças. A população, tomada por uma total revolta, fez justiça com as próprias mãos e Freddy foi queimado vivo. Isto não impediu que ele continuasse praticando crimes, pois voltava através dos sonhos dos jovens e fazia atrocidades ainda maiores. Os moradores de Springwood resolveram fazer com Freddy algo que o deixou mais irritado que ter sido mandado para o inferno: o condenaram ao esquecimento. Todas as menções sobre sua existência foram apagadas e os jovens que ficaram mais traumatizados com suas macabras aparições foram mandados para um sanatório, onde tomavam uma droga experimental, Hypnocil, que os impedia de sonhar, o que impedia que Krueger agisse. Isto faz com que ele perca as forças gradativamente. Tentando se vingar, Freddy manipula alguém que estava com ele no inferno: Jason Voorhees ((Ken Kirzinger). Freddy o manda aterrorizar os jovens da Elm St., assim a cidade pensará que ele voltou. Seu plano não acontece como o planejado, pois Jason começa a matar todas as "crianças de Freddy" e isto realmente o enfurece. Mas quando Jason descobre que Freddy o usou, um confronto entre os dois se torna inevitável.
O roteiro parte de uma premissa interessante, mas poderia ser muito mais desenvolvido. No DVD do filme os produtores dizem que os roteiro inicial tinha 148 minutos, ou seja, havia muita estória. O roteiro não é falho, mas também não é dos melhores. Os roteiristas poderiam investir mais no confronto de Freddy e Jason, já que esse é o assunto principal do filme é um dos menos abordados. A direção de Rony Yu é bastante eficiente, mas ás vezes ele deixa a bola cair permitindo que certos atores estraguem o filme, principalmente Kelly Rowland. As piadinhas de Freddy estão de volta e isso não é nada bom. Claro que nem se compara com o 4°, 5° e 6° filme, mas ainda assim é um saco ter que assistir Freddy fazer piadinhas sem graça.
Os atores estão péssimos, com exceção de Robert Englund. Talvez por ser o único com alguma experiência na personagem, ele conseguiu manter o tom de sarcasmo e ainda assim conseguiu se desfazer de algumas piadas. Claro que elas ainda estão lá, mas algumas simplismente perderam a graça graças á atuação de Robert. O resto do elenco está horrível. Monica Keena consegue ser a pior mocinha dos filmes de Freddy. Tudo o que ela faz é chorar e gemer, e o pior é que o choro dela é sem lágrimas, o que mostra ainda mais o quão ruim ela é.
O filme possui uma excelente fotografia com cores diversas e uma excelente iluminação. A iluminação do filme é realmente o ponto alto. Uma excelente iluminação que faz da fotografia do filme uma atração á parte. Esta é a primeira vez que um filme de Freddy é filmado em 2.35:1 e eu particularmente fiquei bastante ancioso quando recebi a notícia de que o filme seria filmado nesse formato. A direção de arte tamém é bastante eficiente, principalmente nos sonhos de Freddy. A trilha sonora composta por Graeme Revell pe bastante mística e ele ainda adota os clássicos temas de Freddy e Jason e combina os dois criando uma excelente trilha sonora, claro que não é melhor do que a de "O Novo Pesadelo".
Freddy vs. Jason é apensa mais um filme. Poderia ser muito mais, mas infelizmente não foi. Ele é bastante eficiente e divertido e só. Possui as piadinhas de Freddy, mas não em excesso e tem um final bastante curioso. Um filme para ser assistido sem comprimissos. Um filme mediano, mas que está muito acima daqueles famosos "5° e 6°" do Freddy Krueger e com certeza bastante acima dos filmes de Jason, que na minha opinião são uma bosta. Freddy vs. Jason diverte e nada mais.
NOTA: 7
(38%)
Venceu 4 Prêmios no Prêmio Mr. Garfield de Terror e Suspense: Melhor Ator (Robert Englund), Direção de Arte, Efeitos Sonoros e Efeitos Especiais. Recebeu outras 7 indicações: Melhor Filme, Diretor (Rony Yu), Roteiro Adaptado, Fotografia, Edição, Som e Trilha Sonora.
O NOVO PESADELO DE WES CRAVEN: O RETORNO DE FREDDY KRUEGER (Wes Craven´s New Nightmare)
De Wes Craven. Com Heather Langenkamp, Robert Englund, Miko Hughes, Wes Craven, John Saxon, Robert Shaye, Sara Risher, Marianne Maddalena e David Newsom. Drama/Suspense/Terror. 113 min.
Era óbvio que Freddy não estava totalmente morto. Era somente uma questão de tempo até o estúdio ressucitá-lo novamente, mas não pensamos que seria em tão pouco tempo. Apenas 2 anos depois de "A Morte de Freddy" a New Line Cinema anunciou que o próprio Wes Craven dirigiria um novo filme de Freddy Krueger. O filme foi lançado em 1994 e conseguiu algo que muitos acharam impossível: trazer o medo que o espectador havia perdido por estes filmes. O filme possui um roteiro absurdamente original.
O filme "A Hora do Pesadelo" está prestes a completar seu 10° aniversário e a atriz Heather Langenkamp está sendo chamada para exaustivas entrevistas e sendo foco de vários jornalistas. Seu filho está passando por um sério problema onde diz ter medo do homem que vive na sua cama, Heather pensa que seu filho andou assistindo aos seus filmes e acabou tendo pesadelos com Freddy. Heather é chamada no estúdio da New Line e lá é chamada para estrelar um último filme de Freddy. Seu marido é brutalmente assassinado e então ela percebe que Freddy não é apenas um personagem criado pela imageinação de Wes Craven, ele algo real e agora está atrás de seu filho.
O roteiro foi escrito pelo próprio Wes Craven é um total exemplo da mente criativa que Wes Craven possui. Talvez essa fosse a única forma de fazer as pessoas temerem Freddy novamente: fazendo elas acreditarem que Freddy é real e que tudo aquli mostrado até agora não passava de ficção, o verdadeiro Freddy é muito mais assustador. E ele conseguiu, fez Freddy ser temido novamente e ainda por cima conseguiu criar o Freddy mais assustador desde o primeiro "A Hora do Pesadelo", com a melhor maquiagem da série e também com o melhor figurino. Freddy abandona o suéter rasgado e velhor e adota um novo e limpo suéter, acompanhado de uma capa preta que dá um tom totalmente sobrenatural e assustador ao personagem. A maquiagem é mais real e desta sim se parece com uma queimadura de verdade.
A direção de Wes também é excelente. Com a experiência em 2 filmes da série, os melhores por acaso, ele conseguiu demonstrar que entende bastante os personagens e sabe como manter o tom de realidade e fantasia. Sua participação no filme é extremamente fundamental e bastante eficiente. Por falar nisso, alguns atores interpretam a si mesmo no filme, o que dá mais liberdade ao ator, já que ele está interpretando ele mesmo no filme.
Heather está absolutamente formidável no filme. Talvez a atuação mais dramática de toda a série. Ela conseguiu perfeitamente captar a personagem, ela mesma, ou seja, conseguiu fazer da personagem o mais real e acrditável possível. Seu filho é interpretado por Miko Hughes, cujo já havia sido visto numa excelente e assustadora atuação em "Cemitério Maldito". Miko está realmente magnífico no filme. Uma criança de apenas 8 anos de idade, vivendo este personagem que é um dos que mais sofre com a constante perseguição de Freddy. E finalmente temos Robert Englund como Freddy Krueger, em sua melhor atuação na série inteira. Este Freddy é com certeza o mais assustador e com certeza está longe de ser considerado o mesmo Freddy de "A Hora do Pesadelo 4, 5 e 6". Este Freddy é bem mais robusto e claramente é bem mais forte e menos magricela, que era como eu via Freddy nos outros filmes. Um Freddy totalmente novo para uma nova geração totalmente nova.
A trilha sonora de J. Peter Robinson é mais do que excelente, é magnífica. Com toda a certeza absoluta a melhor trilha de toda a série. Ele mistura os clássicos temas criados por Charles Bernstein com uma trilha cheia de acordes místicos, criando temas que viraram clássicos. Na minha opinião este é o único filme que merecia ser indicado ao Oscar, nas categorias de: Melhor Maquiagem e Melhor Trilha Sonora. Um excelente trabalho tanto de maquiagem quanto de trilha sonora que mereciam destaque.
Wes Craven realmente conseguiu ressucitar Freddy e ressucitou ainda o medo perdido por Freddy. Um roteiro mais do que inteligente e grandes atuações em um filme que poderia ser um grande fracasso. Freddy está de volta, e em grande estilo.
NOTA:9
(80%)
PESADELO FINAL: A MORTE DE FREDDY (Freddy's Dead: The Final Nightmare)
De Rachel Talalay. Com Robert Englund, Lisa Zane, Shon Greenblatt, Lezlie Deane, Ricky Dean Logan, Breckin Meyer e Yaphet Kotto. Comédia/Terror. 89 min.
Finalmente Freddy chegou ao fundo do poço. Esse sexto filme consegue se auto-rotular como o pior filme de Freddy. Desde o início o filme foi um total pesadelo (desculpe pelo trocadilho). Primeiramente porque estavam tentando matar um dos principais "ganha-pão" da New Line que naquela época não fazia grandes filmes. Segundo, por tentar mostrar as origens de Freddy e fatalmente falahra nessa parte e em terceiro porque eles nem sequer conseguiram dar férias á Freddy, já que apenas três anos depois ele voltaria.
Rachel Talalay esteve presente em praticamente todos os filmes da série, só esteve ausente na quinta parte. Para dirigir ó "último" filme de Freddy muitos tentaram convencer Wes Craven, mas todos falharam. Então ficou na responsabilidade de Rachel Talalay bolar uma história e dirigir este que seria o último filme de Freddy.
Já de cara temos um enorme erro: o título. A morte de Freddy não é um título nada agradável para um fã de Freddy Krueger. Muitos deixaram de ir ao cinema por simplismente se tratar da morte de Freddy. Mas por outro lado, o título atraiu a atenção de outras pessoas que não eram fãs de Freddy, simplismente porque estavam prestes a matar um dos maiores vilões que o cinema já teve e isso era realmente algo grande. O trailer e o pôster do filme são belíssimos e funcionam perfeitamente, mas o filme...
Maggie Burroughs (Lisa Zane) é uma psicóloga que consegue penetrar nos pensamentos de John Doe (Shon Greenblatt), onde Freddy Krueger (Robert Englund) o ameaça. O jovem, foragido de Springwood, a cidade onde Freddy apareceu pela primeira vez, é o último sobrevivente jovem da região. Desmemoriado, ele afirma ser o filho de Freddy.
A cena de abertura é realmente fantástica e tem efeitos especiais sensacionais, mas apartir dai poucas coisas funcionam como deveria. As atuações são fracas e pouco convincentes, mas crei eu que isso seja graças ao "excelente" roteiro escrito por Michael De Luca. Temos um bom enredo, mas muito mal desenvolvido. As reviravoltas do filme até que são boas, mas poderia ser melhores. Rachel foi um péssima escolha para dirigir este filme. Uma diretora estreante fazendo um filme com tamanha importância nunca iria dar certo. Rachel precisaria de mais uns três ou quatro filmes de horror para poder dirigir este filme com a segurança necessária.
E Freddy? Ele morre?
Sim, ele aparentemente morre, assim como nos outros 5 filmes. Os últimos 15 minutos deste filme foram exibidos nos cinemas em 3-D. Mais uma scada de marketing para trazer mais pessoas para assistir ao filme. Quem não gostaria de ver Freddy saindo da tela de cinema, e que ocasião melhor para fazer isso que seu "último filme". Bom, pode ser que tenha levado algumas pessoas ao cinema, mas com certeza não foi essa a razão dos grande 33 milhões que o filme arrcadou. Talvez seja porque muitos perderam as esperanças de ver Freddy novamente na tela grande, então essa seria a última chance de poder ver Freddy na tela grande, estavam todos enganados.
Este sexto filme é um desastre, mas pelo menos diverte. Tente não levá-lo a sério. Não acredite no seu título e assista como se estivesse assistindo á uma paródia do personagem, então você irá se divertir. Mas é somente para isso que o filme serve e nada mais. Não acrescenta nada a história, mas tira o pavor que sentíamos de Freddy e talvez esse pavor, esse medo nunca voltará graças ás ridículas sequências que o filme teve (tirando 3°).
NOTA: 4
(13%)
- Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Canção Original "Why Was I Born (Freddy's Dead)".
Ás vezes eu me pergunto por que o Oscar ainda se recusa á indicar grandes atuações animadas. Durante um bom tempo fiquei pensando nas melhores atuações animadas que deveriam ser indicadas ao Oscar e quem sabe até ter vencido. Veja abaixo.
5° - Mike Wazowski (Billy Crystal)
Melhor Ator Coadjuvante
Billy Crystal fez um trabalho de mestre nesse filme e realmente merecia a indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu trabalho em Monstros S.A. Um dos personagens mais engraçados da Disney.
4° - Dory (Ellen DeGeneres)
Melhor Atriz Coadjuvante
Uma das atuações mais cômicas que já vi na minha vida e com um tom de sinceridade e dramaticidade que nunca tinha visto antes. Ellen está excelente em Procurando Nemo e merecia a indicação.
3° - Burro (Eddie Murphy)
Melhor Ator Coadjuvante
Eddie Murphy consegui fazer sua melhor interpretação neste filme que eu considero como um dos melhores e mais engraçados filmes animado. Ele chegou a ser indicado ao BAFTA por sua atuação em Shrek.
2° - Gênio Azul da Lâmpada Mágica (Robin Williams)
Melhor Ator Coadjuvante
Robin está mais do que excelente em Aladdin, uma de suas melhores atuações, senão a melhor. Robin chegou a ganhar um Globo de Ouro especial por seu trabalho na dublagem do filme Aladdin. Robin Williams é um dos 2 atores que além de merecer a indicação, mereciam até mesmo vencer o Oscar. O outro ator que merecia vencer é...
1° - Gollum/Sméagol (Andy Serkis)
Melhor Ator Coadjuvante
Simplismente a melhor atuação animada que eu já vi na minha vida. Andy fez talvez até a melhor atuação que eu já vi. Um desempenho de mestre. Deveria ter sido indicado pelos doi últimos "Senhor dos Anéis" mas deveria ter vencido pelo segundo filme, onde seu personagem é mais presente. Um verdadeiro triunfo.
Esses são os 5 atores animados que eu acho que deveriam ser indicados ao Oscar.
VÔO NOTURNO (Red Eye)
De Wes Craven. Com Rachel McAdams, Cillian Murphy, Brian Cox, Laura Johnson, Max Kasch, Jayma Mays, Angela Paton, Suzie Plakson e Jack Scalia. Suspense/Drama/Ação. 85 min.
Depois de 5 anos sem dirigir um só filme, Wes Craven volta com uma bomba como "Amaldiçoados", mas no mesmo ano consegue se reconciliar com seu público lançando o fenomenal "Vôo Noturno". Ultimamente os diretores que vêm tirando umas "férias" vem voltando com grandes filmes, como é o caso de Quentin Tarantino que voltou com Kill Bill. Wes Craven volta não com um filme de terror, que é a sua especialidade, mas sim com um suspense psicológico que é curto e grosso. Um filme que já vai direto ao assunto e bum bum bum, o filme já acabou. É um filme curtinho, de apenas 85 minutos, mas que dentro desses rápidos 85 minutos estão contidos os melhores atributos criados para o cinema: você se assusta, você se emociona, você torce pela personagem e você vibra junto com o filme.
Lisa Reisert (Rachel McAdams) detesta voar, mas precisa realizar uma viagem. O temor que ela possui se torna insignificante perante a situação que passa a vivenciar dentro do avião. Logo após a decolagem o homem que está na poltrona ao seu lado, Jackson (Cillian Murphy), diz a Lisa que o motivo de estar naquele vôo é matar um poderoso homem de negócios, que também está no avião. Jackson exige a ajuda de Lisa em seu plano, pois caso contrário um assassino contratado por ele irá matar o pai dela, o que depende apenas de uma ligação telefônica.
O roteiro do filme é bastante inteligente e nos apresenta uma história bastante original e inédita, o que é difícil nos dias de hoje. Esse é o primeiro roteiro escrito para o cinema de Carl Ellsworth, que já havia escrito episódios de "Buffy" e Xena". A idéia de se fazer um filme sobre um "sequestro" no avião ´pode até parecer algo já feito ou até uma estória velha, mas quando falamos que o sequestro é apenas com uma pessoa e os outros passageiros não sabem de nada ai fica muito mais interessante. Foi essa idéia que me chamou a atenção no filme.
Wes Craven dirige este filme belíssimamente, com um talento único. Na minha opinião esse é seu melhor filme desde "Pânico" e com certeza muitos acharão isso. Este filme prova que Wes Craven ainda não perdeu seu talento de contar boas histórias como muitos achavam após sair de uma sessão de "Amaldiçoados". Aqui Wes Craven consegue obter o nível exato de drama e suspense e ainda consegue fazer uma química perfeita entre Cillian e Rachel.
Falando nos dois, eles estão estupendos. É extremamente raro assitir á mocinha atuar na maior parte do filme ao lado do vilão, mas é exatamente isso que o filme faz. Rachel McAdams realmente captou a personagem e nota-se que ela deu tudo de si para fazer dela o mais realista possível. Em nenhum momento você pensa "eu não faria isso" ou "eu faria de outro jeito". A personagem de Rachel é mulher madura e segura do que quer de principalmente do que sente. Cillian intrepreta um vilão que realmente assusta. Seu jeitão "cavalo" e extremamente sincero é em muitas vezes assustador. Cillian faz um excelente trabalho, assim como já havia feito nos excelentes "Extermínio" e "Batman Begins". Cillian e Rachel são com certeza as grandes revelações do momento.
O filme possui uma bela fotografia, bastante ampla nos momentos iniciais do filme e depois bastante fechadas dentro do avião, o que da a sensação de realmente estar num lugar onde você não para onde fugir. A direção de arte do filme é impecável, reproduzindo um avião com extrema semelhança. Temos aqui também uma excelente edição. Ás vezes bastante lenta, dando tempo para cada ator terminar sua fala e outras vezes bastante rápida como nas discussões do "casal" e nas constantes perseguições no final do filme. A trilha sonora é bastante eficiente, mas não acrscenta grande coisa ao filme.
"Vôo Noturno" mostra o renascimento de um gênio juntamente com duas grandes revelações dos últimos anos. Um excelente e eficiente filme que funciona de forma esplendorosa e que com certeza nao será esquecido tão facilmente, talvez até nem seja.
NOTA: 9
(82%)
- Recebeu 4 Indicações ao Prêmio Cinéfilo de Terror e Suspense: Melhor Diretor (Wes Craven), Melhor Atriz (Rachel McAdams), Melhor Ator (Cillian Murphy) e Melhor Roteiro Original.
A HORA DO PESADELO 5 - O MAIOR HORROR DE FREDDY (A Nightmare on Elm Street - The Dream Child)
De Stephen Hopkins. Com Robert Englund, Lisa Wilcox, Erika Anderson, Valorie Armstrong, Michael Ashton, Beatrice Boepple, Matt Borlenghi, Noble Craig, E.R. Davies, Burr DeBenning e Beth DePatie. Terror/Suspense/Comédia. 90 min.
O quarto filme pode ter ficado apenas na média e foi justamente isso que levou os diretores da New Line Cinema a quererem mais um "A Hora do Pesadelo". A quinta parte chegou aos cinemas um ano após o quarto e foi um horror. A crítica detestou e os fãs odiaram. O filme até que conseguiu juntar algum dinheiro, mas foi menos que a metade do que A Hora do Pesadelo 4 arrecadou.
Alice está grávida e começa a ter pesadelos novamente. Seu namorado morre e ela fica cada vez mais desesperada. Ela então descobre que Freddy está de volta, mas não em seus pesadelos e sim nos de seu filho que está para nascer. Agora Alice terá que enfrentar uma batalha interna para conseguir, mais uma vez, destruir Freddy.
O filme já vem de uma premissa totalmente pirada e que foge totalmente do contexto da série. O roteiro foi escrito por Leslie Bohem que recentemente escreveu o roteiro da excelente minissérie "Taken" de Steven Spielberg. Leslie Bohem era um escritor ainda em ascenção, já havia feito somente um trabalho, A Casa do Espanto 3, que também havia sido um fracasso. Foi um erro completo contratá-lo para fazer esse filme.
A direção de Stephen Hopkins é praticamente invisível. Você ve que o filme é praticamente feito sem nenhuma direção. Talvez os verdadeiros diretores do filme sejam os produtores e os atores e Stephen Hopkins está ali somente para atrapalhar mesmo. Stephen viria depois a fazer grandes clássicos como Predador 2 e episódios do seriado 24 Horas. Tendo esse currículo pós-A Hora do Pesadelo, podemos pensar que ele poderia ter feito um trabalho muito mais animador para nós, fãs de Freddy.
Os atores estão apenas O.K. São simples atuações de adolescentes querendo algum espaço no meio cinematográfico. Dá para notar que o que eles mais querem é estar o tempo inteiro aparecendo na tela. Foi um tremendo erro contratar esse tipo de gente. Alguns nunca mais fizeram outro filme e outros só fizeram pequenos e fracassados filmes de horror.
A fotografia é dirigida por Peter Levy que fez excelentes trabalhos em "The Life and Death of Peter Sellers" e "24 Horas". Também foi o diretor de fotografia de Predador 2. Nesse filme ele abusa das cores, talvez por escolha dos diretores. O filme peca por ser muito colorido e ter pouquíssimas cenas sombrias. A fotografia do filme está boa... para uma comédia, mas para um filme de horror, está um pouquinho abaixo da média. Temos também a normal trilha sonora de Jay Ferguson que faz um terrível trabalho adotando notas clássicas de filmes de comédia, tentando dar mais graça ao filme.
Aqui está o verdadeiro declínio do Império de Freddy Krueger. A Hora do pesadelo 5 é um desastre, mas um desastre que diverte. Freddy está mais engraçadinho e menos pavoroso, e isso é um grande problema, mas esqueçam que esse é um filme de terror e vocês irão se divertir. A Hora do Pesadelo 5 está bem abaixo da média, mas não deixa de ter seus momentos.
NOTA: 3
(27%)
KUNG-FUSÃO (Gong Fu)
De Stephen Chow. Com Stephen Chow, Xiaogang Feng, Wah Yuen, Zhi Hua Dong, Kwok Kuen Chan, Chi Chung Lam, Qiu Yuen e Kai Man Tin. Coméida/Ação. 99 min.
Stephen Chow vem se mostrando ser um grande diretor tanto de comédias quanto de ação, misturando os dois e fazendo grandes filmes. Shaolin Soccer foi o primeiro filme dele que eu assisti e achei sensacional. A comédia é super engraçada e as cenas de ação sao estupendas. Agora me deparo com mais uma mistura assinada por Stephe: Kung-Fusão.
O filme conta a história de Sing (Stephen Chow), um ladrão de segunda categoria que sonha em integrar a sofisticada e implacável gangue Axe, que controla o submundo da cidade. Ele tenta extorquir dinheiro de um dos moradores do Beco Curral do Porco, um movimentado complexo de apartamentos da periferia, mas é surpreendido pelos vizinhos da vítima, que são mestres nas artes marciais. As tentativas atrapalhadas de Sing chamam a atenção da gangue Axe, que entra em conflito com os moradores do Beco do Curral do Porco.
O roteiro do filme até que é bem escrito, mas se resume a mostrar lutas e mais lutas, deixando de lado uma boa estória. Mas as lutas do filme são incríveis e sensacionais, embora algumas vezes os efeitos especiais sejam mal feitos, mas nada que impeça o espectador de se impressionar. O roteiro do filme ainda dá espaço para algumas singelas homenagens á Homem-Aranha e O Iluminado de Stanley Kubrick.
Stephen Show mostra mais uma vez ser um bom diretor nesse filme. Um bom diretor de elenco e de grandes cenas de ação. Falando em elenco, o filme possui excelentes atuações, incluindo a do próprio Chow. Deve ser difícil ser um diretor-ator, pois quem irá criticar sua atuação a não ser você mesmo? Wah Yuen talvez seja o que possui a melhor atuação, mostrando todo o tempo o quão engraçado e ao mesmo tempo dramático seu personagem é.
O filme tem um fotografia exuberante e com ângulos bem abertos, o que nos dá a chance de observar bem a enorme direção de arte que o filme possui. A direção de arte é bastante detalhada e bem colorida, um trabalho de mestre. Os efeitos especiais, como disse acima, ás vezes são um pouco falhos, mas nada que chegue a incomodar como me incomodou em Van Helsing. Os efeitos sonoros que acompanham os efeitos especiais são de primeira linha e sao mais que perfeitos.
Mas talvez seja a trilha sonora do filme que mereça um grande crédito. A trilha do filme é clássica e dá o tom perfeito ao filme, realçando as clássicas trilhas orientais com os clássicos filmes de gângsters americanos. Um excelente trabalho de Raymond Wong.
Kung-Fusão é um bom filme, mas que não consegue ser tão engraçado quanto Shaolin Soccer. Algumas piadas simplismente não funcionam e os efeitos precisam ser melhorados. Mas mesmo assim é um filme divertido que tem excelentes momentos e grandes lutas que te deixa boquiabertos. Stephen Chow conseguiu novamente!!!
NOTA: 8
(89%)
Ganhou 6 Prêmios no Hong Kong Film Awards: Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Wah Yuen), Edição, Efeitos Sonoros, Efeitos Especiais e Coreografia de Ação. Além de receber outra 10 indicações: Melhor Diretor (Stephen Chow), Ator (Stephen Chow), Atriz (Qiu Yuen), Ator Coadjuvante (Kwok-Kwan Chan), Novo Artista (Sheng Yi Huang), Roteiro, Fotografia, Figurino/Maquiagem, Direção de Arte e Trilha Sonora.
A HORA DO PESADELO 4 - O MESTRE DOS SONHOS (A Nightmare on Elm Street 4 - The Dream Master)
De Renny Harlin. Com Tuesday Knight, Ken Sagoes, Rodney Eastman, Lisa Wilcox, Andras Jones, Danny Hassel, Brooke Theiss, Toy Newkirk e Robert Englund. Terror/Suspense/Drama. 94 min.
Depois do enorme sucesso de crítica e público da terceira parte, os produtores se animaram a fazer mais uma sequência. Essa aqui é a única sequência que traz os mesmos personagens do filme anterior. Todos os sobreviventes de A Hora do Pesadelo 3 estão aqui. Mas a atriz Patricia Arquette não quis participar de outro filme do Freddy então no seu lugar foi chamada Tuesday Knight, que infelizmente não consegye superar a excelente atuação de Patricia.
Depois de ser destruído, Freddy retoma suas forças e volta para mais um massacre. A garota Kristen não consegue derrotá-lo, então fica a cargo de Alice. Seus amigos começam a ser assassinados e ela não admite isso. Ela então se envolve numa misteriosa viagem para derrotar Freddy.
Talvez esse seja o filme que tenha a história mais simples, mas pode ser por isso que muitos gostem dele. Depois do roteiro super inteligente de A Hora do pesadelo 3, nada como dar uma acalmada na série. Mas infelizmente aqui Freddy se torna aquele palhaço que até hoje é lembrado.
As atuações do filme são apenas normais, a melhor é a de Lisa Wilcox que interpreta Alice. Robert Englund está muito fraco, interpretando um Freddy palhaço que não funciona e nem dá medo.
O elenco está fraquinho, mas o roteiro funciona. Não funciona como funcionou com "A Hora do Pesadelo 1 e 3" mas funciona. Não nada espetacular, mas é divertido. É um daqueles filmes que simplismente foram feitos para divertir. Renny Harlim faz um belo trabalho na direção deste filme, sua direção é segura e segue na linha da lógica. Mesmo esse filme não sendo o melhor da série, Renny faz um bom trabalho e só.
O filme tem uma belíssima fotografia e merece um grande destaque. As cores do filme são excelentes e os ângulos bem abertos vai contra as regras da fotografia de um filme de horror, onde os ângulos são bastante fechados. A trilha sonora do filme é apenas eficiente, mas tem seus grandes momentos, na maioria os dramáticos.
A Hora do Pesadelo 4 marca a tranformação do Freddy malvado para o Freddy engraçado, o que não é nada bom. Apartir desse filme a carreira de Freddy caiu e muito. Ele não assusta como antes e até mesmo os filmes antecessores ficaram engraçados depois desse aqui. Esse filme é bem bom, mas não é dos melhore, apenas uma diversão e que cumpre seu dever.
NOTA: 7
(50 %)
TERRA DOS MORTOS (Land of the Dead)
De George A. Romero. Com Simon Baker, John Leguizamo, Dennis Hopper, Asia Argento e Robert Joy. Terror/Suspense/Drama. 93 min.
Os únicos filmes sobre mortos-vivos que eu gosto são aqueles que tem algo a ver com George A. Romero. A trilogia dos Mortos é simplismente uma obra-prima, suas refilmagens acrescentam algumas coisas bastante interessantes (principalmente Madrugada dos Mortos) e agora George A. Romero quebra a trilogia e nos dá a quarta parte da dominação dos mortos-vivos. Assim com nos anteriores, o filme não traz de volta personagens mas retoma a história de como está a Terra após a contaminação.
Os zumbis tomaram o controle do planeta. Os poucos humanos que conseguiram sobreviver vivem agora em uma cidade cercada por muros, que impedem a invasão dos zumbis. Enquanto que as ruas da cidade são dominadas pelo caos, os mais ricos vivem isolados em prédios extremamente protegidos. Em meio às brigas internas na cidade os zumbis planejam um novo ataque, já que estão atualmente em uma forma mais evoluída da espécie.
O filme parte de uma premissa bastante interessante e original. George fez um excelente trabalho com o roteiro, transformando-o no mai humano e real possível. Assim como os humanos, os zumbis também evoluíram e neste filme já são vistos armados, uma das grandes sacadas de Romero.
O filme questiona áté onde vamos para sobreviver. Os humanos isolados nesta pequena cidade vivem em conflitos e são até capazes de trapacear para assegurar sua própria sobrevivência. Algo wue já havia sido falado nos outros longas, mas que nesse aqui está mais explícito do que nunca. O roteiro ainda aborda uma guerra de classes sociais, onde temos aqueles que desfrutam de toal conforto e mordomia e os outros que vivem em total desgraça, chegando a ser mendigos. O filme é uma metáfora sobre a população atual.
O filme tem excelentes atuações. Simon Baker (O Chamado 2) faz um excelente trabalho como um rebelde que contraria todas asregras da cidade e vai em busca de um lugar melhor. Temos também uma excelente atuação de John Leguizamo como um homem que se sente traído por não ser aceito no tão famoso prédio da cidade. Ele decide roubar a única grande arma que os humanos tem contra os zumbis, o grande caminhão. Um excelente elenco que ainda conta com uma excelente participação do indicado ao Oscar Dennis Hooper.
O filme possui uma excelente fotografia, com ângulos bastante fechados e com uma excelente iluminação, já que o filme se passa praticamente á noite. Uma das melhores fotografia do ano. A trilha sonora do filme também é um grande ponto a favor do filme. Misturando tom bastante dramáticos com alguns tons de suspense e terror e ás vezes alternando para o rock metaleiro, a trilha de Terra dos Mortos é excelente e muito bem orquestrada.
O filme não usa muito dos efeitos especiais, mas quando usa você chega a ficar boquiaberto. São composições digitais de cair o queixo. Outro grande atributo, talvez um dos melhores do filme, é a maquiagem. A maquiagem de Terra dos Mortos é diferente de qualquer maquiagem de filmes de mortos-vivos que já vi. Os mortos-vivos são realmente assustadores graças á equipe de maquiagem que fez um excelente trabalho. Talvez o melhor trabalho de maquiagem do ano.
"Terra dos Mortos" é uma perfeita crítica á sociedade que pode se encaixar em qualquer tempo. Um filme que mostra que as pessoas não estão interessados numa paz mundial e sim numa paz pessoal. Desde que ela mesmo esteja bem, o resto que se foda. O filme faz essa comparação junto á divisão de classes sociais, onde vemos perfeitamente que o rico tem mais proteção e conforto quanto o pobre dorme na rua e não desfruta de nenhum conforto. Um dos melhores filmes do ano e na minha opinião o mais humano e melhor filme de zumbis.
NOTA: 9
- Recebeu 2 Indicações ao Prêmio Vênus:Melhor Roteiro Adaptado e Melho Maquiagem.
- Ganhou 4 prêmios no Prêmio Cinéfilo de Terror e Suspense: Melhor Diretor (George A. Romero), Melhor Roteirom Adaptado, Melhor Maquiagem e Melhores Efeitos Especiais.
- Recebeu outras 7 indicações ao Prêmio Cinéfilo de Terror e Suspense: Melhor Filme, Melhor Ator (Simon Baker), Melhor Atriz Coadjuvante (Asia Argento), Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Edição de Som.
A HORA DO PESADELO 3 - OS GUERREIROS DOS SONHOS (A Nightmare on Elm Street 3 - Dream Warriors)
De Chuck Russell. Com Heather Langenkamp, Craig Wasson, Patricia Arquette, Robert Englund, Ken Sagoes, Rodney Eastman, Jennifer Rubin, Bradley Gregg, Ira Heiden e Laurence Fishburne. Drama/Suspense/Terror. 96 min.
Logo após a desastrosa sequência "A Hora do Pesadelo 2", muitos ficaram bastante desconfiados quando ficaram sabendo dessa 3ª parte. Mas foi só depois da confirmação de que Wes Craven escreveria o roteiro e de que a triz princial do primeiro filme estaria de volta foi que as pessoas começaram a crar espectativas para o filme. O filme etreou em Fevereiro de 1987 e não bateu as espectativas, ele as superou. O terceiro filme era tão bom que podia ser comparado com o longa original. Na direção temos o competente Chuck Russell e temos o roteiro muito bem escrito de Wes Craven.
O filme mostra um grupo de adolescentes internados numa clínica por terem pesadelos excessivos, mas os médicos não vêm nada de interessante no fato de todos eles estarem sonhando com a mesma pessoa. Até que um uma médica chamada Nancy é contratada pelo hospital para ajudá-los. Lá ela acaba confrontando novamente Freddy Krueger.
O filme tem nos papéis principais a talentosíssima Heather Langenkamp e a iniciante porém bastante competente Patricia Arquette (curiosamente seu irmão David Arquette foi o intérprete de Dewey na trilogia Pânico, também de Wes Craven). Em certos momentos o filme deixa de ser um terror para se tornar em belo suspense e ás vezes até em um drama. O filme deixa todo aquele sangue de lado para se focar na "criação" dessa nfigura que todos temem e por que ele está atacando essas pessoas.
O filme tem efeitos especiais bastante bons e alguns até impressionante para a época. O filme usa bastante a técnica Stop-Motion para criar os movimentos de alguns boneco e na cena final, do esqueleto de Freddy. Por falar em final, o final desse filme é totalmente inesperado e surpreendente. O interessante é notar que as descobertas sobre a origem de Freddy seguem até os últimos segundo do filme, o que deixa o filme com aquele tom de mistério, investigação e deixa de lado a sanguera.
A trilha sonora de Angelo Badalamenti é espetacular. Misturando drama com suspense e criando músicas que ficaram famosas nos filmes, mas que não são reconhecidas como sendo desse filme. Badalamenti consegue fazer um de seus melhores trabalhos neste filme. A fotografia do filme é bastante boa, mas nada que seja impressionante. O ponto aldo do filme é realmente a direção, acompanhada de um excelente roteiro.
Essa terceira parte é realmente uma volta por cima. Um filme que não tinha nada para dar certo, mas que com o dedo de Wes Crave se torno em um dos melhores da série. Por mais que seja bom esse filme, não posso deixar passar a sensação de desconforto que senti em algumas mortes que me pareceram um tanto cômicas. Talvez tenha sido aqui que tenha começado a fase "engraçadinha" de Freddy. Mas mesmo assim o filme é excelente.
NOTA: 8
(75%)
A HORA DO PESADELO 2 - A VINGANÇA DE FREDDY (A Nightmare on Elm Street 2 - Freddy´s Revenge)
De Jack Sholder. Com Mark Patton, Kim Meyers, Robert Rusler, Clu Gulager, Hope Lange, Marshall Bell e Robert Englund. Terror/Suspense. 87 min.
Curiosamente esse foi o primeiro "A Hora do Pesadelo" que eu assisti. O filme pega carona com o imenso sucesso do primeiro filme e é lançado apenas com um ano de diferença do primeiro. Essa segundo filme não atingiu ás espectativas dos fãs que esperavam por um grande retorno e como diz o título, uma grande "vingança" de Freddy.
A cena de abertura do filme é simplismente excepcional e tem efeitos especiais bastante bons para a época. Apartir dai o filme é so clichês e cenas que tentam manter o mesmo suspense criado no primeiro filme. O roteiro parte de um premissa até que interessante. Após ser derrotado por Nancy, Freddy perde as forças para penetrar nos sonhos das pessoas. Ele deseja possuir um corpo para que possa continuar seu legado de assassinatos.
O filme tem mortes ridículas e um final totalmente imprevisível, já que foge de todas as regras formadas pelo primeiro filme. O final do filme é simplismente o cúmulo dos cúmulos em relação á infidelidade com o filme anterior. Freddy consegue fazer truques como ficar invisível, algo que somente nesse filme foi mostrado, o que mostra a "viajada" que eles deram no roteiro do filme.
As atuações são normais, mas nada que mereça o mesmo destaque do elenco do filme original. Kim Meyers poderia ter sido um grande e talentosa atriz, nesse filme ela consegue ser a mais realista e talvez a única a desempenhar o tom dramático necessário. Robert Englund se mostra um tanto "emolgado" com esse filme. Talvez com o sucesso do filme anterior ele já estivera vendo sua carreira decolar com esse personagem, mas foi essa exaltação que te faz, ao longo do filme, deixar de temer Freddy.
O filme ainda tem alguns sustos que surpreendem e depois de vária vezes assistidos ainda assutam, mas nada que consiga salvar o filme do desastre que é.
Por mais fã de Freddy que eu seja, não consigo dar mais que 2 estrelas para o filme. Esse aqui se encaixa naquela famosa categoria "filmes de terror para adolescentes" mas que conseguiu ficar parado no tempo. Embora o primeiro ainda se mostre bastante atual, o mesmo não acontece com essa sequência que parece ter ficado á anos-luz atrás do original.
NOTA: 3
(17%)
A HORA DO PESADELO (A Nightmare on Elm Street)
De Wes Craven. Com John Saxon, Ronee Blakley, Heather Langenkamp, Amanda Wyss, Jsu Garcia, Johnny Depp e Robert Englund. Drama/Suspense/Terror. 91 min.
Metade baseada em fatos reais e metade baseado nos sonhos de Wes Craven, "A Hora do Pesadelo" é um clássico do horror e foi o filme que criou uma lenda. Um dos vilões mais temidos, mas que ao longo do tempo foi destruído pelos executivos da New Line Cinema. Wes Craven era um jovem diretor, mas já se firmava como um dos melhores diretores de Horror na sua época. Depois de fazer alguns pequenos filme, Wes veio com essa idéia que ele havia tirado de uma reportagem de um jornal onde dizia mostrava o drama que uma família passava para conseguir fazer o garoto dormir. Ele dizia que havia um homem em seu sonho que queria matá-lo. Um dia, vendo televisão o garoto dormiu. A família colocou-o na cama. No dia seguinte o garoto estava morto. Wes Craven adicionou o que ele diz ser realmente um personagem de seus pesadelos: Freddy Krueger. Havia vários filmes que mostravam assassinos que de alguma forma ou outra nunca morriam, esse por outro lado não pode ser morto por já estar morto, ou seja, o filme é muito mais intrigante.
O filme contava a história de um grupo de adolescentes que tem pesadelos horríveis, onde são atacados por um homem deformado com garras de aço. Ele apenas aparece durante o sono e, para escapar, é preciso acordar. Os crimes vão ocorrendo seguidamente, até que se descobre que o ser misterioso é na verdade Freddy Krueger (Robert Englund), um homem que molestou crianças na rua Elm e que foi queimado vivo pela vizinhança. Agora Krueger pode retornar para se vingar daqueles que o mataram, através do sono.
O filme custou $1,800,000 e acabou arrecadando $25,504,513 somente nos EUA. O filme virou um clássico cult direto. Freddy Krueger começou a ficar famoso e desde então sobrevive nos sonhos dos espectadores deste filme, pois é impossível alguém que já tenha visto o filme não ter sonhado com ele. Freddy representa o próprio MEDO e VINGANÇA. Ele é essas duas coisas personificadas numa alma sjua e má.
A maquiagem do filme é praticamente uma revolução. Ninguém havia visto um vilão tão deformado e boa parte do medo causado por Freddy vem de seu figurino e principalmente de sua maquiagem. As queimaduras são feitas perfeitamente e ainda hoje são impressionantes. O figurino do filme também já é clássico. O suéter listrado verde e vermelho é algo que de certo modo causa desconforto, um verdadeiro grande feito de Dana Lyman, a figurinista.
A trilha sonora do filme apresenta uma cantiga composta de 7 notas que chegam a dar um grande calafrio na nuca. Experimente ouvir a música á noite, sozinho no seu quarto. A fotografia do filme é estupenda. Uma fotografia digna de um grande filme de horror, com ângulos bastante fechados e muita sombra, o que muitas vezes confundo o espectador, fazendo-o esperar por algo de um lugar que na verdade está para vir de outro.
"A Hora do Pesadelo" é um clássico com um roteiro bastante original e que foge das normalidades ao apresentar um vilão indestrutível e realmente assustador. Um tema que nunca havia sido explorado nesse gênero: os sonhos. Pela primeira vez temos um vilão que nos ataca nos sonho, talvez o lugar mais improvável para se por um assassino em série, mas essa é a mente de Wes Crave, repleta de originalidade.
Um verdadeiro triunfo que resulta em dos filmes mais assustadores que já vi!
NOTA:9
(93%)
A ILHA (The Island)
De Michael Bay. Com Ewan McGregor, Scarlett Johansson, Djimon Hounsou, Sean Bean, Steve Buscemi e Michael Clarke Duncan. Drama/Ação/Aventura/Romance. 136 min.
Desde as primeiras notícias sobre a produção, achei que "A Ilha" seria um excelente filme. Eu estava enganado. O filme não é excelente, mas também não é péssimo. É mais ou menos. O filme apresenta o primeiro filme de Michael Bay que não é produzido por Jerry Bruckeheimer. Uns dizem que esse é seu primeiro grande filme, mas de grande só o orçamento porque o resto é descartável.
No futuro existe uma entidade utópica baseada na vida do século XX!, que procura recriá-la nos mínimos detalhes. Lincoln Six Echo (Ewan McGregor) vive nesta realidade e, como todos seus residentes, sonha em chegar em um local chamado "a ilha", o único ponto não contaminado do planeta. Após descobrir que todos os habitantes são clones, que possuem a única finalidade de fornecer partes de seu corpo para seres humanos reais, Lincoln decide escapar juntamente com Jordan Two Delta (Scarlett Johansson).
Temos aqui um casal de talentosíssimos atores que toparam fazer este filme talvez por estarem hipnotizados na hora. O roteiro é cheio de furos e cenas sem a menor noção de realidade. Ewan e Scarlett estão excelentes em seus papéis e graças ao roteiro, suas interpretações acabaram se limitando a gritos (Corra!) e corridas. Seus personagens ficam correndo praticamente o filme inteiro e quando nao estão correndo estão gritando e destruindo Los Angeles.
Michael Bay está numa direção incerta e sem firmeza. Parece que ele não sabe ao certo o que está querendo nos mostrar e qual o sentimento que devemos sentir em tais cenas. Michael Bay é um dos diretores mais odiados de Hollywood e pelo jeito continuará sendo... por um bom tempo.
O roteiro abusa da nossa paciência. Até quando eles acham que fazer filmes sobre explosões e coisas gigantescas sendo derrubadas irão fazer um filme ser excelente. "A Ilha" serve apenas como entretenimento e apenas para ficarmos olhando como os efeitos especiais estão evoluindo, já que os efeitos do filme são uma das poucas coisas boas do filme. O enredo do filme até que é bom, mas as situações em que os personagens foram postos faz o filme parecer uma grande paródia. O filme atinge seu ápice na cena em que os personagens de Ewan e Scarlett caem de cima de um prédio dentro de um logotipo (R) de uma empresa. O logotipo se espatifa no chão e os dois de alguma forma bastante desconhecida e impressionante acabam saindi ilesos, sem nenhum arranhão.
Assim como nos outro filmes de Michael Bay, esse também é super barulhento. A quantidade de efeitos sonoros do filme é tão absurda que ás vzes chega a deixar o filme chato. Temos também uma fraca trilha sonora de Steve Jablonski, o mesmo que fez a esplêndida trilha de O Massacre da Serra Elétrica. O filme é bem fotografado, com excelentes movimentos de câmera e bons enquadramentos. Mas até a fotografia do filme é repleta de clichês, onde nas cenas de ação você se sente totalmente perdido de tanto que a câmera se meche. Você fica tonto e não sabe o que está acontecendo na cena.
"A Ilha" tinha tudo para dar certo, um bom enredo, bons atores, mas o desenrolar da história prejudicou e muito o filme. A direção de Michael Bay também foi um dos responsáveis. Mas ás vezes até dá pena já que o filme com certza não irá cobrir os 122 milhões de dólares gastos na produção. Dinheiro jogado fora.
O filme funciona como atrativo para os efeitos especiais. Um daqueles filmes tipo em que você senta e fica apenas assistindo á várias coisas esplodindo e pessoas correndo e gritando e sem saber o porque ou como chegaram ali. "A Ilha" poderia ser muito mais do que "apenas mais um filme de efeitos especiais" mas o esforço foi "tão grande" que eles acabaram fazendo essa merdinha. Com certeza vou ficar um bom tempo sem assistir á esse filme.
NOTA: 4
(40%)
A CHAVE MESTRA (The Skeleton Key)
De Iain Softley. Com Kate Hudson, Gena Rowlands, John Hurt, Peter Sarsgaard, Joy Bryant, Ronald McCall e Jeryl Prescott. Drama/Suspense. 104 min.
Confesso que fiquei bastante surpreso com este filme. Sou um grande fã de Ehren Kruger e confesso que desta vez ele conseguiu mais uma vez impressionar. Saindo de um desastre crítico como "O Chamado 2", Ehren Kruger escreve uma história que contém alguns elementos que não são do meu agrado: Voodoo e magia negra. Não gosto de assitir a filmes com esse tema, mas "A Chave Mestra" impressiona e deixa claro que isso não é um filme de horror e sim um drama.
Caroline Ellis (Kate Hudson) é uma jovem que acompanha doentes terminais, com o objetivo de juntar dinheiro para poder cursar a escola de enfermagem. Em um de seus trabalhos ela aceita acompanhar um senhor inválido, Ben Devereaux (John Hurt), que mora com sua esposa Violet (Gena Rowlands) em um terreno isolado na cidade de Nova Orleans. O local é famoso pela quantidade de cerimônias místicas lá realizadas, mas Caroline não acredita nestas crendices. Ben sofreu um derrame recentemente, que o deixou praticamente paralisado e mudo. Para que Caroline possa percorrer a casa à vontade, Violet lhe entrega uma chave mestra que abre todas as portas. Porém em suas andanças ela encontra uma porta escondida, localizada atrás de uma estante e no fundo do sótão. Caroline abre a porta com a chave mestra e lá encontra várias antiguidades, espelhos que foram retirados de todos os demais cômodos e ainda artefatos aparentemente ligados à prática de algum tipo de magia.
O filme tem a direção correta de Iain Softley, o mesmo do aclamado "Os 5 Garotos de Liverpool". Digo correta porque na direção em si não se nota nada de excepcional ou diferente das outras direções de filmes de horror. O que impressiona mesmo, como já disse antes, é como o roteiro de Ehren Kruger desenvolve a história e como se mantém fiel no mundo que criou.
Para estrelar o filme foi chamada uma atriz que é desconhecida no gênero Suspense: Kate Hudson, famosa por estrelar comédias românticas. Já de cara notei uma certa semelhança com outro filme escrito por Ehren Kruger. Uma mulher loira, tentando descobrir os mistérios de algo sobrenatural (O Chamado... alguém?!?!). Mas fica evidente que nenhuma das personagens são parecidas em praticamente nada. Kate fez um belo trabalho e sua atuação foi um dos fatores para eu não considerar esse um filme de horror e sim de drama. A atriz interpreta Caroline como uma personagem que sofre com a morte do pai e que tenta se "reconciliar" cuidando do velho Ben. Gena Rowlands também faz um excelente trabalho, talvez até melhor do que Hudson. Gena interpreta uma mulher que guarda segredos e isso fica evidente já nos seus primeiros momentos no filme.
Em seu roteiro, Ehren Kruger se limita ao uso de sangue e joga bastante com o espectador. O uso do famoso "revira-voltas" no fim do filme é imprevisível e com certeza bastante emocionante. A última meia hora do filme é reservada para a famosa cena de perseguição que sempre existe nos filmes de horror, mas principalmente para realmente conhecermos os personagens. São nesses momentos finais que a verdade sobre todos eles é dita e nos surpreendendo.
O filme tem uma bela fotografia, digna de filmes de horror. Com ângulos bastante fechado e cenas bastante escuras. O filme não usa muita trilha sonora, mas quando usa o filme fica meio chato e perde o "glamour" já que a trilha é realmente chata e enjoativa. O som está muito bom. Já que não há o uso de trilha sonora no filme, fica com o som o trabalho de dar sustos e causar medo.
"A Chave Mestra" é realmente uma grande revelação desse ano, fazendo de um filme que não tinha nada para dar certo ter um dos finais mais impressionantes e emocionantes em filmes, por assim dito, de horror. Ehren Kruger se recupera da crise que teve com "O Chamado 2" (que eu, pessoalmente, gostei) de forma que conseguiu prender nossa atenção durante seus 97 minutos.
NOTA: 8
- Venceu o Prêmio Cinéfilo de Terror e Suspense na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Gena Rowlands).
- Recebeu outras 3 Indicações: Melhor Filme, Melhor Atriz (Kate Hudson) e Melhor Roteiro Original.
A VOZ DO CORAÇÃO (Les Choristes)
De Christophe Barratier. Com Gérard Jugnot, François Berléand e Kad Merad. Drama/Romance/Comédia/Musical. 96 min.
Existem vários filmes de professores que vão trabalhar com alunos problemáticos e com alguma coisa acabam ganhando a confiança e o carinho dele. "A Voz do Coração" não é diferente, mas é contado de uma belíssima maneira e com uma excelente trilha sonora que acaba comovendo como nenhum outro.
Pierre Morhange (Jacques Perrin) é um famoso maestro que retorna à sua cidade-natal ao saber do falecimento de sua mãe. Lá ele encontra um diário mantido por seu antigo professor de música, Clémente Mathieu (Gérard Jugnot), através do qual passa a relembrar sua própria infância. Mais exatamente a década de 40, quando passou a participar de um coro organizado pelo professor, que terminou por revelar seus dotes musicais.
Baseado no clássico indicado ao Oscar de Melhor Estória, La Cage Aux Rossignols, "A Voz do Coração" é dirigido de uma forma brilhante realmente comovente. O estreante Christophe Barratier faz um trabalho realmente magnífico ao contar essa simples estória de maneira comovente e contagiante. O roteiro foi escrito pelo próprio diretor mais a mão de Philippe Lopes-Curval, o que resultou num excelente e, mesmo que seja adaptado, original roteiro. São cenas realmente mágicas que prendem você na tela e não te deixam olhar para o lado de tão interessantes e lindas.
O filme tem excelentes atuações, mas é a atuação de Gérard Jugnot que realmente é especial. Seu personagem foi contruído de tal forma que o ator tem que demonstrar em certas cenas a sua compaixão e seu amor por aquelas crianças, mas também ás vezes ele tem de ser cruel e castigar de modo horrendo, como manda os métodos da escola, as crianças. Uma belíssima atuação que acabou vencendo o Prêmio Vênus desse ano de Melhor Ator. Outro que está excelente é François Bérleand, o diretor do colégio. Sua interpretação é bastante forte. Um personagem realmente mal que foi interpretado de modo que faz você ficar com raiva do tal homem. Outro que teve uma boa atuação é Jean-Baptiste Maunier, o garoto pelo qual Clémente se identifica mais. O ator, além de ser muito bonito, tem uma voz excelente e é realmente a grande revelação do filme. Ele está meio bicha no filme, mas você se esquece disso ao vê-lo cantar.
A belíssima fotografia é um atrativo á parte. Puxando para os tons marrom e acinzentados, a fotografia consegue embelezar o filme mais ainda. Os movimentos de câmera são realmente excelentes e os ângulos bem abertos nos dão a chance de ter uma visão completa do coral. A qualidade do som do filme é realmente impecável. O filme, praticamente um musical, pedia que o som fosse excelente, mas não pensei que seria tão bom. O som é cristalino e sem exageros.
Agora, talvez o melhor atributo do filme: A trilha sonora. Bruno Coulais fez um trabalho de primeira nesse filme. Tanto a trilha sonora incidental como as canções são igualmente belas. "Vois sur ton chemin" é uma canção bela e comovente e que ainda por cima foi indicada ao Oscar. A trilha tem uma composição bastante dramática e ao mesmo tempo não é nem um pouco parada. Um dos melhores trabalhos que já vi.
O filme nos leva para dentro daquela escola e nos faz viver o drama e a felicidade daqueles garotos. Sofremos, sorrimos e depois de ver o filme algumas vezes acabamos cantando com eles. "A Voz do Coração" pode até estar repetindo um tema que há muito tempo existe no cinema, mas a maneira com que o filme é contado (ou cantado) é realmente fascinante e, mais uma vez, comovente. Um dos melhores filmes do ano... passado.
NOTA: 9
- Ganhou o Prêmio Vênus de Melhor Canção (Vois Sur Ton Chemin).
- Recebeu outras 2 Indicações: Melhor Som e Melhor Trilha Sonora.
2 FILHOS DE FRANCISCO
De Breno Silbeira. Com Ângelo Antônio, Jackson Antunes, José Dumont, Márcio Kieling, Thiago Mendonça e Dira Paes. Drama/Romance. 133 min.
Quando fiquei sabendo do projeto confesso que fiquei um pouco com receio de assistir á esse filme, pricipalmente por se tatar de um filme sobre música sertaneja, o que não faz meu estilo. Esse receio durou até sexta-feira passada (dia 19) que foi quando "2 Filhos de Francisco" chegou aos cinemas. As críticas ao filme foram todas positivas, sem exceções. De repente me senti na necessidade de assistir a esse filme e foi já na cena de aberura que o que pensei que seria um filme sobre música sertaneja na verdade seria um filme sobre a construção de um talento.
Francisco é um homem que sempre quis que seus filhos seguissem carreiras musicais. Quando ele percebeu que o mais velho tinha dom para a coisa, ele começou a investir nisso. Comprou gaita e sanfona e junto com o irmão, os dois começaram a se apresentar em alguns pontos da cidade. Ao se mudarem para a grande cidade, se viram numa grande miséria. Os dois, com pena da mãe decidem ir até a rodoviária para conseguir algum dinheiro cantando e é lá que um produtor musical vê e se impressiona com os dois garotos. Ele promete á familia dos garotos que irá fazê-los alcançar o sucesso e que para isso deveria fazer uma pequena turnê para que as pessoas conhecessem as crianças. Um deles morre num acidente de carro durante a volta de um show.
Apartir daí o filme toma um rumo diferente, mostrando como a dupla realmente se formou. O filme tem atuações realmente impecáveis, desde Ângelo Antônio, que interpreta Francisco até Márcio Kieling, que interpréta o Zezpe Di Camargo na faze jovem. O filme ainda nos aresenta grandes participações especiais que vai desde Lima Duarte até Paloma Duarte. Os dois garotos também estão formidáveis, principalmente o que interreta o jovem Zezé. Um ator desconhecido e que possui um grande talento, uma grande descoberta. Um elenco realmente formidável!!!
Por ser um filme brasileiro, confesso que não esperava uma grande qualidade técnica, mas a fotografia do filme e a direção de arte são coisas realmente extraordinários no filme. O filme possui uma belíssima fotografia que tem seus melhores momentos na primeira metade, onde o filme se passa no Nordeste brasileiro. Uma belíssima fotografia que realça a cor "terra" para esses que são os melhores momentos do filme. Para os momentos na cidade, a fotografia fica mais azulada e mais acinzentada. Tem excelentes movimentos de câmera e ângulos realmente muito bons. A direção de arte do filme é muito boa, recriando lugares com tamanha perfeição que não se nota a diferença entre o lugar real e o cenário.
Mas melhor que esses doi só mesmo a edição do filme. A edição do filme é praticamente perfeita. Um filme muito bem editado e que em muitos casos deixa a câmera parada focando na atuação do ator sem dar cortes. Uma edição que poderá ser reconhecida no Prêmio Vênus.
O filme tem a direção excelente de Breno Silveira que conseguiu fazer um trabalho excepcional, capturando momentos realmente emocionantes e fazendo uma das melhores bigrafias que já vi. Uma direção merecedora de um reconhecimento pelo menos nacional (Grande Prêmio de Cinema Brasil, alguém...). Mas além da direção, o filme possui um roteiro simplismenre magnífico. A história é contada com tal precisão que ás vezes você sente que está assistindo á um documentário. Os diálogos são realmente fascinantes e originais. Um dos melhores do ano, talvez o melhor.
"2 Filhos de Francisco" não nos mostra o nascimento de um artista e sim a criação de um. Você vê claramente na tela a evolução dos garotos quanto á música. O desafinado se tornar afinado e a descordenação se transformar em cordenação. Tudo isso graças ao pais dos garotos: Francisco. Uma belíssima história que tem um início mais que perfeito, no momento mais perfeito possível e que encontra seu fim no momento exato para se acabr uma história como essa. "2 Filhos de Francisco" é com certeza o melhor filme nacional do ano, talvez até o melhor do ano.
NOTA: 9
- Recebeu uma indicação ao Prêmio Vênus na categoria de Melhor Roteiro Original.
NAPOLEON DYNAMITE
De Jared Hess. Com Jon Heder, Jon Gries, Aaron Ruell, Efren Ramirez, Diedrich Bader, Tina Majorino, Haylie Duff e Shondrella Avery. Drama/Comédia/Romance. 94 min.
Napoleon Dynamite é um daqueles pequenos filmes que devido ao boca-a-boca eles vão crescendo e cada vez mais vão ganhando devido lugar na mídia. O filme custou incríveis 400 mil dólares e acabou arrecadando cerca de 44 milhões apenas nos EUA.
Napoleon é um cara que tipo o mais tosco do seu colégio. Ele não tem amigos, os garotos mais fortes batem nele seu modo de se vestir é totalmente alternativo e "tosco". O filme é contado em + ou - episódios. Ele não segue uma linha cronológica, apresenta alguns assuntos e logo depois já nos apresenta outros e assim vai. É como passar um tempo ao lado de Napoleon.
De certo modo o filme é muito inteligente, por mostrar uma história típica dos EUA, mas de uma forma totalmente inovadora e realista. O roteiro foi escrito por Jared Hess e Jerusha Hess. Um roteiro bastante inteligente que deixa muitos filmes de adolescentes babando no chão. Além de um bom roteiro, o filme também nos apresenta uma boa direção. O filme foi dirigido também por Jared Hess. Esse é seu primeiro filme, antes ele havia dirigido um curta que contava a história de Seth, um nerd. Foi esse curta que serviu de base para Napoleon Dynamite.
No papel de Napoleon está o iniciante Jon Hedder, em uma performance mais que perfeita e extremamente cômica. Uma das melhores atuações cômicas que já vi. Seu jeito de agir falar e principalmente o seu jeito de correr são totalmente engraçados. Junto com Napoleon moram o "Tio Rico" e Kip. Tio Rico é um cara totalmente sem noção das coisas. Ele se acha gostoso e é um baita de um salafrário. O personagem é interpretado por Jon Gries, em uma performance bastante convincente, mas que não chega nem aos pés de Hedder. O ator consegue ter alguns momentos bem engraçados, mas na maior parte do tempo é Hedder quem se sai melhor. Ainda tem Kip Dynamite que é um cara bastante parecido com Napoleon, mas a história dele é bastante diferente. Aaron Ruell é que interpreta Kip. Sua performance é bastante parecida com a de Hedder, ambos estão excelentes no filme, mas novamente Hedder se sai muito melhor. Pra falar a verdade, Hedder é o melhor do filme, não tem pra ninguém.
O filme é um daqueles que você não precisa pensar muito, só tem que ficar ali assistindo a vida de Napoleon e seus problemas. Napoleon Dynamite é uma gostosa comédia que merece ser vista e descoberta por muitos ainda. Com certeza, uma das melhores comédias de adolescentes que já vi.
PRÊMIOS:
- Ganhou 3 Prêmios no MTV Movie Awards: Melhor Filme, Melhor Revelação (Jon Hedder) e Melhor Cena de Dança
- Recebeu 2 indicações ao OFCS: Melhor Diretor Estreante (Jared Hess) e Melhor Performance Estreante (Jon Hedder)
NOTA: 7
69 %
Veja abaixo alguns trailers de Harry Potter 3 e 4 INÉDITOS
Harry Potter e o Cálice de Fogo
Trailer
Esse novo trailer foi exibido pela manhã numa rede de televisão americana. O trailer já nos mostra bastante cenas inéditas como as do baile, muitas do torneiro e algumas até do final do filme. Você precisa baixar.
PS: Cada vez fico mais impressionado com a trilha sonora de Patrick Doyle para o filme. Talvez a saída temporária de John Williams tenha uma coisa boa.
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Esse é um fato interessante. Um ano depois do lançamento do filme, a Warner disponibiliza os trailers do filme que foram feitos em outros países, mas desta vez com o som original e a imagem muito melhor. Um deles é a versão original de um trailer alemão e o outro é versão original de um trailer japonês. O outro trailer eu desconhecia e é excelente. Os 3 trailers são realmente muito bons, melhores até do que aqueles original da Warner. Vale a pena baixar.
Trailer 1
Trailer 2
Trailer 3
TUBARÃO (Jaws)
De Steven Spielberg. Com Roy Scheider, Robert Shaw e Richard Dreyfuss. Drama/Suspense/Aventura. 124 min.
De acordo com estudiosos "Tubarão" foi o primeiro verdadeiro Blockbuster. Foi o primeiro filme que alcançou o sucesso antes mesmo de chegar aos cinemas, graças ás pré-estreias e ao boca-a-boca. Imediatamente o filme se tornou um clássico e nesse ano, 2005, o filme completa 30 anos. Em comemoração, veja abaixo uma crítica do filme.
Dirigido pelo estreante Steven Spielberg, "Tubarão" começou como um livro que teve seus direitos comprados por um valor altíssimo na época. Depois da escolha principal do elenco (Roy Scheider, Robert Shaw e Richard Dreyfuss) Steven Spielberg começou a trabalhar no tubarão mecânico que futuramente ficou conhecido como Bruce.
Após o término das filmagens e da pós-produção, Steven Spielberg começou a fazer sessões de pré-estréia e a opinião de todos era unânime: o filme era sensacional. Quando o filme foi lançado, foi um sucesso absoluto. A crítica havia adorado e em apenas um mês de exibição, o filme já arrecadara 100 milhões de dólares. Seis meses depois foi anunciado os indicados ao Oscars e incrivelmente "Tubarão" estava entre os 5 filmes selecionados para disputar o prêmio de Melhor Filme.
O filme contava a história de uma cidade de Amity que recebe a visita de um grande tubarão branco que começa a se alimentar dos turistas. O xerife local pede ajuda a um ictiologista e de um veterano e rude pescador para caçar o animal.
Spielberg, um diretor ainda em ascenção, fez um excelente trabalho nesse filme, misturando suspense e aventura num drama totalmente diferente de tudo. Baseado no livro de Peter Benchley, Carl Gottlieb escreveu o roteiro de modo que explorava o drama psicológico que cada personagem sofria ao ver aquela pequena cidade ser "devorada" aos poucos por aquele tubarão branco.
Roy Scheider está simplismente magnífico no papel de Martin Brody. É ele quem mais sofre com os ataques. Desde o início seu personagem tenta evitar a entrada dos turistas na praia, mas Amity é uma cidade de veraneio e seu dinheiro vem dos turistas, então seu pedido de fechamento das praias é negado. Quando a morte pública do garotinho acontece, todos o culpam, já que ele é o encarregado das praias. Ele então toma a iniciativa de achar o tal tubarão e acabr de vez com sua vida. Ele pede ajuda á Quint, um marinheiro interpretado por Robert Shaw. Uma interpretação increvelmente magnífica que merecia pelo menos a indicação ao Oscar. Um homem rude, que não pensa em outra coisa em ganhar dinheiro com a morte do tubarão. Martin ainda pede ajuda á Matt Hooper, um ictiologista. Interpretado por Richard Dreyfuss, talvez essa seja a melhor atuação do filme. Dreyfuss está simplismente magnífico como o homem que além de tudo quer salvar essa pequena cidade. Ele e Martin estão sempre lado-a-lado e ambos tem a mesma idéia de como matar o tubarão.
O filme é conduzido pela clássica e magnífica trilha de John Williams, que venceu o Oscar de Melhor Trilha Sonora por esse filme. A trilha desse filme é tão importante que chega a ser um personagem na história. Ela nos avisa quando algo de ruim vai acontecer, mas ao mesmo temo dá aquela sensação de pavor e agonia. "Quando vai acontecer?" "Como vai acontecer? São esses pensamentos que a trilha de John Williams dão ao espectador durante suas 2 horas de projeção.
Outra parte importantíssima do filme é sua edição. O filme foi editado por Verna Fields e esse foi seu último filme como editora. Verna já havia sido indicada ao Oscar pelo filme do amigo de Spielberg, George Lucas, American Graffiti. Mas foi com este filme que ela acabou vencendo o Oscar de edição. A edição do filme é o que realmente dá o tom dele. Ás vezes ficamos sabendo da gravidade da cena pela reação das pessoas e apenas depois vemos o que realmente está acontecendo. Nas cenas mais emocionantes, temos um enorme número de cortes, o que dá ao espectador uma incrível sensação de tormento e agonia. Realmente uma excelente edição.
O grande acerto de "Tubarão" está no roteiro onde, como já disse antes, ele se preocupa em demonstrar os problemas psicológicos que cada personagem enfrenta com a situação e como eles lidam com esse problemas. O suspense e a emoção são constantes e foi assim que nasceu um grande diretor.
O que deu certo: O roteiro brilhante e a incrível trilha sonora.
O que não deu certo: Bruce, o tubarão. Durante várias vezes na filmagem ele estragou e ás vezes na tela nota-se que eh um robô.
- Ganhou 3 Oscars: Melhor Som, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição. Foi ainda indicado na categoria de Melhor Filme.
- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora, além de ter sido indicado em outras 3 categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro.
NOTA: 9
100%
Apartir de Hoje, abaixo das estrelas do filme vocês poderão ver a nota de 0 á 10 do filme e abaixo dessa notas, entre parênteses, vocês poderão ver a porcentagem do filme no site Rotten Tomatoes. Vocês também poderão ver coisas que funcionaram e coisas que não funcionaram no filme. Nas críticas de O Exorcista e Horror em Amityville já é possível ver.
Leia abaixo a crítica de Horror em Amityville.
HORROR EM AMITYVILLE (The Amityville Horror)
De Andrew Douglas. Com Ryan Reynolds, Melissa George e Philip Baker Hall. Drama/Suspense. 90 min.
Baseado em uma história real, "Horror em Amityville" nos mostra como foram os terríveis 28 dias que a família Lutz ficou na casa de Amityville. A família alegava que a casa estava viva e durante muito tempo isso foi estudado. O caso já gerou um filme em 1979, que foi indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora, dessa vez o estúdio disse que seria mais fiel ao caso original. Isso não acontceu.
Em 13 de novembro de 1974 a polícia do condado de Sufolk recebeu uma chamada telefônica que a levou ao endereço 112 Ocean Avenue, Amityville, Long Island. Dentro da casa a polícia encontrou um crime brutal: o assassinato de uma família inteira enquanto dormia. Poucos dias depois, Ronald Defeo Jr. (Brendan Donaldson) admitiu que usou um rifle para matar os pais e seus 4 irmãos, alegando ter ouvido vozes que vinham de dentro da casa e que o influenciaram a cometer os crimes. Um ano depois George (Ryan Reynolds) e Kathy (Melissa George) se mudam com os filhos para a antiga casa dos Defeo. Não demora muito para que estranhos eventos comecem a acontecer, afetando a vida da família e indicando que uma presença maligna está oculta na casa.
O filme tem a direção do estreante Andrew Douglas, que faz um trabalho decente nessa produção. Sua direção não tem nada de mais mas também faria uma grande falta. O roteiro foi escrito por Scott Kosar, responsável por O Maquinista e O Massacre da Serra Elétrica. O roteiro tem excelentes momentos e alguns diálogos muito bons, mas o final do filme deixa a desejar por ser ingiel á hisória real.
O roteiro tem alguns furos e não conta alguns dos principais acontecimentos na casa. Os 28 dias foram contado em poucos 81 minutos, enquanto na versão de 79 foram 2 horas de filme. O roteiro não conta sobre os desenhos dos irmão e sobre vários outros acontecimentos que podem ser lidos no livro de Jay Anson.
As atuações do trio principal são fenomenais. Ryan Reynolda está realmente super convincente como George. Seu drama pessoal e seus temores são retratados de uma forma que pode ser equiparada com a de Jack Nicholson em O Iluminado. Claro que o personagem de Nicholcon foi muito mais explorado, enquanto esse aqui foi muito pouco explorado. Melissa George está divina. Seu tipo guerreiro, de buscar a verdade é bastante convincente e ela dá um show a parte na cena final do filme. O padre interpretado por Philip Baker Hall tem uma pequena participação especial. Eu esperava mais, mas nesses poucos minutos em que ele aparece, já é um triunfo.
A reprodução da casa original é perfeita!!! Realmente é uma casa bastante assustadora, principalmente nas cenas que acontecem á noite. Uma direção primorosa que pegou até mesmo os pequenos detalhes. A fotografia do filme é realmente uma das melhores do ano. Uma fotografia excelente, com ângulos extraordinários e com cores muito boas. A edição do filme é apenas normal de um filme de horror. Ás vezes acelerada, outras bem calma. Variando de cena em cena. Temos também uma excelente trilha sonora de Steve Jablonski, o mesmo de O Massacre da Serra Elétrica. É uma trilha fenomenal!!! Não usa o clássico tema da antiga versão, mas acrescenta alguns que são até melhores. Uma excelente trilha sonora. Não gostei muito do figurino do filme. Não dá a mínima o inpressão de que estamos nos anos 70, mas tirando isso, é uma excelente equipe técnica.
Talvez a única coisa realmente fraca no filme seja o roteiro. Foi realmente uma cagada o que eles fizeram com a história. Não contaram ela como realmente deveria e ainda por cima não exploraram os personagens devidamente. O roteiro foi escrito com o único propósito de dar sustos nas pessoas, e isso ele consegue. No final do filme, o roteiro viaja tanto, mas tanto que o tom de realidade que pairou no filme durantes sua primeira hora simplismente some. A explicação para todo esse acontecimente é absurda, mas ao mesmo tempo aterrorizante. Mas eu prefiria contar um drama que fosse fiel ao acontecimento do que contar um terror que não tem nada a ver com o que aconteceu. Pelo menos eu faria as pessoas se chocarem com a verdade e não com a ficção.
É um bom filme de horror, mas que ainda está longe de ser considerado uma obra-prima. A versão de 79 tinha 120 minutos e essa possui 90 minutos. Para a história ser realmente fiel, o filme deveria ter no mínimo 140 minutos. Então eu poderia considerar o filme...
NOTA: 7
(23%)
Sinopse do site AdoroCinema
O EXORCISTA (The Exorcist)
De William Friedkin. Com Ellen Burstym, Mx von Sydow, Lee J. Cobb, Kitty Winn, Jack MacGowran, Jason Miller e Linda Blair. Drama / Terror. 121 min. (Versão para o Cinema) 132 min. (Versão do Diretor)
Considerado o filme mais assustador da história, "O Exorcista" é um excelente drama que mostra as dificuldades que uma mãe enfrenta quando não sabe o que está acontecendo com a própria filha. Baseado no livro de William Peter Blatty, que escreveu o roteiro e produziu o filme, "O Exorcista" é um marco na história do cinema por ser o primeiro filme de Horror a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme e também por ser um dos mais chocantes de todos os tempos.
O filme conta a história de uma garota que começa a ter comportamentos estranhos, fazendo sua mãe procurara a ajuda de médicos especializados. Depois de vários exames, os médicos aconselham a mãe da farota á chamar um exorcista, para exorcizar a garota, já que o que parecia ser apenas um pequeno distúrbio era na verdade o Demônio. Ellen Burstyn está memorável no papel da mãe de Reagan, a garota. O modo como ela demonstra o drama para descobrir o que tem de errado com sua filha é comovente e ao mesmo tempo pertubador, já que sabemos como isso acaba (com uma magnífica cena de exorcismo). O filme faz um perfeita mescla de horror com drama, fazendo o drama da vida daquela família ser um horror para todos que o assistem.
O filme não apela para cenas comuns de filmes de horror, como dar sustos com a trilha sonora ou gatos que saem do nada e etc... O filme nos assusta com a atmosfera sobrenatural que paira durante as suas duas horas de projeção. As mudanças de Reagan são algo realmente assustador. Ver aquela garotinha que no início do filme queria ter um cavalo para passear se transformar naquele terrível ser que acaba por matar pessoas é realmente incrível e assustador. Tudo isso graças á incrível atuação de Linda Blair, em início de sua pequena carreira como atriz.
No papel do padre Karras, que é quem ajuda a personagem de Ellen Burstyn á descobrir o que há realmente de errado com a sua filha. Um personagem confuso, que passa por um período difícil de sua vida, ainda ajudando essa pequena família a descobrir um problema que custaria sua vida!!! Uma atuação merecedora de pelo menos a indicação ao Oscar, por demosntrar os seus medos de um forma como nunca vista no cinema.
Ao lado de Karras no exorcismo, está o padre Merrin interpretado por Max von Sydow. Por mais coadjuvante que esse personagem seja, ele é realmente o principal da história. Merrin é um padre velho e que já está em fase de retiro. Ele leva uma vida quieta quando é chamado para exorcizar essa pequena garota. No filme não fica muito claro, mas o padre já tem um passado com o Dêmonio que habita a garota, até há uma parte do filme em que se houve na fita que Karras grava "Merrin! Tema o padre! Merrin!". Max está sensacional como o padre e realmente mereceu a indicação e quem sabe merecia até mesmo a estatueta!
O filme foi dirigido pelo Oscariado William Friedkin (Operação França), apartir do roteiro de William Peter Blatty. Friedkin dirigiu este filme com tamanha perfeição que posso colocá-lo na minha lista entre as 10 melhores direções que já vi. Em nenhum momento o filme é confuso e o tempo inteiro fica um tom de sobrenatural no ar. Friedkin realmente captou a "alma do filme".
William Peter Blatty se baseou no seu próprio livro para escrever o roteiro do filme. E que roteiro! É justamente essa mescla de horror com drama que faz o roteiro ser mais original do que todos os outros filmes de horror já feitos. O tom de dramaticidade e horror colocado nos personagens está na dosagem correta, fazendo o filme ficar muito melhor de se assistir, já que o que estamos assistindo é o quanto ás pessoas sofrem com algo tão assustador como o próprio Demônio.
O filme possui uma excelente fotografia, principalmente na cena do exorcismo. São ângulos bastante complexos e assustadores, fazendo simples cenas entrarem para a história do cinema. A edição é praticamente perfeita. O ritmo do filme é acelerado e em nenhum momento o filme é chato ou cansativo. Uma edição soberba que mereceu a indicação ao Oscar. Também temos a clássica trilha sonora que é realmente assustadora e um marco na história. Todos conhecem aquela clássica música e é possível escutá-la todo domingo nas reportagens sobre assassinato ou tráfico de drogas no Fantástico. Um tema realmente clássico!!! O filme ainda venceu o Oscar de Melhor Som, que possui uma clareza e uma qualidade soberba, principalmente na cena do exorcismo e também nas falas de reagan possuída. Uma equipe técnica perfeita!!!
"O Exorcista" é um clássico do drama e do horror e que pode fazer você chorar ou fazer você gritar em certas cenas. Talvez possa fazer você vomitar, mas nada disso tira o glamour e a originalidade do filme. Um filme surpreendente e inesquecível!!!
NOTA: 10
(92%)
- Ganhou os Oscars de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Som. Foi ainda indicado em outras 8 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Ellen Burstyn), Melhor Ator Coadjuvante (Jason Miller), Melhor Atriz Coadjuvante (Linda Blair), Melhor Edição, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.
- Ganhou 4 Globos de Ouro: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Atriz Coadjuvante (Linda Blair). Recebeu ainda outras 3 indicações: Melhor Atriz - Drama (Ellen Burstyn), Melhor Ator Coadjuvante (Max von Sydow) e Melhor Revelação Feminina (Linda Blair).
A VERSÃO DO DIRETOR!!!
Em 2000 foi lançada nos cinemas uma versão que continha 11 minutos de cenas inéditas, intitulada de "O Exorcista - A Versão que Você Nunca Viu". Cenas que por algum motivo ou outro haviam sido cortadas da versão original e que agora estavam de volta. Entre elas, as mais marcantes são os do exames de médico, onde alguns testes adicionais foram colocados de volta no filme. Também tem a famosa cena da aranha, em que Reagan desce as escadas com sangue na boca, talvez a cena que fez o povão ir ao cinema assistir á essa nova versão. E também tem um excelente diálogo no intervalo do exorcismo, na escada entre os padres que é realmente comovente.
Não muda nada na narrativa do filme, e é sempre divertido ficar procurando cenas que você não tinha visto. Uma versão do filme que praticamente não adiciona nada, mas também não tira nada. Então não custa nada dar uma olhada!
NOTA: 10
(88%)
ROCKY HORROR PICTURE SHOW (The Rocky Horror Picture Show)
De Jim Sharman. Com Tim Curry, Susan Sarandon, Barry Bostwick, Richard O'Brien, Patricia Quinn, Nell Campbell, Jonathan Adams, Peter Hinwood, Meat Loaf e Charles Gray. Comédia / Horror / Musical / Comédia / Drama. 100 min.
Baseado na peça de Richard O´Brien, "The Rocky Horror Picture Show" é uma obra-prima que viaja muito no roteiro. A peça estreiou no final dos anos 60 e com o enorme sucesso, decidiram fazer um filme. Os únicos atores diferentes da versão teatral são Susan Sarandon e Barry Bostwick. O orçamento foi mínimo, $ 1,200,000. O filme chegou aos cinemas e foi um enorme fracasso, mas ainda tinha os fãs que haviam descoberto o filme, então alguns pequenos cinemas começaram a exibi-lo á meia-noite de toda sexta-feira. As pessoas iam vestida como os atores e cantavam na frente da tela.
Alguns podem não entender por que um filme desse tipo recebeu um excelente acabamento em DVD. Um filme pouco conhecido e um fracasso de bilheteria. O motivo é simples: os fãs não são poucos e eles exigiram pelos menos um bom documentário no DVD. O DVD nao veio com apenas isso, veio com muito mais, incluindo trailers, uma cena deletada e etc...
O filme conta a história de Brad e Janet que decidem se casar. Ao decidir isso eles vão direto ao encontro do Dr. Scott, já que foi na aula dele que os dois se conheceram. Mas eles se perdem e acabam indo parar num castelo onde conhecem o estranho Frank-N-Furter. Apartir dai o roteiro viaja muito e é puró rock.
Temos aqui uma Susan Sarandon em início de carreira e com uma voz encantadora. Sua voz transparece a inocência que a personagem pede, dando um realismo impressionante á sua personagem. Barry Bostwick interpreta o toscão Brad, cuja noiva é seduzida por Rocky, criatura criada por Frank-N-Furter. Seu personagem é inocente, indeciso e atrapalhado. Ambos personagens tem uma incrível mudança atrás do tempo. Vão ficando mais sensuais e praticando sexo com várias pessoas nessa única noite em que passaram no castelo. Mas a melhor atuação é mesmo a de Tim Curry como Frank-N-Furter. Seu jeito bastante gay e ao mesmo tempo sensual é incrível e realmente merecia um reconhecimento por parte da Academia. O líder do grupo de dono do castelo, Frank é interpretado com esplendor por Tim Curry.
O filme acompanha as descobertas de Brad e Janet quanto ao sexo. Também acompanha o declínio do império de Frank e o trágico fim de alguns personagens. Por mais pirado que esse filme seja, o roteiro é incrivelmente inteligente!!! Somente uma mente poluída com o sexo dos anos 60 poderia criar algo desse tipo.As revira-voltas e excelentes diálogos que o filme tem são impressionantes.
A equipe técnica está de parabéns, se tratando do custo do filme. O filme possui uma excelente direção de arte. O castelode Frank já fora usado em outras produções da Hammer e neste aqui está excelentemente bem decorado e extamente ao estilo do filme. A fotografia do filme é recheada de cores e ângulos bastante bonitos. Uma fotografia primorosa que junto com a direçao de arte formam um excelente par. O figurino do filme é extremamente engraçado. Ver Tim Curry com aquelas cinta liga é realmente um prazer á parte. Muito engraçado!!!!
O filme é um Thriller cult dos anos 70 e que deve ser apreciado por todos. Com uma trilha sonora repleta de canções memoráveis e com atuações excelentes, The Rocky Horror Picture Show é uma excelente homenagem aos filmes de horror dos anos 50 com um pouco do sexo dos anos 60. Uma excelente mistura muito bem dirigida pelo estreante Jim Sharman, que acabou rendendo um excelente filme e extremamente divertido e mais do que tudo... muito viajante.
O que funcionou: As atuações, a trilha sonora, a direção de arte, o figurino, a edição, a direção, o roteiro... TUDO.
O que não funcionou: O filme não tem defeitos...
NOTA: 9
(80%)
SIN CITY
De Robert Rodriguez, Frank Miller e Quentin Tarantino. Com Jessica Alba, Devon Aoki, Alexis Bledel, Powers Boothe, Rosario Dawson, Benicio Del Toro, Michael Clarke Duncan, Carla Gugino, Josh Hartnett, Rutger Hauer, Jaime King, Michael Madsen, Brittany Murphy, Clive Owen, Mickey Rourke, Nick Stahl, Bruce Willis e Elijah Wood. Ação / Aventura / Suspence / Romance. 124 min.
É impossível dizer que esse filme foi baseado nos quadrinhos de Frank Miller. O melhor é dizer que esse filme veio direto dos quadrinhos de Frank Miller. Os ângulos, as luzes, os figurinos, a maquiagem, tudo foi feito com o máximo de esforço para que o filme ficasse o mais perto do livro.
O filme conta 3 histórias alucinantes e bastante boas. A primeira é sobre Marv, um assassino que após encontar a mulher que ama, jura achar o assassino e todos envolvidos no assassinato e por fim á vida deles. A segunda conta a história de Dwight, um homem que acaba se envolvendo no assassinato de um policial, o que pode acabar quebrando o trato eu havia entre as gangues de Sin City e os policiais da cidade. Agora Dwight deve esconder o corpo e impedir isso de acontecer. Já a terceira história apresenta Bruce Willis no papel de Hartigan, um policial preso por "assassinar" o filho do prefeito no momento em que ele estava prestes á matar uma criança.
O roteiro foi escrito pelo próprio Robert Rodriguez, que conseguiu manter perfeitamente o estilo visual e o tom vocábulários dos personagens. O filme é repleto de ações e efeitos especiais alucinantes, tudo para ficar extamente como é nos quadrinhos. Não existe mocinho nos filmes, os "mocinhos" das 3 histórias são assassinos que procuram algo, por isso o título "Sin City" (Cidade do Pecado). O roteiro ainda adota algo muito incomum nos filmes: o de escutar os pensamentos de cada protagonista nas 3 histórias. As histórias são narradas por seus pensamentos, o que eles pretendem fazer e como pretendem fazer. Um bom exemplo é na história de Hartigan, interpretado por Buce Willis, onde a todo momento ouvimos os pensamentos de Hartigan dizerem "Você é forte, você consegue" ou "Levante seu velho" ou até mesmo sobre sua doença quando ele fala "Sua doença já está curada, não pode ser isso. Prossiga". Os diálogos são rápidos, direto ao assunto e chocantes. São conversas extremamente bem elaboradas que explora o conhecimento e o interior dos personagens. O roteiro ainda discute a relação amorosa de todos os protagonistas em meio á violência da cidade. Todas as 3 histórias acontecem por causa de uma mulher e a violência no filme é apenas para proteger a mulher amada. Isso sim é um excelente ponto de vista de Robert Rodriguez em relação á Sin City.
O filme ainda adota o "mesmo" estilo de filmagem de "Capitão Sky e o Mundo de Amanhã". Eu coloquei a palavra mesmo em áspas pois o estilo em si é totalmente diferente. Filmado em preto-e-brando, somente com alguns toques de cores, Sin City consegue ser um dos filmes mais originais ao usar essa técnica. São personagens que apenas os olhos são coloridos, ou ás vezes somente 1 personagem na cena é colorido. Ás vezes vemos apenas a cor do sangue, do cabelo ou das luzes de um carro de polícia. São momentos como esses que esquecemos que Robert Rodriguez já fez burrada como "Pequenos Espiões 3D" e até mesmo o recente "As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3D".
A fotografia do filme também é sensacional. Com ângulos excelentes e uma iluminação mais que perfeita. Essa sim é uma perfeita adaptação dos quadrinhos. Não existe um momento em que não haja uma bela imagem na tela. Também temos uma excelente maquiagem. Há atores irreconhecíveis em cena, como Benicio Del Toro e Nick Stahl.
Assim como a fotografia, a edição do filme também é assinada pelo próprio Robert Rodriguez. Uma edição frenética e avassaladora. Excelente! Temos também uma mixagem de som perfeita. O som é tão claro que cada vez que ouvimos uma bala saindo da arma você toma um susto. Uma qualidade sonora impecável. A trilha sonora também é assinada por Robert Rodriguez, mas desta vez em conjunto com Graeme Revell (Freddy vs. Jason) e John Debney (Indicado ao Oscar por A Paixão de Cristo). Uma trilha sonora que combina perfeitamente com o estilo do filme. Impecável!!!
Por mais que Sin City tenha uma excelente qualidade técnica, existe alguns defeitos durante o decorrer do filme. Algumas atuações não são tão boas como a maioria do elenco e o filme ás vezes é um pouco lento. Por mais que eu tenha gostado do filme, não consigo dar cinco estrelas ao filme. Talvez, quem sabe, em Sin City 2!!!
O que funcionou: A direção, o roteiro, a fotografia, a maquiagem, a trilha sonora, os efeitos especiais, a edição, o som e a edição de som.
O que não funcionou: Algumas atuações.
NOTA: 8
(78%)
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER (The Unbearavle Lightness of being)
De Philip Kaufman. Com Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche e Lena Olin. Drama / Romance. 172 min.
Baseado no famoso livro de Milan Kundera, "A Insustentável Leveza do Ser" é um excelente drama sobre um triângulo amoroso. Com perfeitas atuações de Daniel Day-Lewis (Gangues de Npva Iorque), Lena Olin (Alias) e Juliette Binoche (Chocolate), "A Insustentável Leveza do Ser" é um filme gostoso de se assistir. Calmo e sensual, o filme dirigido por Philip Kaufman é uma obra-prima e um clássico do cinema.
O filme conta a história de Tomas, um cirurgião mulherengo que tem um caso com Sabina. Tomas viaja para fazer uma cirurgia e nessa viagem acaba fazendo a jovem Tereza se apaixonar por ele. Ela, então vem morar com ele. Forma-se então um triângulo amoroso. Amabas sabem que Tomas dorme com as duas, mas apenas Tereza tem ciúmes. Ela deseja se casar com Tomas e terem sua própria vida, sem amantes.
O filme tem um excelente roteiro indicado ao Oscar escrito por Jean-Claude Carrière e Philip Kaufman. Focado mais na relação de Tomas com tereza, o roteiro ainda conta com pequenos dramas pessoais de cada personagem, deixando o filme muito mais interessante. A atuação do excelente Daniel Day-Lewis é excelente. O Tomas criado por ele é bastante sensual e ainda com toques dramáticos. Uma atuação que merecia a indicação ao Oscar. Juliette Binoche interpreta a jovem Tereza. Seu jeito tímido e indefeso conquista a todos que assistem ao filme. Em início de carreira nos EUA, Juliette já se mostra uma excelente atriz num filme realmente provocante como esse. Mais uma excelente atuação que deveria ter sido indicada ao Oscar. E por fim, temos a melhor atuação do filme, a de Lena Olin. Olin interpreta a sensual Sabina, com quem Tomas tem seguidas relações sexuais, que são mostradas de modo como nunca havia visto, um modo totalmente sensual. Lena Olin consegue transpor o drama que vive seu personagem, sem conseguir um amor para si mesmo e se acostumando a ser a "outra". Sua melhor cena é a em que Tereza vai até sua casa para tirar fotos suas nuas. Uma cena belíssima e que acaba com um inevitável beijo entre as duas.
O filme possui uma belíssima fotografia indicada ao Oscar, com ângulos que transpões a total sexualidade do filme. Temos também o prazer de assistir á uma belíssima edição. Calma e sem cortes rápidos que faz o filme ser bastante leve. A trilha sonora de Mark Adler é bastante boa, criando alguns temas que acabariam se tornando inesquecíveis.
"A Insustentável Leveza do Ser" é, mais uma vez, um filme sensual. Repleto de atuações excelentes e com um roteiro e uma fotografia de dar inveja. Um Excelente filme (com E maiúsculo). Uma Obra-Prima!!!!
NOTA: 9
(100%)
PRÊMIOS
Recebeu 2 Indicações ao Oscar:Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Fotografia
Recebeu 2 Indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme/Drama e Melhor Atriz Coadjuvante (Lena Olin)
QUARTETO FANTÁSTICO (Fantastic Four)
De Tim Story. Com Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans, Michael Chiklis e Julian McMahon. Comédia / Ação / Aventura. 106 min.
Fui assistir á "Quarteto Fantástico" com a seguinte idéia: Este é um filme ruim. Talvez seja por isso que eu não tenha odiado tanto. O roteiro é fraquíssimo e a direção é mais do que incompetente, é inútil. Tim Story foi o responsável por uma das melhores comédias que já vi: Barbershop. Ele também foi responsável por uma das piores comédias que já vi: Taxi. Se ele foi capaz de criar "Barbershop", ainda tenho confiança de que ele consegue realizar algo melhor.
O Roteiro - o roteiro!!! - é um desastre total. São diálogos totalmente inúteis e piadinhas totalmente sem graça, principalmente por parte do personagem "Tocha Humana". E pensar que o roteiro saiu das mãos de Michael France (que fez a história de um dos melhores filmes de 007, 007 contra Goldeneye) e Mark Frost (um dos criadores do cultuado seriado Twin Peaks). Um diretor que já havia feito uma comédia excelente e dois roteiristas que haviam criado histórias fantásticas: seria impossível dar errado, mas deu.
O roteiro nos apresenta uma história meio ridícula se você analisar: o cientista Reed Richards e seu companheiro Ben Grimm epresentam a proposta de fazer uma viagem ao espaço para entender o nosso DNA (!!!!!!!) ao bilionário Victor Von Doom. Coincidentemente a mulher por quem Reed é apaixonado está namorando com o vilão do filme, que duranmte toda a trama não apresenta nenhum traço de vilão. Tudo dá errado e o DNA dos 5 que estavam no espaço é alterado. Apartir dai o resto do filme nos mostra as várias tentativas de Reed em criar algo para que eles voltem ao normal. É somente nos últimos 10 minutos de filme que Von Doom se rebela contra o "Quarteto Fantástico".
O filme é recheado de piadinhas sem graça, principalmente por parte do Tocha Humana com O Coisa. Ei, mas isso não é um filme sobre super-heróis? Super-Heróis não fazem piadinhas, eles salvam o mundo de pessoas malvadas!!! Mas não aqui, aqui eles xingam uns aos outros e até mesmo brigam na frente de todo mundo, e não combatem vilão algum.
Bom, pelo menos a qualidade técnica do filme é bem boa. Os efeitos especiais ás vezes deixam á desejar, mas em sua maioria são bem feitos e ás vezes impressionantes. A trilha de John Ottman, que já fez grandes acertos com as trilhas dos dois X-Men, está bem abaixo da média. Uma trilha sonora bobinha. Se você escutar a trilha sonora fora do filme, você pode até pensar que isso é a trilha sonora de uma paródia sobre super-heróis. A fotografia do filme é bem boa, com ângulos excelentes e uma boa iluminação. A edição do filme é bem normalzinha, sem nada a perder e nem acrescentar. Os maiores atributos do filme são quanto á som, edição de som e maquiagem. Temos uma qualidade de som impecável e efeitos sonora excelentes. A maquiagem de O Coisa é bastante real, dando até para perceber os movimentos da boca do ator.
Bom, mesmo com tantos defeitos, "O Quarteto Fantástico" diverte. Por que? Porque é um filme curtinho (106 min.) engraçadinho (Tocha Humana) e com cenas de ação bem legais. Assista sem compromisso, ou se preferir nem assista. Não irá fazer diferença.
NOTA:5
(26%)
O DIA EM QUE O BRASIL SE VIROU CONTRA KILL BILL
De Imagem Filmes. Com Kill Bill. 6 Meses. Drama
Quentin Tarantino era um "Zé Ninguém" quando lançou o fantástico "Cães de Aluguel". Seu 1° filme foi um grande sucesso, o que possibilitou o diretor dar um passo adiante e fazer um filme com mais grandes estrelas do que "Cães de Aluguel". "Pulp Fiction" foi um enorme sucesso POP. Salvou o astro John Travolta e deu a Quentin Tarantino o Oscar de Melhor Roteiro Original e ainda a indicação para Melhor Diretor. Três anos depois o diretor lançaria o "bom" filme Jackie Brown. A crítica taxou o filme como o mais fraco de Tarantino e isso fez o diretor ficar inativo durante 4 anos. Em Junho de 2002, Tarantino começou as filmagens do que se tornaria um dos filmes mais POP do novo milênio. "Kill Bill" teria no elenco grandes astros como Uma Thurman, David Carradine, Michael Madsen, Daryl Hannah, Lucy Liu e Vivica A. Fox. Não demorou muito para que uma simples foto de Uma Thurman vestida com um macacão amarelo e preto e segurando uma espada se tornasse o papel de parede de milhares de pessoas que esperavam pelo novo trabalho de Tarantino.
No dia 3 de Janeiro, o site da Miramax colocou no ar o primeiro Teaser do Filme. Foram inúmeros downloads e tudo indicava que Tarantino estava fazendo seu melhor filme desde Pulp Fiction. O teaser virou uma grande sensação e virou assunto de matérias em sites e revistas do mundo inteiro.
Grande Médio Pequeno
A revista SET chegou a pôr o filme em 16° lugar nas produções mais esperadas dos últimos anos. No dia 24 de Fevereiro o ator David Carradine disse que Tarantino estaria estudando a idéia de Kill Bill ser divido em 2 filmes, cada um com 90 minutos. "primeiro terminaria com um momento de grande suspense, então todos vão querer assistir à segunda metade". A idéia de que o primeiro volume chegasse aos cinemas em 14 de Outubro e o segundo apenas 5 semanas depois. Muitos se viraram contra essa idéia, alegando que era tudo uma estratégia apenas para ganhar mais dinehrio. Um dia depois foi anunciado que a Miramax havia descartado o lançamento de Kill Bill em dois volumes.
No dia 2 de Julho foi anunciado que o público brasileiro teria de esperar 3 meses para assitir á Kill Bill nos cinemas. O filme estava previsto para chegar aos cinemas em 9 de Janeiro de 2004. No dia 14 de Julho, os rumores de um lançamento duplo de Kill Bill voltaram á tona e ainda mais forte. Dois dias depois o estúdio fez o anúncio oficial que Kill Bill seria divido em 2 filmes.
"A primeira parte deve sair em outubro [nos Estados Unidos, e estamos examinando o cronograma de lançamentos para marcar a data do segundo. A idéia é que os cinemas estejam passando os dois ao mesmo tempo em determinado momento", disse o diretor.
Muitos ficaram especulando como seria feito o lançamento de Kill Bill: Volume 2. Seria um, dois, três meses depois. Quanto tempo demoraria para assistir ao final do filme?
A data de estréia no Brasil continuava a mesma para Kill Bill Volume 1: 9 de Janeiro.
No dia 11 de setembro foi lançado o trailer final de Kill Bill: Volume 1, e nele já apresentava a data de Kill Bill: Volume 2: Fevereiro de 2004!!! O trailer novamente causo um enorme alvoroço, sendo novamente assunto de matérias em diversos sites e revistas do mundo inteiro.
Grande Médio Pequeno
O filme chegou aos cinemas no dia 10 de Outubro e foi considerado uma obra-prima pelos críticos de cinema. Enquanto isso, o Brasil recebia a notícia de que só poderia assistir á Kill Bill: Volume 1 em 19 março de 2004, ou seja, quando Kill Bill, Volume 2 estivesse saindo dos cinemas já que sua estréia estava marcada para Fevereiro do mesmo ano.
Em fevereiro foi anuncia que Kill Bill: Volume 1 seria lançado não em março, mas sim em 23 de Abril, exatamente no mesmo dia em que Kill Bill: Volume 2 estaria chegando aos cinema americanos. Enquanto isso, o lançamento de Kill Bill: Volume 2 foi programado para chegar por aqui no dia 30 de Julho, três meses depois da estréia americana. Apenas 1 dia depois, a Imagem Filmes anunciou que a estréia de Kill Bill: Volume 2 teria que acontecer somente no dia 1° de Outubro.
Enquanto acontecia toda essa discussão sobre quando seria o lançamento de Kill Bill: Volume 2, a Imagem Filmes nos apresentou o DVD de Kill Bill: Volume 1, um excelente DVD se tratando de som e extras, mas um terrível DVD se tratando de imagem. O filme seria lançado em FullScreen, ou seja, perdendo cerca de 50% da imagem do filme. Além de esperar 6 meses pelo lançamento, ainda teríamos que nos contentar com uma edição xula em DVD. Semanas depois a Imagem anunciou que lançaria esta versão apenas para as locadoras. A versão para venda direta chegaria ás lojas em fevereiro e com imagem em Widescreen e com os mesmo extras da versão para as locadoras, quase um ano após o lançamento do filme nos cinemas.
O lançamento de Kill Bill: Volume 2 aconteceu em 8 de Outubro e aconteceu a mesma coisa que havia acontecido com o primeiro volume: o filme fora lançado em pouquíssimas salas no Brasil. Sendo que no Rio Grande do Sul apenas 5 salas exibiram o filme. Mas mesmo com poucas salas exibindo o filme, Volume 2 foi um sucesso. O DVD do volume 2 foi lançado em Abril, apenas dois meses depois do primeiro volume ser lançado no mesmo formato para venda direta. Desta vez a Imagem lançou Volume 2 para as locadoras e para venda direta ao mesmo tempo, para evitar reclamações e outras coisas do tipo. O DVD veio igual ao do primeiro volume: em Widescreen, com trilha de audio em DTS, extras de bom gosto e legendado.
Deu pra notar que em 2005 as coisas molhoraram para Kill Bill, com o lançamento dos DVD´s em Widescreen e com um excelente acabamento. Mas 2004 com certeza será lembrado como o ano em que tudo deu errado para os fãs de Tarantino, onde o lançamento foi adiado inúmeras vezes e o DVD quase foi lançado em uma edição podre (FullScreen). É bom que a Imagem Filmes se dê conta da burrada que fez com Kill Bill e não faça isso novamente com os próximos filmes de Tarantino, senão...
O CASTELO ANIMADO (Hauru no ugoku shiro )
De Hayao Miyazaki. Com Chieko Baisho, Takuya Kimura, Akihiro Miwa, Tatsuya Gashuin, Ryunosuke Kamiki e Mitsunori Isaki. Animação / Comédia / Aventura / Drama / Fantasia. 119 min.
Hayao Miyazaki sempre foi um mestre da animação, mas parece que somente agora, depois de ter vencido o Oscar, ele está realmente sendo reconhecido pelo mundo inteiro. Antigamente seus filmes nem chegavam aos cinemas brasileiros, alguns deles ainda nem foram lançados em video ou DVD, agora já temos 2 grandes sucessos: A Viagem de Chihiro e agora temos o adorável O Castelo Animado.
Assim como os outros filmes de Miyazaki, O Castelo Animado se concentra em uma personagem e a acompanha durante toda narrativa em aventuras fantásticas. O filme é baseado no livro de Diana Wynne Jones que também é autora dos famosos livros da série "Os Mundos de Crestomanci". O filme possui incansáveis 119 min. que são repletos de belas imagens, excelentes cenas de ação e aventura e uma história encantadora.
Sofia é uma jovem de 18 anos que trabalha na chapelaria de seu pai. Em uma de suas raras idas à cidade ela conhece Hauru, um mágico bastante sedutor mas de caráter duvidoso. Ao confundir a relação existente entre eles, uma feiticeira lança sobre Sofia uma maldição que faz com que ela tenha 90 anos. Desesperada, Sofia foge e termina por encontrar o Castelo Animado de Hauru. Escondendo sua identidade, ela consegue ser contratada para realizar serviços domésticos no local, se envolvendo com os demais moradores do castelo.¹
O roteiro do filme foi escrito pelo próprio Hayao Miyazaki que decidiu se concentrar mais no dia-a-dia de Sofia no castelo e nos problemas enfrentados por Hauru durante a guerra. O roteiro nos apresenta também uma belíssima história de amor entre Sofia e Hauru onde temos Sofia que não se preocupa tanto com sua beleza e Hauru é um mágico que para ele sua beleza é tudo e são justamente essas duas pessoas com pensamentos tão distintos um do outro que irão lentamente se apaixonar durante a trama.
Como em todos os filmes de Miyazaki, a direção de arte do filme é esplendorosa. O Castelo é algo realmente magnífico. Quando o filme começa vemos uma imagem aprecendo em "fade out", de dentro da neblina surge aquele gigantesco Castelo, sentimos um frio no estômago. O Castelo foi aperfeiçoado com efeitos especiais, o que não é típico de Miyazaki já que ele sempre fez seus filmes com a animação tradicional. O filme possui uma belíssima fotografia, com cores exaltantes que se dividem por território: temos bastante verde nas cenas do bosque, bastante marrom dentro do castelo e bastante vermelho nas cenas durante a guerra. São ângulos belíssimos, mas assim com em "A Viagem de Chihiro", esse filme ficaria muito melhor se tivesse sido feito em 2.35:1 , ou seja, o formato de tela larga que ocupa a tela inteira. Um filme com uma grandeza dessas deveria ser imprimdo nesse aspecto. Bom, mas agora já foi neh!!!!
Temos também uma belíssima trilha sonora de Joe Hisaishi, companheiro de Miyazaki em vários filmes seus, entre eles "A Viagem de Chihiro" filme pelo qual venceu o Annie de Melhor Trilha Sonora. A trilha de O Castelo Animado é soberba, com alguns tons que lebram "Chihiro" e muitos outros que lembram bastante filmes de guerra. É uma trilha sonora bastante calma e ao mesmo tempo bem alegre, assim como o filme. Mais uma excelente trilha sonora de Joe Hisaishi.
"O Castelo Animado" é mais uma obra-prima de Hayao Miyazaki. Não é melhor que "A Viagem de Chihiro", mas é até o momento o Melhor Filme de Animação do Ano, e com certeza merece uma indicação e quem sabe talvez até o Oscar de Melhor Filme de Animação. Hayao Miyazaki conseguiu novamente!!!
NOTA:9
- Vencedor do Prêmio Vênus na categoria de Melhor Filme de Animação. Além de receber outra indicação na categoria de Melhor Roteiro Adaptado.
A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATES (Charlie and the Chocolate Factory)
Dir. Tim Burton. Com Johnny Depp, Freddie Highmore, David Kelly, Helena Bonham Carter, Deep Roy, Christopher Lee. Comédia / Aventura / Fantasia. 115 min.
Com as críticas que li na internet, fui assistir á essa refilmagem já com duas perguntas na minha cabeça: 1) O antigo é melhor? 2) Willy Wonka é homem ou mulher? Bom, ao final da sessão descobri que são dois filmes bastante diferentes, mas cada um tem seu charme. Mas a 2ª pergunta ainda não me foi respondida...
Bom, como a maioria sabe, Charlie é um garoto que vive numa casa pobre e que acha o quinto dos 5 bilhetes dourados espalhados pelo mundo que dão o direito á uma visita na fábrica de chocolates mais cobiçada do mundo: Willy Wonka. Me foi surpreendente a reação das pessoas no cinema quando Charlie abre aquele chocolate e ve o bilhete dourado. Todos fizeram "Ooohhh", como se fosse uma surpresa. Se essas pessoas vissem o trailer e as propagandas na televisão, ela já deveriam saber que Charlie acharia o bilhete dourado e também porque a maioria eram pais levando as crianças e como a maioria dos pais, eles também devem ter assistido ao filme antigo e não vejo muita diferença entre os dois filmes nessa parte em questão.
O filme tem uma abetura incrível, que inicia com os logotipos da Waner e da Village Roadshow aparecendo entre as nuvens. Logo depois vamos direto para dentro da fábrica e assistimos á fabricação de chocolates e a distribuição dos 5 bilhetes dourados, tudu isso enquanto vão aparecendo os créditos iniciais. Tudo feito por computação gráfica, o que terminou num trabalho magnífico. Bom, depois disso conhecemos Charlie e novamente Freddie Highmore está excelente. Sua atuação é comovente e convincente. Também somos apresentados á outro personagem que acompanha Charlie na visita á fábrica, vovô Joe. A interpretação de David Kelly é muito boa, mas eu prefiro o vovô Joe de Jack Albertson, um ser muito mais legal e menos "retardado". Depois de sermos apresentados á família de Charlie, começamos a ver as crianças que acharam os bilhetes dourados. Todas mesquinhas e manhosas. As interpretações são muito boas, mas novamente, Veruca Salt está excessivamente irritante neste filme, algo que era até divertido na versão de 71. Por falar em achar os bilhetes dourados, senti muita falta do frênesi que havia no filme antigo. Na versão de 71 viamos pessoas negociando a vida de outras pessoas em troca de uma caixa de chocolates, vemos a rainha da Inglaterra indo á um leilão para arrematar uma caixa, nesse filme as coisas acontecem muito rápido. O que na versão antiga demorava 40 minutos, nessa não deve passar de 20 ou 30 minutos. Tudo acontece muito rápido e também senti a falta do desapontamento de Charlie ao saber que o "5º" bilhete foi achado. No momento em que sabemos que o bilhete foi achado, já ficamos sabendo que é falso e também já vemos Charlie achando o verdadeiro "5º" bilhete. É tudo muito rápido.
Pois bem, depois de tudo issu as crianças vão até a fábrica e conhecemos então Willy Wonka em uma apresentação genial, que mostra um pequeno show de bonecos que começam a pegar fogo. Um pouquinho do ódio de Willy Wonka pelas crianças. Por falar em Willy Wonka, Johnny Depp está excelente como o chocolateiro. Nesse filme vemos um Willy Wonka jovem, brincalhão, "retardado" que não havíamos visto em 71. Porém, perdemos o Willy Wonka sensato, com a cabeça no lugar, que sabia o que queria e onde encontrar.
Durante a visita á fábrica, somos apresentados também á Deep Roy, o fantástico ator que interpreta todos os Oompa Loompas. Sua atuação é realmente fantástica, talvez a melhor do filme. A ínica coisa que atrapalhou sua atuação foram as 4 músicas cantadas por "ele" (na verdade foram cantadas por Danny Elfman) que são horríveis. As canções dos Oompa Loompas da versão de 71 são muito mais divertidas.
Já temos os personagens e já temos o local, e que local. Uma fábrica mais fantástica do que a versão de 71. Essa sim é fantástica. Nunca vi tantos cenários tão enormes em apenas um filme. As cores dos cenários também são excelentes. Talvez a melhor direção de arte que já vi. Um trabalho de mestre. Se não vencer o Oscar, pelo menos merece a indicação. O figurino do filme também é excelente. As roupas de Willy Wonka são muito mais cheias de cores e com tons muito mais vibrantes. Sua cartola é magnífica. Também gostaria de falar da maquiagem que deformou o coitado do Johnny Depp. Não estou dizendo que é uma maquiagem ruim, pelo contrário, é uma excelente máquiagem, principalmente no caso de Depp. Seu personagem ficou tão estranho que fica impossível saber se aquilo é homem ou mulher. Claro que todos sabemos que Willy Wonka é um homem, mas nada impede que seja um travesti.
Algo que me chamou bastante a atenção e que eu não havia dado bola nos trailers e Spots de TV que eu havia visto são os efeitos especiais. Realmente magníficos. A multiplicação de Deep Roy ficou perfeita, não se vê nada que entregue o jogo, assim como a diminuição do personagem principalmente na cena que mostra como Willy Wonka conheceu os Oompa Loompas. Os efeitos relacionados ao Castelo de Vidro também são sensacionais, uma obra-prima.
Outro grande atrativo é a magnífica trilha sonora de Danny Elfman, ele apenas errou nas canções, porque a partitura do filme é excelente. Cheia de tons macabros e góticos e ás vezes meia bobinha. Mas nada disso impede que a trilha desse filme se torne inesquecível.
"A Fantástica Fábrica de Chocolates" é um bom filme cheio de problemas: Algumas atuações fracas, algumas piadas sem graça, canções chatas e alguns flashback que irritam e que cortam a cena em momentos muitíssimos inadequados. Mas nada disso tira o brilho e a magia do filme. "A Fantástica Fábrica de Chocolates" é um filme mágico que merece e deve ser assistido.
NOTA: 8
- Recebeu 3 Indicações ao Prêmio Vênus: Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte e Melhor Maquiagem.
ETERNO AMOR (Un Long dimanche de fiançailles)
De Jean Pierre Jeunet. Com Audrey Tautou, Jodie Foster, Gaspard Ulliel, Dominique Pinon, Chantal Neuwirth. Drama / Comédia / Romance / Ação / Aventura. 133 min.
"Eterno Amor" é o mais "novo" filme de Jean Pierre Jeunet com a belíssima Audrey Tautou, a mesma dupla que trabalhou em "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". Baseado no livro de Sebastian Japrisot, Jean Pierre Jeunet e Guillaume Laurant adaptaram o livro com maestria, acrescentando algumas coisa e tirando outras. O filme conta com praticamente toda a equipe que trabalhou com Jeunet em Amélie, por isso tanta semelhança, principalmente quanto á direção de arte e a fotografia.
O filme conta a história de Mathilde, uma garota que recebe a notícia de que seu noivo Manech foi morto em combate. Ela sente que ele ainda está vivo e se naga a acreditar e vai em uma jornada em busca da verdade, enfrentando vários problemas e decepções ao longo desse caminho.
O filme tem uma excelente atuação de Audrey Tautou, novamente coma aquele seu estilo meigo e carismático que nos contagia. O ator Gaspard Ulliel, que interpreta Manech é uma grande revelação desse filme. Sua breve atuação é impecável com expressões faciais que mostram seu sentimento naquele determinado momento da cena. É um grande conjunto de atores que brilham como nunca vi. São grandes atuações que merecem reconhecimento.
O filme tem a MELHOR FOTOGRAFIA QUE JÁ VI NA MINHA VIDA:
Cada "frame" é uma bela imagem capturada por Bruno Delbonnel, vencedor do prêmio da Sociedade de Cinematógrafos dos EUA por esse filme e indicado ao Oscar pelo mesmo. Com sombras espetaculares e cores divididas em marrom para Mthilde e verde azulado para Manech, Bruno Delbonnel conseguiu criar a maior fotografia de todos os tempos, na minha opinião.
A direção de arte do filme também é espetacular. Os diversos lugares que o personagem de Audrey Tautou visita é um esplendor. Grandes cenários construídos nos mínimos detalhes. Uma perfeição. O figurino é digno da época e combina com cada oersonagem que brilha na tela. A trilha sonora do filme é apenas normal, mas o compositor Angelo Badalamenti cômpos um belíssimo tema que toca nos momentos mais emocionante do filme. Temos também uma excelente edição assinada por Herve Schneid que mescla passados com o presente. Uma edição fantástica, principalmente nos momentos de guerra. Outro aspecto que me chamou muito a atenção é o som. Claro e brilhante!!!! Um som que mostra os mínimos detalhes do que está acontecendo na cena e que realmente merecia ter sido indicado ao Oscar.
Mas como todo filme que é extremamente bom, sempre tem algo de ruim. O fato de Jeunet preservar a mesma equipe de Amélie, deu um ar de que estávamos assistindo á uma continuação do filme, mas sabendo que não é. Então é inevitável as comparações. As personagens são muito parecidas: supersticiosas, apaixonadas bastante calmas. Um fato que me chamou muito atenção foi o fato de Mathilde estar sempre falando algo do tipo: "Se eu chegar na esquina antes do carro, Manech está vivo". "Se o trem entrar nu túnel e o bilheteiro bater na porta, Manech está morto". Amélie fez a mesmíssima coisa: "Se, ao ver a caixinha, ele se emocionar, Amélie estava decidida: mudaria vida de todos no seu edifício". É exatamente o mesmo pensamento. São esses tipos de coisas que deixa de ser inevitável fazer uma comparação.
OBS: Temos um pouquinho de excesso de cenas violentas e de cenas envolvendo sexo, mas nada tão explícito... quanto ao sexo, porque as cenas com violência...
"Eterno Amor" é um excelente drama, romance, comédia, tudu o que você gosta em um filme, você vai encontrar aqui.
NOTA: 9
- Recebeu 2 Indicações ao Prêmio Vênus: Melhor Atriz (Audrey Tautou) e Melhor Fotografia.
CAIU DO CÉU (Millions)
Dir. Danny Boyle. Com Alex Etel, Lewis Owen McGibbon, James Nesbitt, Daisy Donovan e Christopher Fulford. Drama / Comédia 98 min.
"Caiu do Céu", é o mais novo filme do talentoso diretor Danny Boyle, responsável por clássicos instântaneos como "Trainspotting" e "Extermínio", que neste filme conta uma adorável história sobre dois garotos que encontram o dinheiro de um roubo. Um deles deseja gastar tudo e o outro deseja doar para os pobres, e é nesse garoto que a história se concentra.
Damian é um garoto que sabe tudo sobre santos e em alguns momentos do filme vemos alguns deles interagindo com o personagem, o que resulta em cenas bastante interessantes. Sua luta para convencer o irmão a doar o dinheiro achado é comovente. Seu irmão "cabeça-dura", Anthony, usa o dinheiro para comprar amigos no colégio e para comprar coisas realmente desnecessárias, mas são coisas que não deixam de ser legais... hehehehehehehehe...
O confronto entre esses dois garotos é retratado de forma excelente graças ao excelente roteiro de Frank Cottrell Boyce, indicado ao BAFTA de Melhor Roteiro Adaptado pelo filme Hilary and Jackie, que junto á todo esse confronto entre irmãos ele ainda arranja espaço para uma história de romance e um excelente suspense. O roteiro de Frank ainda explora decisões individuais de cada personagens e como cada um aproveita dessas decisões.
O filme ainda conta com a excelente fotografia de Anthony Dod Mantle, responsável por filmes como "Extermínio" e "Dogville", mesclando uma excelente mistura de cores com ângulos espetaculares, resultando numa das melhores fotografias do ano. Temos ainda o prazer de disfrutar de uma excelente trilha sonora composta por John Murphy que junta música e sons para compor a excelente trilha deste filme. A edição do filme é muito boa, contando com vários flashback e cortes rápidos fazendo o filme não ficar nem um pouco cansativo.
"Caiu do Céu" conta com uma excelente direção, um excelente roteiro, excelentes atuações e uma excelente equipe técnica, o que só poderia dar num excelente filme que por mais que pareça meio bobinho nos últimos 5 minutos, não estraga os excelentes 90 minutos anteriores que fizeram desse filme um dos melhores do ano!!!!
NOTA: 9
- Recebeu 1 Indicação ao Prêmio Vênus de Melhor Roteiro Original.
Baixe agora o teaser de "As Crônicas de Nárnia" em versão dublada ou legendada!!!!
DUBLADO
Grande
Médio
Pequeno
LEGENDADO
Grande
Médio
GUERRA DOS MUNDOS (War of the Worlds)
De Steven Spielberg. Com Tom Cruise e Dakota Fanning. 119 min. Drama / Aventura / Ação / Suspense
Baseado no livro de H.G. Wells, Guerra dos Mundos adapta para a atualidade o drama do pai que faz de tudo para salvar seus filhos do ataque alienígena. Dirigido pelo mestre Steven Spielberg e estrelado pelo astro Tom Cruise, Guerra dos Mundos consegue retratar bem o drama, mas faltou alguma coisa.
A idéia de os extra-terrestres já terem planejado esse ataque há milhões de anos, antes mesmo de os humanos habitarem a Terra, já é um grande triunfo. A cena em que vemos a primeira nave espacial surgindo do meio da rua é impressionante. Aprtir dai é pura ação.
Já na primeira cena de ação vemos as naves exterminando os humanos com raios lasers, uma cena impecável e com efeitos especiais impressionantes. Logo depois vem a incrível cena do contra-ataque, onde o governo norte-america envia helicópteros com mísseis para destruir as naves. De dentro do fogo de uma enorme explosão surge aquela gigantesca nave numa cena impressionante. Logo depois vem a cena do barco, onde vemos um incrível ataque onde o barco é virado de cabeça para baixo e us humanos são pegos pela nave alienígena. Tom Cruise e sua filha, Dakota Fanning, são abrigados por um homem em sua casa. Os alienígenas são vistos pela primeira vez nessa cena, e que cena. Suspense total.
Como vocês viram o filme é cheio de ação, mas é so isso. Não existe muita história no filme. Os cenários são impressioantes e os efeitos especiais nem se fala, dos melhores já feitos. As atuações são convincentes e nada de extraordinário. A trilha sonora do filme é impecável, assim como todas do mestre John Williams. Mas o roteiro do filme não é grande coisa. Muitas coisas não são explicadas no roteiro tipo: Como o filho de Tom Cruise conseguiu sobreviver áquela enorme explosão? O filme deveria se aprofundar mais no modo, ou na pesquisa de como destruir os alienígenas. Claro que bastante ação é legal, mas faltou um pouco de história.
Steven Spielberg fez um excelente trabalho técnico em Guerra dos Mundos, tudo de primeira linha, menos o roteiro. Uma pena, pois esse poderia ser o melhor filme da temporada.
NOTA: 7
- Recebeu 2 Indicações ao rêmio Vênus: Melhor Edição de Som e Melhores Efeitos Especiais.
PRÊMIO VÊNUS
2002
1-Melhor Filme
A.I. - Inteligência Artificial
Moulin Rouge!
Os Outros
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Traffic
2-Melhor Diretor
Steven Spielberg (A.I. - Inteligência Artificial)
Baz Luhrman (Moulin Rouge!)
Peter Jackson (O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel)
Steven Soderbergh (Traffic)
Christopher Nolan (Amnésia)
3-Melhor Ator
Haley Joel Osment (A.I. - Inteligência Artificial)
Ewan McGregor (Moulin Rouge!)
Michael Douglas (Traffic)
Guy Pearce (Amnésia)
Bruce Willis (Corpo Fechado)
4-Melhor Atriz
Nicole Kidman (Moulin Rouge!)
Nicole Kidman (Os Outros)
Carrie-Ann Moss (Amnésia)
Renée Zellweger (O Diário de Briget Jones)
Juliette Binoche (Chocolate)
5-Melhor Ator Coadjuvante
Jude Law (A.I. - Inteligência Artificial)
Jim Broadbent (Moulin Rouge!)
Ian McKellen (O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel)
Benicio Del Toro (Traffic)
Samuel L. Jackson (Corpo Fechado)
6-Melhor Atriz Coadjuvante
Frances O'Connor (A.I. - Inteligência Artificial)
Fionulla Flanagan (Os Outros)
Frances McDormand (Quase Famosos)
Kate Hudson (Quase Famosos)
Judi Dench (Chocolate)
7-Melhor Filme de Animação
Shrek
Montros S.A.
8-Melhor Roteiro Original
Moulin Rouge!
Os Outros
Amnésia
Corpo Fechado
Quase Famosos
9-Melhor Roteiro Adaptado
A.I. - Inteligência Artificial
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Traffic
Shrek
O Tigre e o Dragão
10-Melhor Fotografia
A.I. - Inteligência Artificial
Moulin Rouge!
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Pearl Harbor
O Tigre e o Dragão
11-Melhor Figurino
Moulin Rouge!
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
O Tigre e o Dragão
Gladiador
Harry Potter e a Pedra Filosofal
12-Melhor Direção de Arte
Moulin Rouge!
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
O Tigre e o Dragão
Gladiador
Harry Potter e a Pedra Filosofal
13-Melhor Maquiagem
Moulin Rouge!
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
O Tigre e o Dragão
Harry Potter e a Pedra Filosofal
Planeta dos Macacos
14-Melhor Edição
A.I. - Inteligência Artificial
Moulin Rouge!
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Traffic
Amnésia
15-Melhor Som
A.I. - Inteligência Artificial
Moulin Rouge!
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Pearl Harbor
Gladiador
16-Melhor Edição de Som
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Monstros S.A.
Pearl Harbor
Gladiador
Harry Potter e a Pedra Filosofal
17-Melhor Trilha Sonora
Moulin Rouge!
Os Outros
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Pearl Harbor
Harry Potter e a Pedra Filosofal
18-Melhores Efeitos Especiais
A.I. - Inteligência Artificial
Moulin Rouge!
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Pearl Harbor
Gladiador
19-Melhor Canção
Come What May (Moulin Rouge!)
May It Be (O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel)
If I Did'n Have You (Monstros S.A.)
There You'll Be (Pearl Harbor)
Cruisin (Duets)
NÚMERO DE INDICAÇÕES E PRÊMIOS
15 INDICAÇÕES
Moulin Rouge! (9 Prêmios)
14 INDICAÇÕES
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (5 Prêmios)
10 INDICAÇÕES
A.I. - Inteligência Artificial (1 Prêmio)
6 INDICAÇÕES
Traffic (1 Prêmio)
Pearl Harbor (1 Prêmio)
5 INDICAÇÕES
Os Outros (1 Prêmio)
Amnésia
Gladiador
Harry Potter e a Pedra Filosofal
4 INDICAÇÕES
O Tigre e o Dragão
3 INDICAÇÕES
Corpo Fechado
2 INDICAÇÕES
Chocolate
Shrek
Monstros S.A. (1 Prêmio)
1 INDICAÇÃO
O Diário de Bridget Jones
Planeta dos Macacos
Duets
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
2003
1-Melhor Filme
Cidade de Deus
Cidade dos Sonhos
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Minority Report
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
2-Melhor Diretor
Fernando Meirelles (Cidade de Deus)
David Lynch (Cidade dos Sonhos)
Jean-Piérre Jeunet (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain)
Steven Spielberg (Minority Report)
Peter Jackson (O Senhor dos Anéis: As Duas Torres)
3-Melhor Ator
Alexandre Rodriguez (Cidade de Deus)
Tom Cruise (Minority Report)
Sean Penn (Uma Lição de Amor)
Russell Crowe (Uma Mente Brilhante)
Mel Gibson (Sinais)
4-Melhor Atriz
Naomi Watts (Cidade dos Sonhos)
Audrey Tautou (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain)
Michelle Pfeiffer (Uma Lição de Amor)
Nia Vardalos (Casamento Grego)
Jodie Foster (Quarto do Pânico)
5-Melhor Ator Coadjuvante
Leandro Firmino (Cidade de Deus)
Serge Merlin (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain)
Max Von Sydow (Minority Report)
Andy Serkis (O Senhor dos Anéis: As Duas Torres)
Ian McKellen (O Senhor dos Anéis: As Duas Torres)
6-Melhor Atriz Coadjuvante
Laura Herring (Cidade dos Sonhos)
Isabelle Nanty (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain)
Samantha Morton (Minority Report)
Dakota Fanning (Uma Lição de Amor)
Cameron Diaz (Vanilla Sky)
7-Melhor Filme de Animação
A Era do Gelo
Jimmy Neutron
Lilo e Stitch
As Meninas Super Poderosas
Stuart Little 2
8-Melhor Roteiro Original
Cidade dos Sonhos
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Sinais
Casamento Grego
Kate e Leopold
9-Melhor Roteiro Adaptado
Cidade de Deus
Minority Report
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
Uma Mente Brilhante
Onze Homens e Um Segredo
10-Melhor Fotografia
Cidade de Deus
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Minority Report
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
Quarto do Pânico
11-Melhor Figurino
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
Kate e Leopold
Harry Potter e a Câmara Secreta
Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones
12-Melhor Direção de Arte
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
Onze Homens e Um Segredo
Harry Potter e a Câmara Secreta
Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones
13-Melhor Maquiagem
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
Harry Potter e a Câmara Secreta
Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones
Vanilla Sky
Uma Mente Brilhante
14-Melhor Edição
Cidade de Deus
Cidade dos Sonhos
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Minority Report
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
15-Melhor Som
Cidade de Deus
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Minority Report
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
Homem-Aranha
16-Melhor Edição de Som
Minority Report
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
Harry Potter e a Câmara Secreta
Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones
Homem-Aranha
17-Melhor Trilha Sonora
Cidade dos Sonhos
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Minority Report
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
Sinais
18-Melhores Efeitos Especiais
Minority Report
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
Harry Potter e a Câmara Secreta
Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones
Homem-Aranha
19-Melhor Canção
Gollum's Song (O Senhor dos Anéis: As Duas Torres)
Until (Kate e Leopold)
Vanilla Sky (Vanilla Sky)
NÚMERO DE INDICAÇÕES E PRÊMIOS
15 INDICAÇÕES
O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (6 Prêmios)
12 INDICAÇÕES
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (5 Prêmios)
Minority Report (2 Prêmios)
8 INDICAÇÕES
Cidade de Deus (4 Prêmios)
7 INDICAÇÕES
Cidade dos Sonhos (1 Prêmio)
5 INDICAÇÕES
Harry Potter e a Câmara Secreta
Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones
3 INDICAÇÕES
Uma Lição de Amor
Uma Mente Brilhante
Sinais
Kate e Leopold
Homem-Aranha
2 INDICAÇÕES
Casamento Grego
Quarto do Pânico
Vanilla Sky
Onze Homens e Um Segredo
1 INDICAÇÃO
A Era do Gelo
Jimmy Neutron
Lilo e Stitch
As Meninas Super Poderosas (1 Prêmio)
Stuart Little 2
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2004
1-Melhor Filme
O Chamado
Chicago
As Horas
Prenda-me se for Capaz
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
2-Melhor Diretor
Rob Marshall (Chicago)
Stephen Daldry (As Horas)
Steven Spielberg (Prenda-me se for Capaz)
Peter Jackson (O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei)
George Clooney (Confissões de uma Mente Perigosa)
3-Melhor Ator
Leonardo DiCaprio (Prenda-me se for Capaz)
Sam Rockwell (Confissões de uma Mente Perigosa)
Nicholas Cage (Adaptação)
Johnny Depp (Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra)
Crispin Glover (A Vingança de Willard)
4-Melhor Atriz
Naomi Watts (O Chamado)
Renée Zellweger (Chicago)
Nicole Kidman (As Horas)
Meryl Streep (As Horas)
Fernanda Torres (Os Normais)
5-Melhor Ator Coadjuvante
Ed Harris (As Horas)
Christopher Walken (Prenda-me se for Capaz)
Ian McKellen (O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei)
Andy Serkis (O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei)
Chris Cooper (Adaptação)
6-Melhor Atriz Coadjuvante
Catherine Zeta-Jones (Chicago)
Julianne Moore (As Horas)
Miranda Otto (O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei)
Meryl Streep (Adaptação)
Rachel Weisz (O Júri)
7-Melhor Filme de Animação
Irmão Urso
Looney Toones: De Volta a Ação
Procurando Nemo
Sinbad: A Lenda dos Sete Mares
A Viagem de Chihiro
8-Melhor Roteiro Original
Procurando Nemo
A Viagem de Chihiro
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
8 Mile
Embriagado de Amor
9-Melhor Roteiro Adaptado
O Chamado
Chicago
As Horas
Prenda-me se for Capaz
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
10-Melhor Fotografia
O Chamado
Chicago
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Confissões de uma Mente Perigosa
A Vingança de Willard
11-Melhor Figurino
Chicago
As Horas
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Confissões de uma Mente Perigosa
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
12-Melhor Direção de Arte
Chicago
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Confissões de uma Mente Perigosa
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
Matrix: Reloaded/Revolutions
13-Melhor Maquiagem
O Chamado
As Horas
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
X2
14-Melhor Edição
O Chamado
Chicago
As Horas
Prenda-me se for Capaz
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
15-Melhor Som
O Chamado
Chicago
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
A Viagem de Chihiro
Matrix: Reloaded/Revolutions
16-Melhor Edição de Som
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
A Viagem de Chihiro
Matrix: Reloaded/Revolutions
007 - Um Novo Dia Para Morrer
17-Melhor Trilha Sonora
O Chamado
As Horas
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
A Viagem de Chihiro
Matrix: Reloaded/Revolutions
18-Melhores Efeitos Especiais
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
Matrix: Reloaded/Revolutions
X2
O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas
19-Melhor Canção
I Move On (Chicago)
Into the West (O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei)
Ben (A Vingança de Willard)
Lose Yourself (8 Mile)
Die Another Day (007 - Um Novo Dia Para Morrer)
NÚMERO DE INDICAÇÕES E PRÊMIOS
15 INDICAÇÕES
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (6 Prêmios)
11 INDICAÇÕES
Chicago (3 Prêmios)
As Horas (4 Prêmios)
8 INDICAÇÕES
O Chamado (2 Prêmios)
7 INDICAÇÕES
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
6 INDICAÇÕES
Prenda-me se for Capaz
5 INDICAÇÕES
Confissões de uma Mente Perigosa (1 Prêmio)
A Viagem de Chihiro (2 Prêmios)
Matrix: Reloaded/Revolutions
3 INDICAÇÕES
A Vingança de Willard (1 Prêmio)
2 INDICAÇÕES
Adaptação
Procurando Nemo
X2
007 - Um Novo Dia Para Morrer
1 INDICAÇÃO
Os Normais
O Júri
Irmão Urso
Looney Toones: De Volta a Ação
Sinbad: A Lenda dos Sete Mares
8 Mile
Embriagado de Amor
O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
2005
1-Melhor Filme
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Kill Bill
Meninas Malvadas
Peixe Grande
O Terminal
2-Melhor Diretor
Michel Gondry (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças)
Quentin Tarantino (Kill Bill)
Tim Burton (Peixe Grande)
Steven Spielberg (O Terminal)
Michael Mann (Colateral)
3-Melhor Ator
Jim Carrey (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças)
Ewan McGregor (Peixe Grande)
Tom Hanks (O Terminal)
Gael García Bernal (Diários de Motocicleta)
Jack Black (Escola de Rock)
4-Melhor Atriz
Kate Winslet (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças)
Uma Thurman (Kill Bill)
Lindsay Lohan (Meninas Malvadas)
Catherine Zeta-Jones (O Terminal)
Bryce Dallas Howard (A Vila)
5-Melhor Ator Coadjuvante
David Carradine (Kill Bill)
Michael Madsen (Kill Bill)
Albert Finney (Peixe Grande)
Jamie Foxx (Colateral)
Rodrigo de la Serna (Diários de Motocicleta)
6-Melhor Atriz Coadjuvante
Kirsten Dunst (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças)
Lucy Liu (Kill Bill)
Daryl Hannah (Kill Bill)
Perla Haney Jardine (Kill Bill)
Meryl Streep (Sob o Domínio do Mal)
7-Melhor Filme de Animação
As Bicicletas de Belleville
Bob Esponja: O Filme
O Expresso Polar
Os Incríveis
Shrek 2
8-Melhor Roteiro Original
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Kill Bill
O Terminal
Colateral
Os Incríveis
9-Melhor Roteiro Adaptado
Meninas Malvadas
Peixe Grande
Diários de Motocicleta
Homem-Aranha 2
A Voz do Coração
10-Melhor Fotografia
Kill Bill
Homem-Aranha 2
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
A Paixão de Cristo
Madrugada dos Mortos
11-Melhor Figurino
Kill Bill
Peixe Grande
Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo
O Último Samurai
Peter Pan
12-Melhor Direção de Arte
Kill Bill
O Terminal
Homem-Aranha 2
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Peter Pan
13-Melhor Maquiagem
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
A Paixão de Cristo
Madrugada dos Mortos
Peter Pan
Hellboy
14-Melhor Edição
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Kill Bill
Colateral
Homem-Aranha 2
Fahrenheit 11/9
15-Melhor Som
Kill Bill
Os Incríveis
O Expresso Polar
A Voz do Coração
Homem-Aranha 2
16-Melhor Edição de Som
Os Incríveis
O Expresso Polar
Homem-Aranha 2
Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo
Eu, Robô
17-Melhor Trilha Sonora
A Vila
Os Incríveis
A Voz do Coração
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
A Paixão de Cristo
18-Melhores Efeitos Especiais
Homem-Aranha 2
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo
Eu, Robô
O Dia Depois de Amanhã
19-Melhor Canção
Al Otro Lado del Rio (Diários de Motocicleta)
Vois Sur Ton Chemin (A Voz do Coração)
The Triplets of Belleville (As Bicicletas de Belleville)
Believe (O Expresso Polar)
Accidentally in Love (Shrek 2)
NÚMERO DE INDICAÇÕES E PRÊMIOS
14 INDICAÇÕES
Kill Bill (9 Prêmios)
7 INDICAÇÕES
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (2 Prêmios)
Homem-Aranha 2
6 INDICAÇÕES
Peixe Grande
O Terminal
5 INDICAÇÕES
Os Incríveis (2 Prêmios)
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (4 Prêmios)
4 INDICAÇÕES
Meninas Malvadas (1 Prêmio)
Colateral
Diários de Motocicleta
O Expresso Polar
A Voz do Coração (1 Prêmio)
3 INDICAÇÕES
A Paixão de Cristo
Peter Pan
2 INDICAÇÕES
A Vila
As Bicicletas de Belleville
Shrek 2
Madrugada dos Mortos
Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo
Eu, Robô
1 INDICAÇÃO
Escola de Rock
Sob o Domínio do Mal
Bob Esponja: O Filme
O Último Samurai
Hellboy
Fahrenheit 11/9
O Dia Depois de Amanhã